Acabo de ler o programa eleitoral do PSD e de reler o do PS. A natureza excepcional do momento que vivemos impõe que a avaliação dos programas tome como referencial o Memorando de Entendimento que o governo de José Sócrates celebrou com a Troika. Neste contexto, a primeira conclusão é a de que o PS optou por propor ao país uma prequela desse documento. O programa do PS ficou refém da táctica eleitoral escolhida por José Sócrates. O objectivo de colar o plano de assistência financeira ao PEC IV impôs um conteúdo texto que omitiu por completo a intervenção externa e a real situação de Portugal em 2011 (recorde-se o lamentável erro no valor do défice de 2010). O momento histórico em que o programa eleitoral do PS se situou foi o ano de 2009. Confesso que temi, a certa altura, reencontrar o aumento dos funcionários públicos e a redução do IVA nas medidas para 2011. Trata-se, por isso, de um objecto vazio de conteúdo e de valor. O PSD, por seu lado, apresenta uma sequela do Memorando. Isto é, tomando este documento como dado da realidade, apresenta linhas de actuação concretas para o futuro. Algumas delas constituem bandeiras de enorme significado. Destaco o fim dos Governos Civis, a redução em 4 pontos(!) da Taxa Social Única, a redução do número de deputados, o rácio de entradas e saídas na função pública (1/5), a privatização de um canal da RTP ou o ataque ao Estado Paralelo (fundações,…). Mas, o programa não fica por aqui. Existem medidas assumidas em todas as áreas (a revisão do processo executivo, a reavaliação do modelo de recuperação do parque escolar, TGV, …). O programa do PSD não descura a responsabilidade social e o princípio da solidariedade. Em nenhum momento põe em causa a educação pública ou um sistema nacional de saúde viável, apresentando-se, à primeira vista, como um documento credível e equilibrado. Isto é, enquanto o PS optou por apresentar aos eleitores uma mistificação, o PSD avançou com um documento sério que pode e deve ser objecto de discussão. Poderá gostar-se ou não do seu conteúdo. Mas, o simples facto de existir um conteúdo concreto para analisar faz com que, nesta matéria, o PSD tenha obtido uma vitória sobre o PS plena de significado. E com a dimensão de uma goleada.
Programas eleitorais: PSD 3 – PS 0
Rui Rocha,

Meu caro Rui,
Acho que nem os Socialistas leram o programa do PS, é gente que não tem tempo para lerem ficção. Quanto ao programa do PSD detectei um gravíssimo erro que, temo, lhe poderá custar a vitória.
Desde quando é que se apresenta um programa falando do que lá está? Que amadorismo!
Devia o PPC de ter convocado os jornalistas e um espantalho para colocar ao lado enquanto ia dizendo o que lá não se encontrava, tipo: “ao contrário do que se diz por aí, não consta no programa o ataque ao SNS nem o fim da escola publica”, aproveitando ainda para garantir que as teorias que os Abrantes “irão inventar sobre crianças cancerígenas (estas já em acção) ou acerca de eutanásia obrigatória para velhinhos não passam de coisas imaginárias tais como os défices apregoados de 2010.”
Isto sim, mesmo sem o ‘luís’ na equipa, mas com um ‘raudinei’ qualquer podia ainda aspirar a pelo menos discutir a eleição.
Sim, de facto PPC podia ter pedido Teixeira dos Santos emprestado para falar, por exemplo, do PIB da Roménia que calha não estar no programa. Quanto às crianças cancerígenas já me pronunciei no Corta-fitas. E vi o seu comentário nos Abrantes. Que subscrevo. Só não trago aqui o assunto em forma de post porque a maralha não merece publicidade e não devo usar o assunto, colocando-me ao mesmo nível.
Realmente, dizem que não há pior cego que aquele que não quer ver. Mas ao ler o texto do Rui descobri que há uma nova espécie de cegos. Aqueles que só vêm aquilo que os cegos que não querem ver lhes metem pelos olhos dentro, num mix de parvoíce e fanatismo. Então o PSD apresentou um programa digno de se ler??!!! E que se lêno programa elaborado por quem quer acabar com a Segurança Social, o salário mínimo, o serviço nacional de saúde, a educação para todos? Que aqueles que foram responsáveis pelo descalabro da economia, os banqueiros, principalmente o BPN cavaquista e psdista, continuem a poder sacar milhões ao cidadão contribuinte, certamente para fazer mais Centros Culturais de Belém, qual elefante branco que custou quase tanto como 10% da dívida externa e semelhantes. Haja decência e, já agora, passando a publicidade, vão à multiópticas
Senhor José Santos
Já tivemos e vamos ter infelizmente,muitos mais elefantes brancos e continuar a engolir sapos …
Será que o PDS quere acabar com o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública ? Não certamente ! Com o que quer acabar é com um Serviço Nacional de Saúde Nacional “universal e tendencialmente gratuíto”. O Estado Social , de tantas mordomias está falido ! Porque razão estamos a pedir ajudas externas e a endividar-nos diáriamente ? Certammente, porque não estamos produzindo ao nível do que consumimos . Não será ?O Socialismo distribue , mas não produz riqueza para distribuir … Veja-se o que nos aconteceu nestes últimos anos . Portanto para mim , como cidadão atento , as mordomias do Estado Social , devem sim ser gratuítas , mas para aqueles com menores rendimentos . Taxas moderadoras e serviços de saúde indexados aos rendimentos de cada um . Isso sim .Isto vale tanto para a Saúde Pública ,como para a Escola Pública . Outra questão : Acha bem que os Hospitais Privados , construídos com o estatuto das Participalções Pública Privadas ( PPP ) , pagas com os nossos impostos,não tem acordos para atender os beneficiários do Serviço Nacional de Saúde ? Mas em contrapartida atendem beneficiários de Seguros de Saúde,ADSE,PT,EDP,CGD,SAMS,etc.etc. Não será este um tratamento que classifica os cidadãos em cidadãos de 1ª , 2ª , 3ª … Porque não um Serviço Nacional para TODOS ?
