PSD e IL a subir, PS e BE a descer


Pedro Correia,

jporfirio_debate_quinzenal_covid-19_07_05_19-scale

 

Esta foi a primeira sondagem feita após os debates televisivos entre os líderes dos partidos concorrentes às legislativas.

Permite concluir o seguinte:

– PS cada vez mais longe da maioria absoluta;

– PSD encurta distância;

– Na disputa pelo terceiro lugar, Chega ganha vantagem;

– Costa quer formar governo com PAN e Livre, mas não há sequer certeza de que estes partidos elejam deputados;

– CDS arrisca-se a desaparecer do mapa parlamentar;

– Na recta final da campanha, vai reforçar-se a tendência para o voto polarizado nas duas principais forças políticas. Até por efeito do mapa eleitoral ainda vigente neste país que chega sempre tarde a todas as reformas, como o Paulo Sousa aqui acentuou.

 

E os debates, como se reflectiram nestas intenções de voto agora divulgadas pela Universidade Católica?

Sublinho algumas evidências:

 – PSD e Iniciativa Liberal foram os partidos mais beneficiados, fruto das boas prestações televisivas de Rui Rio e João Cotrim Figueiredo;

– BE e PAN, por contraste, foram os mais prejudicados. No caso do partido animalista, devido ao fraquíssimo desempenho da sua dirigente máxima. O problema do Bloco é de outra ordem: este será o partido mais responsabilizado pelos eleitores por ter precipitado a crise política de Outubro.

– E o PS? Os debates não lhe correram muito bem, é verdade. Mas esta quebra nas intenções de voto resulta sobretudo de três outros factores conjugados: António Costa acusa um notório desgaste físico, muitos portugueses cansaram-se deste governo que não chegou a ser remodelado em tempo útil e a chamada “fadiga pandémica” está largamente associada à imagem do primeiro-ministro. 

Costa, que tantas vezes foi gozando com a frase (apócrifa) de Passos Coelho sobre uma suposta “vinda do diabo”, ainda acabará por morder a língua. Porque o diabo chegou mesmo, em forma de pandemia. A nove dias do apuramento dos votos, Portugal é o quarto país da Europa e o sexto do mundo com mais infecções por covid-19 e há cerca de 800 mil eleitores em risco de isolamento.

126 comentários em “PSD e IL a subir, PS e BE a descer”

  1. Entretanto continuo à espera que algum candidato a deputado no meu círculo eleitoral -de qualquer partido e são uma vintena- devidamente identificado, introduza na minha caixa do correio um panfleto a explicar as razões, o porque devo ir, mesmo que indirectamente e via o icon do partido em que milita, votar nele no próximo dia 30.

      1. O DdO é um Blog com peso, tem muitos seguidores e excelentes colaboradores. Daí ser óbvio deduzir que, sem dúvida, alguém como o Pedro Correia -lídimo bloguista no DdO- já terá sido abordado por alguns dos candidatos (20?) do seu círculo eleitoral, para o convencerem a votar neles. Algum o convenceu?. Algum deles, pessoalmente, terá conseguido sair com nota positiva após a sua poderosa capacidade de escrutinar?.

          1. Exacto, o meu problema. Obrigar alguém a ir para a Assembleia da República cumprir um mandato de deputado sem o conhecer?. Pouco cortês.
            Mais, ainda por cima representar-me sem o conhecer?. Indelicado.
            Nunca tive ocasião de avaliar previamente um candidato a deputado pelo meu círculo. Também nunca nenhum candidato no meu círculo eleitoral se me apresentou e me pediu, educadamente, se eu queria ser representado por ele(a) na Assembleia de esta República. Não obrigo.

          1. Tem consciência de que agora emigram mais pessoas do que emigravam na altura, certo?

            O facto jornalístico “passos mandou os portugueses emigrar” não tem base estatística, e na verdade nunca existiu. Se quiser explico-lhe como foi.

      1. De acordo!
        No municipio onde resido, hã um caso peculiar de um candidato que foi vereador a tempo inteiro, no mandato passado e não consegui ser reeleito nas últimas eleições autárquicas.
        O atual executivo já arranjou lugar bem remunerado num assessoria.
        Entretanto decidiram apresentar a candidatura a deputado pelo distrito.
        Este concelho contribui com ca. 5000 eleitores.
        Estes 5000 eleitores decidiram não eleger o individuo,que supostamente deveria beneficiar de trabalho público que teve ocasião para demonstrar e que os eleitores não reconheceram.
        Sendo candidato em quarto lugar, vai provávelmente ser eleito pelos restantes eleitores do distrito que não o conhecem, não sabem do seu CV só enriquecido depois de entrar na Camara etc…
        Pergunto;quantas réplicas deste caso haverá nas listas de candidatos?

  2. Bem, as sondagens “valem o que valem” (aquela frase irritante que “vale o que vale”) mas esta vem um bocado ao invés de outras, mais triunfalistas do PS. A ver vamos, como diria o invisual. Mas deixa perceber duas coisas: até ao lavar dos cestos são vindimas; amanhã não será a véspera do dia em que o céu nos cairá em cima da cabeça (ou seja, que o CHEGA terá um enorme magote de deputados). E faz ainda recordar algo que talvez não seja apenas um “mito urbano”: é tradição que PCP e CDS surjam algo subrepresentados nas sondagens, o que poderá dar a de bronze aos comunistas e ser o gongo salvador dos demo-cristãos. Quanto ao resto, se houver mais sondagens destas, aproximando os dois grandes, virá aí um reforço do dito “voto útil”, e aí julgo que o BE e aquele partido do dr. Tavares serão algo lesados com tal deriva.