Nota final – Queremos um Serviço Nacional de Saúde que nos dá aquele triste espectáculo de há dias no Hospital de Santo António dos Capuchos – Serviço de oftalmologia ? É obvio que não .
Os portugueses são GENTE RIJA e empreendedora e com êles Portugal vence todas as crises ! …
Nem mais, José de Almeida. Factos são factos.
Que o Sr. seja Socialista é consigo.
Que se engane nos números também, mas tentar comparar 10 % do PIB (17.000.000.000,00 €) com o preço do Centro Cultural de Belém que custou 200.000.000,00 €…
É uma diferença de zeros, mas este contam…
Tem razão, Manuel. Mas, o hábito de mistificar e de deturpar números e factos é tal que já nem existe noção das diferenças.
José, partilho da sua ideia de que o pior cego é o que não quer ver. É o seu caso. Nada do que alega consta do programa. Eu utilizei argumentos. O José recorreu a fantasmas.
Caro Carlos Alberto
Seja honesto, por favor!! Você acha que os Portugueses são parvos???
Reconheço, felizmente, a transparência de PPC, mas mesmo que omitisse, já fez erros demasiadamente graves para se perceber que NÃO TEM PERFIL PARA A FUNÇÃO de liderar Portugal neste grave momento histórico…
O programa do PSD tem um mérito.
EVIDÊNCIOU O RADICALISMO DO PSD nestas eleições!!! Assim será mais fácil aos Portugueses decidirem…
Se há uma coisa que eu adoro é que me chamem desonesto, é isso e safado mas normalmente prefiro ouvir isso de uma voz feminina e na cama.
Eu por acaso também acho que não tem perfil para a função por variadíssimas razões além das que aponta: Nunca foi envolvido em negócios escuros com câmaras do seu partido e, ao que se sabe, não tirou o curso ao Domingo e por fax o que quer dizer que não é o génio que nos trouxe até aqui.
É de esperar que o sr. Sócrates, que não se tem cansado de acusar o PSD da falta de um programa eleitoral, faça esta noite uma declaração ao País enunciando as medidas que o mesmo “não” contém.
Com Lello ao lado a fazer de Teixeira dos Santos, por exemplo.
É o mínimo.
Ou com Teixeira dos Santos a fazer de Lello…
Caro Rui,
Estou de pleno acordo contigo em todas as questões do programa do PSD (vou ignorar categoricamente o PS, não vale mesmo a pena falar deles, pois não!?). À nível das orientações concretas, ao qual PPC sabe bem que não pode fugir, quiçá fazer algumas “manobras”, embora as “manobras” me assuste muito. Confio no PPC para essa meta de cortes para eficiência, com carreira na gestão, embora umas “manchas” do passado (Fomentinvest Ambiente, SGPS, SA) que não lhe auferem. O Estado neste e em outros momentos, tem de em parte se vista como uma empresa, ou melhor a maior empresa de Portugal e a que mais exemplo deve dar. Doí, pois doí, é natural, o PS e a Banca fez este Portugal viver um falsa riqueza, de endividamento e falsas esperanças, agora perdermos (mais uma vez), nossa pseudo sensação de estarmos ao lado da UE, forte como eles. Muito poderia falar por aí fora, mas acho que Portugal tem a aprender muito sobre o que se passou. Disse
E disse bem, Relatório.
O PS insiste numa estratégia que ainda não percebi, mas que deve vir do umbigo de Sócrates. Consiste em fazer as suas propostas muito “ao cedo”, muitas vezes despropositadamente cedo como é o caso, e depois passar a azucrinar a paciência do país dizendo que já ganhou porque apresentou primeiro e que o PSD não tem nada para apresentar.
Para o parlamento europeu apresentou o Vital Moreira e logo acusou o PSD de não ter ninguém para apresentar, não ter ideias, etc.
O PSD apresentou o Paulo Rangel quando achou por bem, e deu no que se viu!
Para o PS tudo são vantagens. Até os programas de ajuda para evitar a bancarrota são apresentados como um euromilhões, José.
(gostei de o ver por cá)
Oh meu amigo, o PSD é que tem que arriscar e se não me engano nenhuma das medidas propostas pelo PSD serão viáveis, pois os seus boys não vão deixar que o PC acabe com tachos. Agora é tudo do melhor, mas nós já sabemos o que o PS e o PSD nos trazem, por isso essa da goleada cheira-me a que o meu amigo deve ter comido muita laranja ultimamente.
Acho que o seu comentário não elucida ninguém por ser tão evidente o seu propósito.
o senhor deve ter cheirado demasiadas rosas e está intoxicado….
E já se sabe que este tipo de rosas cria dependências.
E quem lhe ensinou isso tudo foi a astróloga Maya, não foi? Inclusive as concordâncias do predicado com o sujeito?
Foi num curso tirado ao Domingo, Ferrador.
Não, meu caro amigo. O que eu tenho é uma indigestão de Sócrates. E tenho filhos em casa que gostaria que tivessem um futuro. Se conhecesse os meus textos anteriores, saberia que nunca deixei de criticar o PSD e PPC quando considerei que o mereciam. Neste caso concreto, foi mesmo uma goleada. E fundamentei o que disse com factos e argumentos. O meu amigo limitou-se a acusar-me de parcialidade sem qualquer justificação. Para ficar tudo esclarecido, devo dizer-lhe que o meu partido é Portugal. E, por isso, o meu voto é contra Sócrates.
Carissimo. Está a esquecer que nós povo, mais ou menos analfabetos funcionais, não lemos programas. PS: assim sendo a haver goleada, é num gabinete qualquer de elites.
O interesse e os comentários que este post suscitou contrariam a sua tese, SOS. Acrescento que José Sócrates passou vários dias a exigir a apresentação de um programa. Aqui está um. Independentemente da sua opção ideológica, leia e compare. O do PS é um panfleto.
Pela primeira vez desde há longos e longos meses, parece-me vislumbrar algo sério e credível, abrangendo as mais diversas áreas, apesar das dificuldades que se adivinham.
Sendo sério e abrangente, começaremos talvez a sentirmo-nos gente e não apenas aqueles que irão suportar sozinhos a crise, enquanto as outras classes apenas a apregoam.
Convém não esquecer a responsabilidade social do estado, que teimosamente anda omitida.
Não vou sequer comparar com a indescritível capacidade oratória do demagogo que ainda nos acompanha, já que se propõe a fazer mais uma dúzia de milagres que não fez até agora, nunca tencionou fazer e nunca faria. Mas que a sua demagogia tem garra, tem.
É verdadeiramente brilhante na arte de bem enganar toda a gente e de se agarrar ao poder.
Diria, até, insuperável.
Subscrevo o seu comentário na íntegra, Macarvalho.
SEGUNDO PASSOS COELHO o programa do PSD não é cor-de-rosa e está muito para além do memorando de entendimento, da troika e do programa do PS.
Como também difere do programa dos restantes partidos e não se enquadra em qualquer parâmetro conhecido ou existente,podemos inferir sem margem para erro que o programa do PSD é para ser implementado num país extra-europeu,noutro planeta ou quiçá noutra dimensão!
Discordo, António. Se o programa do PSD fosse igual ao do PS é que seria para aplicar noutra dimensão. Na da Bancarrota.
Pois…mas essa possibilidade do governo estar a conduzir o país à bancarrota perdeu toda e qualquer hipótese de ser comprovada no preciso momento em que toda a oposição se uniu para derrubar o governo, abrindo o precedente de ter actuado com o único intento de subir ao poleiro rápida e facilmente com desrespeito pela vontade popular e ordem democrática estabelecida.Porque não esperaram simplesmente que se verificasse efectiva situação de bancarrota se era tão certa?Aí teriam calado definitivamente Sócrates,que ficaria sem qualquer capacidade de argumentação!
O País está farto de bons programas, acho que é tempo de executar, não de programar ou prometer.Todos somos necessários ao bom desempenho e desenvolvimento do nosso País, necessitamos de mais acção e menos opinião.Temos um País com 36 anos de retórica, só espero que a partir de agora tenha-mos pelo menos 36 meses de trabalho bom desempenho para mostrarmos aos nossos vizinhos Europeus que nós também somos capazes quando realmente nos empenhamos.
E OS CORNETEIROS VICIADOS NA MANIPULAÇÃO?
Os jornalecos que por aí andam, os canais de televisão que por aí proliferam e os comentadores engavetados que por aí peroram nunca mais aprendem, perdão, nunca mais se libertam e assumem a nobreza da profissão. É confrangedor vê-los em todos os palcos onde os atrelam a enaltecer as qualidades farsantes e maleficamente calculadas de Sócrates, desvalorizando e camuflando os resultados catastróficos da governação de tal impostor.
Quanto a Passos Coelho, mais parecem um rebanho a responder aos assobios do dono que os domestica, na descoberta canina de uma indecisão, de um tiro ao lado ou de uma suposto incumprimento do líder do PSD. Ludibriadores encartados na tramóia, querem fazer de nós burros e para mal dos próprios e nossos pecados tentam fazer parecer Passos governante desta desgraça. E quando não pescam inventam. Quando é que esta cambada alivia o pesado rodapé Socretino que carregam, e nos expõem com seriedade e pudor as cambalhotas, inconsistência e malabarismos de tal manipulador?
Os supostos e raros Passistas convocados a jogo, caem imberbes na rasteira, não sabendo escolher campo, nem defender ou contra-atacar pelos flancos
“Não há festa nem festança onde não entre a Constança”
para si os comentadores isentos devem ser o marques mendes, alberto joão jardim, marcelo r. sousa, etc.
Fresquinha a cheirar a pólvora de um exemplar da manipulação……………………….. …………………..
O ESCORVADOR SANTOS SILVA DE PLANTÃO
“O PSD anda a lançar balões de ensaio para aumentar os impostos”.
Notável desfaçatez, mas eu respondo-lhe:
A caricatura de PS que temos é muito mais prática, prometendo não o fazer quando em campanha, mas com a escorva escondida para o rebentamento nos nossos bolsos logo que tomam lugar na assentadeira . Que não seja preciso desembainhar o rol do histórico.
Aqui o Leo prefere o Rangel e o Lello. Sobre o programa é que não disse nada. Pode ser que diga mais abaixo, uma vez que hoje está de turno.
não me fiz entender. o que eu quis dizer foi que os comentadores independentemente de quem sejam, não são isentos. quanto ao programa já disse que é uma cópia do memorando do acordo com a troika. você por acaso já se deu ao trabalho de o ler ? ( o memorando)
Confio que a mistificação está para acabar, Amarques. Sabemos que Passos Coelho tem limitações. Mas, nada é comparável ao caminho do desastre que Sócrates nos fez trilhar.
Eu estava a ficar preocupado com tanta demora neste programa. Sim, porque estava a ver que tinha que me lançar para as cochias (CDS ou BE). Claro, é normal um tipo pensar assim. Quando a sala não é segura eu escolho sempre um lugar de cochia.