    1. Creio que o PCP será muito penalizado, sobretudo pela abstenção. Tem eleitores muito envelhecidos, com medo de saírem de casa até para votar. Estamos no auge de outra vaga pandémica, como os números confirmam.
      Bem andou o Presidente ao marcar o escrutínio para dia 30 (e não para 9 ou 16, como exigia aos gritos o PSD oficial, apavorado com pretensos favores de Belém “ao Rangel” – onde isso já vai…)
      Marcelo pensou melhor e agiu melhor do que os partidos, incluindo o PCP, que também queria voto já no dia 16. Ressalvo a IL, único que se pronunciou por eleições só em Fevereiro.

      1. Está tudo controlado.
        Também nós entre breve teremos aí o “vote-by-mail” que entre voto electrónico e outras amenidades produziu resultados tão bons em 2020 – noutras paragens.
        Absolutamente seguro, sem hipótese de fraude.
        Panem et Circenses.
        https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/legislativas-portal-de-voto-antecipado-permite-inscricao-fraudulenta-alerta-protecao-de-dados
        Dizia Stalin que o importante não é quem vota, mas quem conta os votos… A profissionalização (parece) ainda não chegou cá, mas o dia virá.

      2. Para continuar a debitar “frases feitas”: “não deixas de ter razão” nisso da probabilidade abstencionista do geronte eleitorado comunista devido a questões sanitárias. As quais, se calhar, também afectarão alguns núcleos de eleitores “centristas”. Quanto à data eleitoral ainda não me esqueci das últimas presidenciais, feitas no pico da mortalidade pandémica, quando vogávamos no topo mundial da desgraça – pois os deputados se tinham esquecido dos prazos necessários para poderem legislar um pequeno adiamento das eleições. Inenarrável, um dormir na formatura que num país estruturalmente democrático teria feito guilhotinar cabeças políticas, em particular as do topo da Assembleia da República. Aqui?

        1. Pura incompetência. Pior: negligência criminosa com o país em pandemia. O resultado que sair das urnas ameaça distorcer a verdadeira vontade do eleitorado podendo haver 1 milhão de portugueses em isolamento (800 mil com mais de 18 anos) no dia 30. Destes, poucos irão às urnas – alguns terão optado pelo voto antecipado – mas será o bastante para afugentar muitos outros das mesas de voto com risco de contraírem o vírus.
          Após dois anos de pandemia, o parlamento (com PS em minoria) não se dignou legislar sobre o assunto adaptando a lei eleitoral às circunstâncias. A “experiência piloto” do voto electrónico em Évora, no tempo em que as vacas voavam, ficou tão esquecida como a das promessas de construir seis novos hospitais públicos feita em 2015.
          Chegaram ao ridículo de pedir um parecer à PGR, a poucos dias da eleição, para saber se o direito de voto devia ser garantido ou sonegado com chancela oficial a centenas de milhares de portugueses. Se isto não é comportamento lesivo para a democracia, nenhum outro será.

          1. o parlamento não se dignou legislar sobre o assunto adaptando a lei eleitoral às circunstâncias

            Que raio de adaptação quereria que tivesse o parlamento feito?

            O voto tem que ser presencial, caso contrário abre-se a porta a toda a casta de caciquismos.

            Sendo o voto presencial, não há adaptação da lei eleitoral que nos valha: ou os eleitores têm coragem para ir votar, ou então não votam. Se não votarem, a culpa é deles.

          2. Já houve no DELITO uma popular “lavourada da semana”.
            Não tarda muito inauguro aqui uma “baliada da semana”. Ou da quinzena, para evitar indigestões.

          3. Sem rodeios, o que está a acontecer nesta preparação eleitoral (com o anedótico episódio da desnorteada ministra da administração interna, que culmina o seu percurso ministerial com esta vergonha) é totalmente inaceitável. E só a catalepsia nacional explica como o governo (e o próprio regime) passa incólume diante desta confusão – que, de facto, equivale a um golpe de Estado

          4. Esta ministra a quem Costa confiou a tutela da Justiça já queria abandonar o Governo há um ano, como confessou sem rodeios. Talvez por isso, foi premiada com a pasta da Administração Interna. Agora (des)exerce ambas em simultâneo com o zelo e a competência que sabemos. No caso do tardio e lacunar esclarecimento aos cidadãos sobre o exercício do direito de voto em tempo de pandemia roçou o patético.

    2. PS vence, mas longe da maioria. Se a “esquerda” a obtém… talvez, até porque o PC tem eleitorado fiel, e não tem medo do bicho burguês. O Bloco reduz-se à sua significância, o Livre deus nos livre será extinto do hemiciclo. O PAN terá os seus deputados, há sempre quem queira dar voz ao canito, gato ou periquito.


        1. Olhe que nem os cães votariam no PAN. Li algures que o PAN quer obrigar os condutores a parar a cada 100km para os canídeos esticarem as pernas. Quando os cães se aperceberem que ficam com os vizinhos em vez de ir de férias com os donos vão revoltar-se!
          Obrigar e Proibir são os verbos chave do PAN.