O que vi foi por alto, mas não vi nesse programa como pensam fazer algumas matéria que afirmam. Creio que o PPC vai ter que fazer pedagogia e explicar como alcança alguns objectivos.
Uma coisa está mal. É aquela estorieta do emprego. Fazer legislação salvaguardando na lei as eventualidades de uma crise só se faz em período de abundância e não de crise. Neste momento, porque o mercado não gera emprego, é que é necessário preservar ao máximo o que existe.
Por outro lado, eu gostaria de ver PPC a propôr que se criasse a obrigatoriedade de um banco de emprego, e que fosse também obrigatorio que as empresas contratantes se registassem e identificassem nesse banco, assim como nos sites de emprego, e aí colocassem o valor que pretendem pagar ao contratado e o tipo de contrato que pretendem apresentar. Isto se ficasse registado também proporcionaria uma melhor fiscalização por parte da inspecção de trabalho.
Mas também permitiria avaliar quem é que quer viver à custa de quem. Estou convencido que o estigma que se lançou (foi Sócrates e a sua ministra do (des)emprego que criaram este estigma) sobre as pessoas desempregadas acabaria de uma vez por todas.
Num momento em que a economia não gera emprego, e não vai gerar emprego nos próximos três anos, devia canalizar-se as atenções para a justiça social, tributando mais quem deve e pode ser tributado e distribuindo essa tributação pelos subsidiados, incluindo aqueles que já perderam direito a subsídios (não, não escrevo em causa própria).
Admira-me que ninguém tenha pensado em fazer o seguinte (como exemplo):
Um desempregado que se encontre a receber 500,00, 600,00 ou mais (não importa) e que recebesse uma oferta de emprego cujo salário fosse inferior ao seu subsídio poderia aceitar esse emprego com as seguintes condições:
1 – O valor remanescente continuaria a ser pago pela Segurança social até ao fim do período do subsídio:
2 – Esse trabalhador descontaria para a Segurança Social e pagaria IRS sobre o montante total auferido;
3 – O empregador pagaria as suas contribuições sociais sobre o montante pago ao funcionário (o ordenado proposto com excepção para o valor da diferença, que é pago pela SS).
Creio que o estado, ainda assim, anularia o valor da diferença que ficaria a pagar e ainda receberia mais à sua colecta, porque estariam em causa o ordenado, mais as férias, mais o 13º mês.
Estou certo, dado o período que se vive, que muitos constrangimentos seriam superados e acabar-se-iam os estigmas. Creio que um dos constragimentos passa pela ESPERANÇA em poder encontar um emprego mais ou menos compatível em termos salariais que proporcionem à pessoa fazer face aos encargos assumidos (pretações da casa, alimentação do agregado etc.).
” A Constança está… e sempre esteve na festa “cor de rosa”…
Feliz senana para todos
Cunha e Sá
Caríssimo.
O mal não são os desempregados e os subsídios de desemprego, a falta de formação ou qualificação dos trabalhadores. O mal é não haver emprego. Mesmo que 100 mil estivessem a recusar emprego, por não quererem trabalhar ou estarem a beneficiar de um subsídio superior ao do salário, faltam os empregos para os outros 500 ou 600 mil desempregados.
Um desempregado não tem que ser alguém condenado a ter que se sujeitar a trabalhar num qualquer emprego e por qualquer salário – isso é de uma indignidade extrema. Há desempregados que até podem ter rendimentos ou poupanças, até ser rico. Nem todos têm que ser uns miseráveis só porque perderam o emprego. É necessário que se perceba que os subsídios de desemprego não são uma dádiva dos que estão a trabalhar para os que não estão, o subsídio de desemprego é uma prestação devida pela Seg. social ao desempregado, que andou a descontar 1% dos salários para esse efeito, tal como quem tem um seguro. Na realidade, devia-se assegurar que o trabalhador pudesse receber a totalidade do salário que recebia enquanto esteve empregado se, por exemplo, tivesse mais de 10 anos de decontos, e diminuir esse valor gradualmente por cada ano que tivesse a menos de trabalho sem ter recebido prestações sociais.
Garanto-lhe que se privatizassem os subsídios de desemprego as seguradoras, ou uma mútua que fosse criada para o efeito, teria certamente muito lucro.
Este problema dos subsídios é um falso problema e só serve para distrair do verdadeiro, que é a falta de empregos (dignos e bem pagos). Dizem que é preciso tailandeses para trabalhar na agricultura porque não há quem queira trabalhar a receber o salário mínimo.
A questão é que nós (supostamente) não somos tailandeses, e a maioria não se conforma em ser trabalhador a receber o mínimo. Era suposto já vivermos como os outros europeus e aí sim, talvez os nossos trabalhadores não se importassem de receber o salário mínimo, bastava que fosse igual ao do Luxemburgo – aí até caca limpavamos…
Vejo que percebeu o que disse e o que não disse mas que estava implícito.
Eu também acrescentei o seguinte: “Num momento em que a economia não gera emprego, e não vai gerar emprego nos próximos três anos, devia canalizar-se as atenções para a justiça social, tributando mais quem deve e pode ser tributado e distribuindo essa tributação pelos subsidiados, incluindo aqueles que já perderam direito a subsídios (não, não escrevo em causa própria)”.
Por outro lado, quem é rico e está no desemprego está somente de férias. Poque isto de ser rico e desempregado não joga certo. Mas estes também têm direito à parte que lhes compete.
Quis demonstrar também que as “políticas” E OS DISCURSOS EM TORNO DESTA MATÉRIA, não passam de populismos e falsas esperanças, por um lado, e por outro lado não passam de oportunismos por parte de quem pretende viver à conta de miseráveis oportunidades que se vão semeando, em nome de uma “concertação social”.