          1. Eu pensei em trocar o meu veículo poluente por um de tracção animal, mas parece que até isso será proibido em breve.

          2. Eles querem acabar com carroças, charretes e tipóias. Admitem uma longa moratória no caso das carroças para não irritar a comunidade cigana.

      1. O PS vence? o quê? Só se for um cartão vermelho!! Se os portugueses tiveram memória e 2 dedos de testa, votarão massivamente nos partidos da direita, dando um cartão vermelho a este governo. Que fica na história de Portugal, por ser o maior governo em número e em despesa pública, causando o caos, na saúde, na justiça, na educação, na segurança, na agricultura, na industria, na dívida pública e na vida do dia a dia de milhares de portugueses.
        Basta relembrar que este governo, aumentou, brutalmente os impostos sobre os combustíveis, só por esta razão, vai ser fortemente penalizado!
        Hoje, em Portugal, a maioria não vive, apenas sobrevive!

        1. Mas, caro concidadão, os portugueses têm a memoria curta mesmo muito curta.
          Não temos e sinceramente não sei se teremos a capacidade de prosperar trabalhando para tal com politicas de incentivo a quem, de facto, quer mesmo investir, criar e obter. Para mais a cultura, o ambiente e o bem-estar estão a residir em Yakutsk.
          Cumprimentos.

          1. Marcelo nada tem a ver com esta campanha legislativa. Compete aos partidos mostrar o que valem – ou não. Ele cumpriu o seu dever, devolvendo a palavra aos portugueses após a eutanásia da geringonça.

        2. A última linha do seu comentário tem muito de verdade e não apenas em termos relativos. Mas isso não chega. Os portugueses terão memória, mas muito curta. Muito curta e muito focada em magnos temas como a constituição da equipa que ganhou pelo seu clube não sei que jogo contra não sei que outro clube (ou SAD, em tempos mais recentes). E nem é preciso dizer que num jogo de futebol.
          Quanto ao resto, não querem os portugueses verdadeiramente melhorar. Querem sim que tomem conta deles (ou que afirmem sonora e reiteradamente fazê-lo, pois é verdade que “o que parece é”). Mesmo que mal. Mesmo que muito mal.

          1. Creio, pelo contrário, que os portugueses querem mesmo melhorar. Como as autárquicas demonstraram e estas legislativas confirmarão.
            Mas só podem melhorar com o que há, não com aquilo que não existe.

          2. Isso que escreve é um facto: só se pode contar com o que há. Rio disse-o em mais do que uma ocasião nos últimos tempos. Mas admitirá que esse é um pressuposto que para ser aceite exige um estágio de desenvolvimento (e não de qualquer “literacia” em especial, antes de mero e elementar bom senso) que não estou certo tenha já sido atingido pelo nosso povo. O passado recente demonstra como ele se deixa cativar pelo que quer ouvir, mesmo que isso que quer ouvir – que qualquer pessoa em abstracto quer ouvir – seja ou pura e simplesmente insusceptível de pôr em prática, ou metodicamente neutralizado pelas evidentemente silenciosas “contra-medidas” que fatalmente exigirá (fundamentalmente, mais dinheiro no bolso, já; mesmo que valendo bem menos, logo a seguir).
            Mas, meu caro, possa eu estar errado. De muito bom grado o admitirei, ainda que vitórias como a de Lisboa, onde a ingovernabilidade já espreita – é um erro mais que demonstrado esperar, de certas pessoas e organizações, lealdade e verdadeiro sentido de serviço público -, por muito ansiadas e “refrescantes” que tenham sido, arrisquem com o tempo e na melhor hipótese acabar por ser meramente formais.
            E na pior, verdadeiramente de Pirro.

  3. Não percebo como uma amostra aleatória pode ser representativa da população. Sempre pensei que as amostras tivessem que ser proporcionalmente demonstrativas do total.
    Previsão: elevada abstenção, abstenção afinal não tão elevada quanto isso porque os cadernos não estão actualizados, Maioria ao Bloco Central, CDU sai vencedor.

  4. Desgraças varridas para debaixo da carpete em tempo de eleições
    3,7 milhões de reformados
    5,3 milhões de contribuintes em idade activa
    1milhão de emigrantes desde 2015
    Subida dos juros a 10 anos desde agosto
    Aumento de juros devido ao imposto conhecido por inflação
    Dificuldade de financiamento dos países periféricos
    Crise financeira
    Recessão económica
    2 milhões de pobres e aumento dos sem-abrigo
    Diminuição da natalidade e 7 milhões de animais de estimação

  5. Perigoso mesmo é onde esta sociedade vai parar com partidos como o CHEGA ou a IL, formados e apoiados essencilamente por uma geração que sempre teve tudo e não se esforçaram por obter nada. Esta geração vai em poucos anos ser dominante e vamos ter anos muito negros.

  6. “A nove dias do apuramento dos votos, Portugal é o quarto país da Europa e o sexto do mundo com mais infecções por covid-19 e há cerca de 800 mil eleitores em risco de isolamento.”
    Marcelo ainda não rebateu essa fotografia ou terá reconhecido que só lhe sai asneira?

    1. Marcelo foi o único que andou certo. Como os números da pandemia demonstram e as mais recentes sondagens confirmam. Teria andado ainda melhor se tivesse marcado eleição para 6 de Fevereiro, data que só a IL sugeriu.

      1. Marcelo foi o único que andou certo. Como os números da pandemia demonstram e as mais recentes sondagens confirmam.

        Não. A pandemia era muito mais branda há umas semanas. Se Marcelo tivesse marcado as eleições para substancialmente mais cedo, haveria muito menos pessoas confinadas.
        Marcelo marcou as eleições precisamente para a altura em que está mais frio e, portanto, há mais gente contaminada.

        1. É isso que se comenta aí na Avenida do Brasil? Sim, Marcelo podia ter convocado a eleição mais cedo. Para 1 de Janeiro, por exemplo. Ou para o Dia de Natal. Ou até para uma data anterior ao chumbo do Orçamento.

        2. Marcelo não sabe o que diz nem o que faz nesta matéria. Arvorou-se em porta-voz de pseudo-cientistas e deixou que se aplicasse um genocídio sobre a população com as medidas tomadas.
          Em matéria de pandemia andam a brincar com a saúde e às vacinas, que revelam ineficácia total ainda que fique bem dizer bem delas quando se diz mal sobre elas:
          https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-infecao-previa-deu-maior-protecao-do-que-a-vacina-contra-a-variante-delta-diz-estudo

          https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-reguladores-internacionais-contra-repetidas-vacinas-de-reforco-com-intervalos-curtos

          Andam tolos a guiar tolos.

          1. Tivessem vocês o Nóvoa ou a Gomes, estariam mais contentinhos. Ou o Aventura.
            Infelizmente Marcelo cilindrou a concorrência, num caso e noutro. Temos pena. É lidar.

  7. vai reforçar-se a tendência para o voto polarizado nas duas principais forças políticas. Até por efeito do mapa eleitoral ainda vigente neste país

    Não. O mapa eleitoral português até é bastante favorável para pequenos partidos. Em Portugal pode-se eleger um deputado tendo somente 2% dos votos, como se verificou nas últimas eleições. Em muitos países há barreiras eleitorais superiores a esse valor.

      1. Lisboa não apareceu no meu comentário. Eu falei de Portugal. Disse que em Portugal é possível eleger um deputado tendo-se uma baixa percentagem de votos. Como já se verificou na última eleição (e noutras). Em muitos outros países tal não é possível.

    1. Completamente errado, e muito umbiguista. Vê-se logo que vives na cidade, ou não sabes como a lei eleitoral funciona.

      Quem vota fora de Lisboa e do Porto, não tem democracia!!! Tem um sistema onde praticamente só se elegem deputados do PS e PSD, e talvez um deputado do 3º partido mais forte no respectivo círculo/distrito eleitoral.
      Os votos nos restantes partidos são atirado para o lixo, não servem para eleger ninguém.

      O resultado desta pouca-vergonha, que é a lei da BATOTA do PS+PSD, é que em 2019, com apenas 36% dos votos, o PS ficou com 47% dos deputados. Repara que se está a falar na possibilidade DITATORIAL de em Portugal um partido com 39% de votos chegar à maioria absoluta de +50% dos deputados. Isto devia envergonhar qualquer um, mas pelos vistos as pessoas rosas e laranjas não sabem o que é isso… ou têm todas tiques de Nicolás Maduro…

      Se as eleições em Portugal fossem proporcionais, existiria um círculo nacional de compensação, para que todos os votos fossem contados e utilizados para eleger deputados. O resultado é que por exemplo o CDS, em vez de 5 deputados, teria 9 ou 10. Isto só para dar um exemplo.

      Segundo contas de quem é mais democrata que os rosas e laranjas, estima-se que em 2019 foram desperdiçados +700 mil votos devido a esta pouca-vergonha. E não se pode calcular, mas pode-se imaginar, as centenas de milhares de votos que se perderam para a abstenção, nos círculos fora de Lisboa e do Porto, por parte de gente que queria eleger alguém do PCP, BE, Livre, PAN, IL, CDS, ou mesmo outros, e preferiu nem sequer sair de casa, pois sabe que, estando fora de Lisboa e do Porto, os seus votos serão literalmente atirados para o lixo, de forma a facilitar uma maioria de PS ou PSD, que é conseguida de forma BATOTEIRA, que é para não lhe chamar ditatorial…

      Resumindo e concluindo, informe-se e tenha noção! Deixe-se de umbiguismo citadino, e perceba que vive num país:
      https://visao.sapo.pt/opiniao/ponto-de-vista/2021-06-25-quando-um-pais-esquece-um-terco-da-sua-populacao/

  8. A nove dias do apuramento dos votos, Portugal é o quarto país da Europa e o sexto do mundo com mais infecções por covid-19 e há cerca de 800 mil eleitores em risco de isolamento.

    Ambos os números são artificiais:
    O número de infeções por sars-cov-2 deve-se basicamente a em Portugal fazerem-se muitos testes.
    O número de pessoas em isolamento deve-se totalmente às políticas da DGS, que coloca demasiadas pessoas em isolamento e por demasiado tempo.
    Nenhum destes números se deve somente ao vírus, eles devem-se em grande parte à forma como ele é enfrentado (em Portugal versus noutros países).