Eu percebo bem o tipo de “concertação” que uma grande parte do nosso tecido “empresarial” deseja.
Aqui está um comentário sério e com propostas que vale a pena avaliar e discutir.
O PSD deveria mudar o nome e chamar-se PNL Partido Neo-liberal. É tudo menos social-democrata e digo isto com desgosto porque não vejo alternativa viável a José Sócrates. Chamem-me Xuxa, o que quiserem se gostarem de viver na ilusão de que todas as pessoas que estão com Sócrates é porque votam socialistas. Não, eu não me revejo nas políticas do PSD liberal.
DISCORDO!
O PSD devia antes chamar-se PNF Partido Neo Fascista,pois foi fundado por fascistas reformistas e é apoiante das políticas ditatoriais e fascistas do Alberto João Jardim.
Pelo comentário da Snra. Cristina e do Snr. Antonio Pestana deduzo que devem usufruir de algum tacho de boys
O caso da senhora Cristina desconheço em absoluto,no meu caso garanto que não usufruo de nenhum tacho,não mantenho qualquer relação com esse ou qualquer outro partido e nunca votei em quaisquer eleições.
A opinião é livre, António. Mas, é preciso alguma noção do ridículo. Nunca votaria em Alberto João Jardim se fosse eleitor na Madeira. O certo é que ele tem ganho sucessivas eleições.
Eu nunca votei em AJJardim apesar de ser Madeirense e já ter idade para votar quando ele ganhou as primeiras eleições em 1978.O facto de ele estar há tanto tempo no poder,caso inédito em todo o universo democrático,apenas comprova a fraca capacidade intelectual do eleitorado Madeirense,sobretudo considerando as políticas fascistas por ele adoptadas e sobejamente conhecidas.
Pela mesma boa ordem de razões o PS devia chamar-se partido das simulações. Para evitar nome mais feio.
Realço a sua contenção, Amarques.
Eu creio que se o PSD optasse por esse nome seria multado e preso. Isto porque apropiar-se da patente de Sócrates, creio, é crime. Para quê mais um, se temos Sócrates a aplicar muito bem esse ultra-liberalismo?
Creio que Sócrates não tem ideologia, Anónimo. É um incompetente pragmático.
Apresento as minhas desculpas pelo meu erro no comentário anterior (apropiar-se). Sim, Rui, talvez tenha razão. Sócrates gosta de ouvir a Merkel e outros dizerem que é “corajoso”. Corajoso a criar miséria que lhes dá fartura. E ele, vaidoso, não se importa de fazer de “pistoleiro”.
Não concordo que este programa seja neo-liberal, Cristina. Mas, ainda bem que há opiniões diferentes e alternativas políticas.
SERÁ QUE CATROGA AO DIZER QUE A GERAÇÃO “À RASCA”, (por acaso chamou-lhes geração RASCA , gafes…,) DEVIA METER EM TRIBUNAL OS CORRUPTOS, QUERERIA DIZER ESTE TIPO DE CORRUPTOS ?
SERÁ QUE JOÃO DUQUE NÃO SE APERCEBE DO RIDICULO DA SUA GANANCIA E PACOVICE DE QUERER TACHOS A TODO O CUSTO ?
QUE FALTA DE NIVEL …. E DE VERGONHA !!!!
Assunto: Fw: JOÃO DUQUE E EDUARDO CATROGA, DOIS AMIGOS QUE COMEM LARANJAS E NÃO DEIXAM NADA…
COMO ISTO ANDA!!! ESTÁ TUDO PODRE!!!!
Seja-se de que partido se seja (e tal como isto vai, não há NENHUM de que valha a pena ser sequer simpatizante!) , SE SE É HONESTO “PÕE-SE A BOCA NO TROMBONE” CONTRA TUDO QUE ESTÁ MAL E CONTRA OS QUE TAIS COISAS PRATICAM!!! Isso é que é ser sério.
Mas o que eu ainda acho pior é o Presidente do ISEG fazer um tal despacho, publicado em Maio de 2010 a fazer uma colocação RETROACTIVA a Setembro de 2008. Só deve poder ser para corrigir qualquer formalismo ou outra coisa que em seu tempo não foi feita !! Mas a interpretação de quem originou o mail, de ser para guardar o tacho, seria bem possível. Não faz sentido é que seja com retroactividade de 2 anos. Será que é PARA DAR NÚMERO DE ANOS DE SERVIÇO?
Lá está, hoje estás tu fora do poder e estou eu a mandar, tenho que te dar uma “posta”… para tu amanhã me fazeres o mesmo a mim.
Publicado em Maio de 2010 com efeitos desde Setembro de 2008!!! a tempo parcial de 0% [Socorro! Alguém percebe o que isto é? Eu não!!]!!!?** tendo como protagonistas dois “opinion makers” televisivos do corte nas despesas – João Duque e Eduardo Catroga, que não se cansam de acusar o PS de despesismo.
O bochechas Catroga acumula, em várias reformas, mais de 20.000€/mês.
Uma boa proposta para o Passos Coelho propôr nos cortes da despesa pública…
– MC28 – Movimento Carreira 28 (*)
(*) – 28 é a carreira de eléctricos da Carris preferida pelos carteiristas, e passa por S. Bento.
** Será que ele foi “contratado, por conveniência urgente de serviço, […] para o exercício das funções de Professor Catedrático Convidado” sem ter que dar aulas nenhumas? O que é isto do exercício de funções a “tempo parcial 0% “? Se alguém souber, que me expliqe, please!
Vem hoje publicado na 2.ª Série do Diário da República um despacho do extraordinário João Duque, através do qual Eduardo Catroga é contratado para professor catedrático, o que parece que não lhe ocupará muito tempo [“a tempo parcial 0 %”], e, já que estamos com a mão na massa, o contrato produz “efeitos a partir de 1 de Setembro de 2008”.