      1. Olhe que o Balio tem toda a razão nesta questão em particular, Pedro.
        Estas medidas e esta quantidade de testes são totalmente desproporcionais.
        O excesso de mortalidade está dentro dos parâmetros habituais para esta altura do ano. Sabendo, como sabemos, que muitas das mortes se devem a doenças oncológicas e cardiovasculares, que deixaram de ser acompanhadas desde que começou a histeria da COVID, a mortalidade COVID está perfeitamente controlada. O número de testes positivos não tem qualquer relação com a perigosidade da doença, que é nesta altura residual. Os isolados, incluindo muitos que testaram positivo não estão sequer doentes. Muitos dos mortos das estatísticas, morreram de outras causas. Este medo absurdo é fabricado pelos politicos e pelos media (e por outros que provavelmente têm interesse económico em aprofundar a pandemia mental).
        Eu às vezes penso que vivo num país diferente dos demais… A sério.
        Chiça. Comprem máscaras FFP2 se têm assim tanto medo, usem duas e três máscaras sobrepostas, mas vão por a porcaria do voto nas urnas.
        Como é que nos tornámos num povo tão medroso?

        1. Há cada vez mais gente a usar duas máscaras, não é a brincar – é a sério.
          E esta estirpe que anda aí é menos benévola do que se anuncia. Dois meus colegas de trabalho estiveram muito atrapalhados com o corona, e ambos já vacinados. Um deles quase chegou a necessitar de internamento hospitalar. Aconteceu há um mês em ambos os casos e ainda se sentem debilitados.
          Há todo um estudo ainda por fazer sobre as sequelas que esta porcaria deixa no organismo. O melhor mesmo é prevenir. Acontece que as vacinas, como se tem visto, previnem pouco. Nem sei mesmo se devemos continuar a chamar-lhes assim.

          1. Não conheço ninguém que tivesse apanhado covid sem estar vacinado. E aqueles que dizem que apanham sem estar vacinados, ao fim de três dias ficam bem. Será que a vacina protege ou potencia o aparecimento do vírus?
            Todos os que conheço tiveram efeitos secundários médios a graves depois da segunda toma, tanto que a maioria já não quer a terceira dose. Tive um familiar que morreu, outros familiares viram agravadas as suas maleitas. Agora morreu um miúdo de seis anos. Quantos miúdos é que têm de morrer para a malta parar um bocadinho para pensar?
            Será que a ciência agora é inquestionável?

          2. Mesmo sem autópsia esse foi um instantinho enquanto se soube a causa da morte o desgraçado do miúdo já fez a autópsia mas só daqui a um mês é que se vai saber a causa da morte. A sorte do miúdo é que não era anti-vacinas.

          3. Não sei se o São Pedro o deixa entrar sem o certificado de vacinação. O puto entra de certeza.

          4. E quantos maluquinhos com três doses de vacina e várias máscaras sobreposta terão morrido com COVID? Esses, provavelmente a larga maioria em Portugal, dadas as taxas de vacinação, nunca são notícia.
            “If I die, I die, but I’m not going to be controlled.”
            Grande Meat Loaf!

          5. Claramente temos definições diferentes de bravura. Eu aprecio um homem que assume os riscos e vive com as consequências. Ou morre, neste caso.
            Estaria vivo se tivesse tomado as vacinas? Talvez sim, talvez não. Nunca saberemos.
            Concordemos em discordar.

          6. Sim, Susana. Concordemos em discordar. Respeito a sua posição, não me passaria pela cabeça silenciá-la, mas penso de modo muito diferente.
            Pluralismo é isto.

          7. Também há muita gente a usar dois preservativos e mesmo assim acontece.

          8. A questão é simples,,,estas ditas vacinas são para a estirpe “original” logo pouco ou nada ajudam dois anos e milhares de mutações depois. Aliás, chamar-lhes sequer vacina, só mesmo para quem não leu a definição de vacina. Acredito que possam ajudar, mas seria bem mais honesto falar igualmente dos riscos associados, fruto da falta de tempo de estudo. Mas como em tantas outras situações, neste momento manda o poder das farmacêuticas que querem o retorno do que investiram. Veja-se a questão dos medicamentos que ja estão comprovadamente aptos a tratar eficazmente a doença mas,,,,,estão obrigados a ser testados como as ditas vacinas não foram…curioso não é? O resultado disto é o fartote para os negacionistas que facilmente acreditam que anda tudo a levar com chips e sei lá o que mais.

          9. Se o vírus fosse mesmo perigoso os seus amigos já tinham feito a derradeira viagem. Eu fiquei muito debilitada quando tive a febre da carraça. Pensei mesmo que morria. As infecções deixam-nos debilitados. As infecções perigosas matam-nos, independentemente da existência de comorbilidades. A verdade é que para a vasta maioria dos infectados (ou melhor, indivíduos que testaram positivo) a doença não causa problemas de maior. A gripe e a pneumonia sempre mataram imenso e não andávamos nesta histeria. A minha avó morreu com pneumonia aos 96 anos de idade. Algum de nos trouxe a infeção para casa, apesar de mais ninguém ter ficado doente. Será que ainda hoje estaria viva se não tivesse tido aquela virose? Teria sido melhor isola-lá da família para lhe acrescentar um par de anos à vida? Estas são as perguntas fundamentais que temos de fazer enquanto sociedade.
            Os meus idosos responderam claramente a essa pergunta. Preferem viver em pleno a viver mais um par de anos. Estamos juntos, sem máscaras e sem testes. Avós e netos juntos sempre que é possível. Se morrermos morremos como humanos e não como ratos.

        2. É triste em plena democracia ver Salazaristas deste tipo de Susanas a mandar votar as pessoas em isolamento e chama-lhes medrosas. Tenha mas é vergonha e pense um bocadinho não é preciso muito, para não queimar os fusíveis.

          João Saraiva

          1. Peculiar tempo este em que se lança fulminante, o peito inchado de justiceiro orgulho, o epíteto de salazarista – decerto não como louvor – a quem defende que se exerça o direito de voto. Um dia destes, em Portugal, a roda passará a ser quadrada (em sentido literal, porque figurado já o é há muito; ou sempre o foi).

          2. Salazaristas deste tipo de Susanas é uma expressão muito boa!!! Há com cada um…

    1. Se é verdade que estamos perante uma “testedemia”, também antes desta paródia nos diziam que todos os anos até 3 milhões de portugueses eram exposto à gripe sazonal a tal que automágicamente desapareceu – portanto ainda faltam muitos testes!
      Como o teste aparentemente nem sabe diferenciar em condições o bicho-Covid da gripe (diz o CDC)… que mandou para a reforma o teste PCR no início do ano (mas anunciou 6 meses antes)…
      “07/21/2021: Lab Alert: Changes to CDC RT-PCR for SARS-CoV-2 Testing”
      https://www.cdc.gov/csels/dls/locs/2021/07-21-2021-lab-alert-Changes_CDC_RT-PCR_SARS-CoV-2_Testing_1.html
      (sic)…”CDC encourages laboratories to consider adoption of a multiplexed method that can facilitate detection and differentiation of SARS-CoV-2 and influenza viruses.”…(sic)


        1. Vai fazer 30 anos que não sei o que é uma gripe – um atestado a um sistema imunitário que um dia quando me apanhar será de vez ?
          À sua consideração se nestes termos o devo despedir e abdicar dele para me tornar pico-dependente e com sistema imunitário sequestrado.
          Vacinas, tomei muitas, as normais e muitas outras por imperativos de trabalho em outras geografias. Sem qualquer reserva. E recomendo. Mas isso são vacinas, isto são injecções.

          1. A imprensa está paga para dar megafone à morte de qualquer suposto “anti-vaxxer” e para pelo contrário silenciar a morte da tantos outros “pro-vaxxers”.
            Calha bem não me enquadro em nenhum dos casos. Na verdade até acredito que uma boa parte do futuro da Medicina está em trabalhar o ADN e sim – pôr os virus a trabalhar para nós em reforço do sistema imunitário. E sim, vacinas. Que estas não são.
            Como não tenho idade nem estabelecidas co-morbilidades que me coloquem nos 0,03% de mortalidade do bicho, e com o sistema imunitário que referi, a minha escolha era fácil.
            E para quem tenha duvidas que os numeros estão artificialmente inflaccionados:
            https://observador.pt/especiais/os-paises-contam-as-mortes-por-covid-de-forma-diferente-contagem-em-portugal-considera-mais-casos/
            ” Qualquer pessoa que tenha Covid — “e que tenha a menor causa de falecimento por uma questão infecciosa” — está a ser considerada na contagem dos óbitos derivados do surto de coronavírus, “o que não é verdade para todos os países, incluindo os da Europa.”

  9. Como é que o PS há-de estar mais perto da maioria absoluta se cada vez há mais gente?
    Éramos 10 milhões, mas agora, só contando com aqueles que fizeram o teste covid, são mais de 30 milhões.
    Por este andar, no dia das eleições, só para manter a distância social temos de ir votar à Alemanha.

    1. Somos 10,3 milhões – contando já com milhares de estrangeiros que aqui vivem, grande parte dos quais sem capacidade eleitoral.
      https://www.rtp.pt/noticias/pais/censos2021-portugal-tem-10344802-habitantes-menos-21-que-ha-dez-anos_n1370676

      E nas autárquicas houve 9,3 milhões de eleitores, o que indicia haver apenas um milhão de gente abaixo dos 18 anos cá na terrinha e estrangeiros aqui residentes sem direito de voto.
      https://www.rtp.pt/noticias/politica/portugal-tem-pouco-mais-de-93-milhoes-de-eleitores-inscritos_n1328551

      Conclusão: ou a capacidade eleitoral desceu já muito abaixo dos 18 anos ou somos um país ainda mais envelhecido do que eu supunha.

  10. Há uma imprensa e uns comentaristas que, cientes do desgaste e do abraço de urso que significou a geringonça para o BE, andam a tentar fazer um bypass dos votos bloquistas para o Dr. Tavares. Será mais um ponto curioso a acompanhar na noite eleitoral.

  11. “Num encontro em Monsanto, Lisboa, moderado pelo jornalista Luís Osório, António Costa discutiu com 15 personalidades independentes – que afirmaram todas que vão votar no secretário-geral do PS – temas como a cultura, o desporto, a investigação ou o ensino superior.”
    Imagine-se o Putin a discutir a invasão da Ucrânia com os independentes ayatollah do Irão, o ditador do Cazaquistão, mais o ditador da Bielorrússia, tudo liderado pelo Castro de Cuba. Estes independentes vão arrasá-lo com sanções.
    Quem diria, o Costa a ser confrontado na sua incompetência com 15 idiotas lambe-botas.

    1. Seja honesto. São independentes, sem sentido de voto, que depois de debaterem com o Dr. Costa, ficaram esclarecidas e rendidas ao seu projecto e aos seus argumentos em prol de um Portugal melhor e mais desenvolvido, e no final, apenas no final, afirmaram que vão votar no secretário-geral do PS.