Expliquem-me lá os efeitos deste despacho. Se contratado para o quadro a 0% do tempo, eu diria que talvez fosse para não trabalhar mas para ter o lugar garantido. Agora contratado para além do quadro a tempo parcial 0% e ainda por cima com efeitos retroactivos a 01/09/2008, desculpem mas não entendo. Vá-se lá saber das intenções…
PS: Que bem que falou este reformado (E. Catroga), e outros de outras áreas,nos jornais/ na televisões/ nas rádios, acerca da crise e das medidas duras necessárias para a debelar !!!
Os assuntos que aqui traz são completamente deslocados do tema do post (programas eleitorais) e referem-se a matéria que desconheço e que, naturalmente, não posso comentar.
Neste momento cada Português já deve 17 mil euros,mas se queres que cada Português fique a dever 24 mil euros como na Madeira,vota PSD
José Sócrates conseguiu resultado pior, se tivermos em conta que esteve no poder 6 anos. Imagine que lá estava há 30, como Alberto João Jardim… (repito que nunca votaria Jardim).
A Madeira já tinha uma dívida considerável em 2007 quando Sócrates conseguiu o equilíbrio das contas publicas.
Faça as contas, antoniopestana.
Sócrates entra para o (des)governo com uma dívida de 84 mil milhões. Termina o (des)governo com uma dívida de 170 mil milhões.
Alega ele que o PEC IV originou esta crise. Mas ele não diz que os PEC´s que vinha implementando já era o FMI/UE/BCE a ditarem as regras, só que não oficialmente (mas oficiosamente).
Acrescente a estes factos que estavamos a enriquecer a banca nacional e internacional com juros na ordem dos 6,5% a 10% (cotação do mercado secundário).
Acresce referir que sobre o empréstimo desta troika, 78 mil milhões, vamos pagar uma taxa evolutiva entre 3,25% e 4,5% (com período de carência de 2 ou 3 anos). Sobre este empréstimo, em 10 anos, vamos pagar em juros 30 mil milhões.
São contas que se fazem de cabeça, todavia pode usar uma folha de cálculo ou uma calculadora com bastantes digitos para ver em que situação nos encontrariamos daqui por 10 anos nas mãos de Sócrates.
Só posso dizer-lhe que Sócrates vendeu um país independente, esse país chama-se Portugal!
“São contas que se fazem de cabeça, todavia pode usar uma folha de cálculo ou uma calculadora com bastantes digitos para ver em que situação nos encontrariamos daqui por 10 anos nas mãos de Sócrates.”
Atribuir a culpa da dívida contraída por qualquer governo numa situação de crise financeira internacional apenas a esse mesmo governo,e considerando que vivemos numa economia globalmente dependente,é uma prova de ignorãncia ,má-fé ou falta de equidade.
Acredito que já ninguém lê os programas eleitorais, o que interessa são as linhas gerais e aquilo que é divulgado pelos media. Já dizia Salazar que “política é o que o povo sabe”!
O que se devia fazer era um teste de ADN ao Sócrates, para descobrir se tem genes do Salazar – assim estava tudo explicado. O problema é que o Salazar também deu a volta ao povo, apesar dos muitos PPC que existiam na altura. Também é certo que ainda não havia Internet, por isso, meus amigos, não se cansem de lutar pela credibilidade e alternativa.
A luta contra Sócrates é uma questão de dignidade, José.
As próximas eleições vão medir a inteligencia dos Tugas e o futuro do país… pode ser que não acreditem, mas o futuro deste país está mesmo em risco. Enquanto não deixarmos de ter medo de trabalhar e de nos esforçarmos vamos ficar para trás em relação ao resto do mundo. Nem os chineses têm políticas de esquerda!!! A esquerda que nasceu da “revolução” de abril deu cabo deste país, sempre que temos governos de esquerda regredimos. Infelizmente o Tuga habituou-se ao facilitismo com que a esquerda acena…. meus caros, o mundo mudou e a competição é com o exterior, e sim é mesmo competição. Estamos a ficar para trás porque não gostamos de trabalhar e temos medo da competição, andamos há 15 anos a enfiar a cabeça na areia e a votar PS. JÁ CHEGA, que Portugal querem deixar aos vossos filhos, acham que vai haver dinheiro para viver de subsídios? acham que o FMI vai emprestar mais dinheiro quando este acabar? Temos que começar a trabalhar, e deixar de pensar que o estado dá! O estado está falido, “num tem guita”… acordem deste pesadelo que é a esquerda em Portugal, Tivemos o PS idiológico de Guterres que nos deixou umas estradas em que ninguém anda e todos pagamos, tivemos o PS da trafulhice do Sócrates que nos deixa mais 80 MIL MILHOES para pagar… CHEGA, ACORDEM, TABALHEM… ninguém vos vai dar nada, têm que o conquistar!!!
Eu subscrevo o que tu dizes, Eu.
Só se conquista o que existe para conquistar. Se nada há para conquistar temos que pensar que muito existe para repartir, Eu.
Ena, tanto Abrantes aqui de serviço ao mesmo tempo… Não havia “nexexidade”, caramba!
É verdade, BF. O dinheirão que isto vai custar em horas extraordinárias.
Tenho acompanhado com atenção suficiente os programas eleitorais do PS e do PSD, como também tenho acompanhado os programas e propostas eleitorais e de intervenção política de outros actores do espectro político-partidário nacional.
Quanto aos dois primeiros, fazem destas guerras de mangerona e alecrim um esforço evidente para mostrarem diferenças que são mais de conteúdo do que de substância, mistificando assim o real significado do que têm efectivamente como propósito último, bem como a circunstância essencial de um programa político-eleitoral ser antes de mais um exercício de opções e não de permanente ajoelhar submisso perante interesses que sem rosto nem nome, comandam efectivamente cada uma das acções de governação efectiva.
Quanto às restantes formações, o arco de interesses governante que tem gerido o País nas últimas quatro décadas, esfrorça-se por promover a sua mais completa ostracização. Esquecem contudo, nesse exercício anti-democrático, que as vítimas das medidas preconizadas por esse mesmo círculo vicioso de interesses hão-de um dia ter que interromper o curso da História, modificando-o, tal como no passado aconteceu em muitas ocasiões. Nessa altura, é possível que haja choro e ranger de dentes. Oxalá não seja tarde de mais.
Francisco, não concordo consigo no que diz respeito aos programas. Mas, creio que tem razão quando refere que o sistema asfixia as alternativas.
Ás vezes dou por aqui um saltinho neste ou noutro blog. Ás vezes apetece-me encontrar algo de politicamente positivo tal é o desânimo com os políticcos atuais, tanto os que governam como os que aspiram a governar, mas constato que á semelhança dos pliticos que atrás referi não encontro mais do que farinha para fazer pão igual. Compreendo quando alguém disse “é os politicos que temos e são uma imagem bem real do país que somos pois fomos nós que os criamos”. Ao ler hoje nete blog nunca tal afirmação me pareceu tão verdadeira.
Pois eu acho que o programa do PSD é positivo, Marc.
Cumprimentos para todos.VOCÊS LEMBRAM-SE DAS HISTÓRIAS DO TINTIM?Um dizia mata e o outro logo de seguida esfola.Assim vamos nós, esperem pela pancada. E aquela de privatizar as águas tem muito que se lhe diga.Só sei que não vem nada de bom, ganhe um ou ganhe o outro.
A privatização das águas permitirá, pelo menos, evitar que se meta mais água na esfera do Estado.
Está a esquecer o estado gordo da Madeira!!!!!!
Está a esquecer a justiça para os Barões do BPN-PSD!!!!
Está esquecer à custa do Estado Gordo as reformas de Mira Amaral;Catroga;etc!!!
Luís, não estou a esquecer nada. O meu post é sobre os programas eleitorais. Não gosto de Jardim. Já disse que não votaria nele. Espero sinceramente que surjam alternativas credíveis que convençam os eleitores. Na Madeira e em Portugal. As reformas que uns e outros têm são aquelas que a lei actual atribui. Outra coisa são as indemnizações dos Varas e dos Ruis Pedros Soares. Se a lei está mal, mude-se.
E assim vai o PSD de vitória em vitória (ou de goleada em goleada ) até à derrota final. De demagogia estamos todos fartos. As coisas concretas já estavam no memorando da troika, o que não está é vago e sem objectivos concretos.
Essa é boa para o tal que não governava com o FMI.
Eduardo, medidas como a extinção dos Governos Civis são concretas.
O sabor do poder é excelente. O PS habituado aos abusos do poder é hora de refletir alguns anos o que fez mal a este país. E tem que deixar governar porque já ninguem vai votar neles com excepção daqueles que precisam do pão de cada dia à custa do PS.
Sim, impõe-se uma cura de oposição, Luís. Na certeza de que devemos ser muito mais exigentes com quem assumir o poder.
O programa do PSD afinal não é o bicho papão que andavam para ai a divulgar, corta em muitos sitios onde já se deveria ter interferido á anos.
Quanto ao programa do PS nem vale a pena ler, pois não vão fazer nada do que dizem, e a culpa será sempre dos outros.
Exactamente, Rui.
Concordo totalmente. Podemos gostar ou não do programa do PSD, mas parece-me um programa claro, corajoso e que não pretende aldrabar os Portugueses. É aquilo que o PSD quer fazer. Quanto ao do PS,…pois parece-me que não é para levar a sério. Trata-se de mais do mesmo.
Eu até diria que o do PS é menos do mesmo, PCosta.
Sobre o programa do PSD que Rui Rocha tão bem defende neste artigo de opinião, e ao qual resolvi juntar-me por 2 razões.
A 1ª é que de há uns tempos para cá é politicamente correcto concordar-se com as ambiguidades do PSD, seja nos media, ou em qualquer outro meio de informação. A colagem ao PSD vem sendo feita por um sector de pessoas que começam a ter medo de perder os prvilégios e que acreditam cegamente que este partido de onde nasceram os mais conhecidos meios de corrupção podem eventualmente ganhar as eleições.
E a 2ª e não menos importante, é que apoiar neste momento o PS para alguém que o apoiou mesmo não sendo militante, nem usufruindo de qualquer benesse pelo apoio,e viu as medidas na educação, saúde, terem sido de facto feitas e realizadas, e que não perde nem ganha por continuar a apoiar este partido, ser quase excomungada principalmente nos bloques, radios, jornais , etc. A vida dá muitas voltas. e eu com os anos e experiência que tenho, ainda vou ouvir aqui este Sr. e os seus apoiantes terem saudades dos governos de José Sócrates. Pedro p. Coelho não convence ninguém, mesmo no retrato oficial com a mulher a desejar nem sei o quê aos portugueses na Pascoa. Como se fosse P. da República. Como se já fosse 1º Ministro. PATÉTICO
Caro anónimo, se o que diz é verdade, tem que aceitar que desde lado esteja também alguém que faz uma análise sem ter outro proveito ou interesse que não seja aquilo que acredita ser melhor para o país. Posto isto, não concordo consigo. José Sócrates teve, como ninguém, protecção dos meios de comunicação social e a complacência dos portugueses. O seu comentário faria muito sentido se o país não estivesse na Bancarrota.