  12. Depois da valente barracada que foram as sondagens nas autárquicas, acreditar que desta vez será diferente para melhor é um exercício no mínimo ambicioso. Pelo simples facto de que uma coisa é alguém ligar ou abordar outra pessoa na rua e perguntar a intenção de voto, outra coisa muito diferente é o entrevistado ir efectivamente votar! Acrescente-se o efeito pandêmico e fica óbvio que as sondagens neste contexto valem tanto como um palpite no totoloto.

  13. Sobre esta sondagem e fazendo uma comparação com uma feita anteriormente, diria que fizeram a(s) pergunta(s) a outras pessoas.

    1. Não sei a que sondagem se refere.
      Esta é a primeira que conheço feita após os debates televisivos.
      Portanto, é a que reflecte uma opinião mais informada e esclarecida. Daí tê-la destacado.

  14. Enquanto eleitor do BE em Coimbra, deixe-me corrigir o seu ponto de vista, dando o meu: estou neste momento indeciso entre votar BE, para manter a único deputado que um partido não-grande pode eleger num círculo com 9 deputados eleitos, ou votar no PSD para ajudar a um resultado que leve à demissão de António Costa.

    Há uns tempos atrás saiu uma sondagem (da Aximage) em que os eleitores culpavam mais (28%) o PS pela crise, e em que a percentagem dos que culpavam o BE (21%) era inferior. Depois vinha o PCP (18%) e até o PSD (11%). Daí para cá ficou ainda mais óbvio que a culpa da crise foi do PS: pela arrogância de Costa, pelos pedidos da maioria absoluta, pelo sucessivo dinamitar de pontes, pela entrevista em que disse numa frase “porque é que o orçamento não foi sequer à especialidade”, para logo a seguir o próprio responder “não era possível ir mais longe” – sendo que este “longe” tem que se lhe diga (e todos os eleitores do BE sabem da verdade neste ponto) que foi o BE a abdicar de todo o seu programa eleitoral e a fazer 9 propostas na área do PS (de Vieira da Silva, de António Arnaut, e na legislação laboral do próprio PS pré-troika) e mesmo assim o PS a recusar negociar.

    Juntando tudo isto, como o Daniel Oliveira explicou bem no último Eixo do Mal, o que está a acontecer é uma desmobilização de voto em toda a Esquerda. E aqui explico isto com o meu ponto de vista: estou farto de um 1º Ministro que é um mentiroso compulsivo, que esbanja o meu dinheiro em bancos privados detidos por fundos abutres (as escutas do “Cartão Vermelho” explicam sobre um caso o que já eu sei sobre muitos outros devedores, e só quem é cego é que não viu o mesmo que eu já desde 2017…), estou farto de cativações no investimento para fazer de conta que há “contas certas” no défice, quando na verdade isto só significa que crescemos menos e temos piores infraestruturas, estou farto de ver o meu voto no BE ser usado para manter no poder quem recusa salários e direitos laborais justos e depois vai a correr pedir desculpas a um patronato com tiques fascistas que salivou assim que ouviu a proposta dos 6 meses do período experimental, estou farto de ver a sangria de médicos do SNS, e estou farto de ver “aumentos” de pensões que na prática significam perdas de poder de compra (ao mesmo tempo que se faz a novela dos +10€ para pensões mínimas). Em resumo, estou farto de poucochinho, e se a única proposta do BE é negociar com o culpado do poucochinho, então, sem deixar de ser seu eleitor, este ano não tenho motivação para votar neles.

    É esta a transferência de voto que mais vai acontecer: da Esquerda para a abstenção – talvez apenas com exceção do PCP, mas esse perderá por outra via: a morte lenta do partido tão envelhecido como as suas ideias. Portanto está errado quando diz que a descida do BE é devido a ser culpabilizado pela crise. É pelo menos este o meu ponto de vista.
    Aliás, digo mais, se acontecer como no período de 2011-2015, então também “castigado pela queda de Sócrates” segundo os comentadores sem noção, ora do PS ora de Direita, mas que depois quando a realidade lhe deu razão, ainda sem qualquer possibilidade de Geringonça, e com uma conjuntura que lhe mobilizou o eleitorado até 10%, como é muito provável que o mesmo se repita: realidade a dar razão ao BE nas queixas que faz sobre o que está mal, e transferência de voto do BE para a abstenção e não para qualquer outro partido (ou, a acontecer, só de forma pontual, como lhe expliquei ser o meu caso), nas próximas legislativas regressará nos 10% ou acima desse valor. Até porque o PS, tal como o PCP, também sofre de velhice no seu eleitorado, enquanto o BE é, a par da IL, o partido que mais cresce nos novos eleitores. Até já vi fichas técnicas de sondagens em que chegou a ser (no período de maior mobilização) o 2º maior partido em cidades nos eleitores abaixo dos 30 ou abaixo 35 anos.

    É que esses jovens, quando acabam o curso onde pagam menos propina por proposta do BE, mas depois não têm salário justo nem direitos, são precários que mal podem pagar renda, ou têm de emigrar, percebem quem é que tem as propostas que lhes podem melhorar a vida, percebem quem é que nos tem governado e recusado tais propostas, e também percebem que do outro lado a IL só serve para os filhos dos ex-CDS…

    1. Dia 30, à noite, vai saber-se se estou certo ou errado acerca do BE.
      Reitero a minha convicção de que o Bloco será a força política mais penalizada nesta eleição em comparação com o escrutínio de 2019.