Meu caro anónimo, de Sócrates só nos lembraremos para colocá-lo no seu lugar devido na história desta nação, pelos piores motivos. Por ter traído a substância do PS e por ter traído a alma de uma nação que se vê acossada e humilhada em tudo quanto é notícia por este mundo.
Se alguém terá saudades deste (des)governo vai ser a banca a nível mundial, e um club que se fundou há já uns anos para criar uma “nova ordem mundial”.
Já não é a primeira vez que governos do PSD propõem acabar com os governos civis, mas até agora nada fizeram porque é uma forma de colocar os boys. Quanto à redução dos deputados na assembleia com certeza que deve saber que é preciso uma maioria qualificada?
Pois. Mas, nos últimos 15 anos, 13 foram de poder socialista. Não é difícil imaginar qual a cor dos boys que estiveram nos Governos Civis. Sendo necessária uma maioria qualificada, espero que o PS vote favoravelmente a proposta de extinção. Afinal de contas, se só servem para boys do PSD, o PS não deve importar-se que acabem.
Credível e equilibrado? Onde?
Onde eu disse. Aliás, para ser melhor do que o do PS, basta existir. E já agora, onde é que não é credível ou equilibrado?
Vocês desculpem. mas por acaso já algum se vocês se deu ao trabalho de ler na integra o memorando do acordo com a troika? isto não é futebol. leiam bem o acordo e depois olhem bem para o programa eleitoral do troca os passos.
Então, Leo… às 16h45 ainda continuava de serviço?
Era bom … se fosse real.
A redução de deputados tem de ser decicdida na assembleia da república e o PS já tentou … sem sucesso! A taxa de entradas e saídas na função pública já é de 1/3 ( ver nº de saídas da função pública nos últimos anos) e este ratio vai por em causa o funcionamento do SNS, escolas e muitas outras repartições que já têm pessoal a menos. Claro que assim estes serviços passam a ser prestrados pelos privados com quem já se comprometeram.
Eas horas extraordinárias pagas em folgas e férias vão seguramente parar o SNS.
Mas não se preocupem eles se ganharem não vão fazer nada disto… porque não podem e quando lá estiveram há seis anoa não fizeram refomas nenhumas e foi preciso o PS chegar para, p.ex. fechar uma data de maternidades e centros de saúde que funcionavam mal e sem pessoal ou justificação para a sua existência. Lembram-se do que fez o PSD … foi contra
sem mais
Sim, Maria. Mas, se o PS já tentou, agora vai votar a favor de certeza. E, de facto, foi preciso chegar o PS para acontecer muita coisa. Até uma Bancarrota, veja lá…
Começo a estar preocupado com as dúvidas que pairam entre as mais destacadas figuras da nossa sociedade sobre a vitória do PSD nas próximas eleições.
Na verdade para onde quer que me volte: SIC, TVI, pasquins CM, DE, P, etc. , tenho na frente ora um comentador, um intelectual, um político (todos do PSD, claro), ora um escritor de blogs como é o caso. Os objectivos são comuns: Manipular a opinião pública no sentido de que o salvador da pátria chama-se PPC . O “puto” aí está , nuns dias diz uma coisa noutros dias diz outra, mas os “seguidores” aplaudem. Catroga para ministro das finanças, é para já, é o melhor de todos (opinião de Marcelo) opinião isenta, claro. Meus senhores, julgam que o povo é estúpido? A quem querem enganar. Uma proposta: façam ver às estações de TV, a alguns pasquins e porque não a alguns blogues, que existem (ainda) pessoas isentas e honestas e que não têm nada a ver com os partidos políticos e consequentemente não manipulam a informação, nem fazem propaganda descarada a favor de um partido.
Arthur, há certamente muitas pessoas honestas fora dos partidos e dentro deles (no PS, no PSD, enfim, da esquerda à direita). O que acho é que Sócrates não merece confiança.
Fiquei esclarecido
Definições da Web
•Uma prequela é um trabalho que contém elementos passados no mesmo universo ficcional que uma narrativa prévia completa, desde que esses elementos ocorram anteriormente aos narrados no primeiro trabalho.
pt.wikipedia.org/wiki/Prequela
sequela
Definições da Web
•Sequela é uma alteração anatômica ou funcional permanente, sendo causada por uma doença ou um acidente, ou seja, não é congênita. Seu tratamento consiste em cirurgias corretivas e fisioterapia. …
pt.wikipedia.org/wiki/Sequela
Podia ter procurado mais, José. Veria que sequela quer dizer continuação. E se estivesse atento, veria também que coloquei prequela em itálico no texto. Mas, enfim, cada um vê o que pode. Desejo-lhe melhoras.
Surpreende-me um país com tantos sabichões e comentadores, como podem trazer a salvação ao Défice portugues? – De certo uns apoiam o plano do PS outros o PSD e se virmos um ou outro ambos estão fora da realidade do plano da Troika; como se pode reduzir a taxa da SS, sem aumento de impostos, sera que o SS está assim tão abastada? – Como se pode reduzir o emprego com as empresa em situação critica? – Como vamos aumentar a produtiviadde sem as empresas terem capital para investir ?etc.
As suas inquietações são pertinentes, Anónimo. O que digo é que o programa do PSD permite levantá-las e discuti-las. O do PS não existe.
Caro anónimo,
se você renegociar as PPP´s e incluir essa desvalorização sobre encargos salariais diluindo-a nesta renegociação, vai ver que toda a gente vai ficar feliz.
Caros compatriotas
Bem precisamos, José.
Caro Rui
Acho que você até poderia ler os programas milhares de vezes que não iria resolver nada!!… Você padece da doença da “opinião pré-concebida”!
Explico:
– O momento que Portugal vive é