      Os eleitores do BE não entendem várias coisas:
      – Por que motivo este partido, que até quis integrar uma coligação com o PS em 2015, pôs fim à geringonça;
      – Por que motivo se juntou a toda a direita parlamentar no chumbo do Orçamento do Estado, algo nunca dantes acontecido em Portugal;
      – Por que motivo precipitou esta crise política e estas legislativas antecipadas, que os portugueses não desejavam.
      – Por que motivo o fez no momento em que se encontra mais fragilizado politicamente. Recordo que um mês antes, nas autárquicas, perdeu dois terços dos vereadores a nível nacional (agora só tem quatro) e continuou sem eleger um só dos 308 presidentes de câmara.

      A absurda relação do BE com o PS, nestes últimos tempos, faz-me lembrar a anedota da formiga e do elefante que estavam no cinema. Com o elefante sentado no lugar da frente, a formiga exigiu-lhe que mudasse de assento pois estava a tapar-lhe a vista. O elefante nem se mexeu. Então a formiga levantou-se e foi sentar-se à frente do elefante. Virou-se para trás, deitou-lhe a língua de fora e disse-lhe: “Toma!”

      É o que me parece hoje o BE. Uma formiga com a língua de fora.

  15. Já agora deixe-me fazer-lhe outra correção, esta do ponto de vista do eleitor bem informado: não se pode analisar o que quer que seja, nem muito menos construir uma narrativa, com base numa única sondagem, de uma só empresa com os seus métodos próprios, e com tamanha margem de erro (2,5%) que perante, por exemplo um BE com 5%, isso tanto pode significar 2,5% como 7,5%. E isto para 95% de certeza, ou seja, há ainda 5% de hipóteses do resultado estar fora dessa margem, como aliás aconteceu no passado.

    Só há uma forma séria de analisar sondagens, que é agregando os valores de diferentes empresas (Aximage, Intercampus, Pitagórica, CESOP), e comparar ao longo de meses qual a tendência dos grandes partidos, ou no máximo dos partidos com valores acima das margens de erro. E ignorando por completo aquelas “sondagens” diárias só com 150 entrevistados em cada dia, uma patetice diária da Pitagórica.

    É que se olharmos só para uma sondagem, podemos ver os 14,5% do BE na Intercampus em Março de 2020, ou os 6,1% do mesmo BE na Pitagórica apenas 2 meses mais tarde. Em que ficamos? Ficamos naquilo que eu lhe expliquei: olhar para uma sondagem isolada é algo sem valor nenhum!
    No caso da Intercampus, foi um acidente de percurso, pois nas outras sondagens o valor do BE estabilizou em valores mais próximos da verdade. No caso da Pitagórica, é um erro no método de sondagem, pois quando o BE tinha valores reais na ordem dos 9% ou 10%, a Pitagórica já andava a dar-lhe sistematicamente sondagens só com 6% ou 5%.
    Se olharmos para uma sondagem recente dessa mesma empresa quase dois anos depois o BE está nos mesmos 5% ou 6%. Das três uma, ou isso quer dizer que não desceu nada, ou que há um grave erro no método dessa empresa, ou que (volto a dizer) NÃO se pode olhar para uma só sondagem e tirar daí conclusões.
    E há ainda o problema da CESOP/Católica não publicar sequer casas decimais… é preciso esperar para ver a ficha no site da ERC.

    Olhando então para o conjunto dessas 4 empresas, a média mais recente é esta:
    PS 37,5% (+/- 3% em todos)
    PSD 30,2%
    Fascistas 6.95%
    BE 6,8%
    PCP 5,2%
    IL 4,9%
    PAN 2,6%
    CDS 1,6%

    1. Isso é o equivalente à sopa da pedra. Meter no mesmo saco coisas que não devem ser misturadas: sondagens, barómetros, pequenas amostras diárias.

      Mais do que os números, interessam-me as tendências. O PS está claramente em rota descendente e o PSD em plano ascendente. É um facto que merece pouca ou nenhuma contestação.

      Mas interessa-me esta sondagem em particular por ter sido a primeira feita logo após os 32 debates televisivos a dois.
      Ao contrário de muita gente, eu entendo que os debates são decisivos. E estes foram-no mais ainda do que em legislativas anteriores.
      Marcando uma linha de fronteira. A campanha ficou marcada por estes confrontos televisivos. Que correram particularmente bem ao PSD e à IL e bastante mal ao BE, ao PAN e ao PCP (neste último caso ao primar pela ausência quase absoluta).

  16. comecemos pelo…esquecimento. Imaginará do que estou a falar.
    Mas…avancemos para a “vinda do diabo” : ainda nao é desta, que o sonhado d. sebastiao, agora tem nome proprio, chegará, bem dito…chegará.
    O dia do riso foi ontem, mas nao interessa, o riso continua e essa do “desgaste fisico” está demais. Só nao entendo porque a direita usa esses subterfugios, luvas brancas ? Mistério !

          1. li agora algures por aqui Rede, a anedota de um tipo que prometeu deixar de beber em janeiro…e adiantou o calendario para fevereiro.

            estou muito pra frente, já a abraçar 2023

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *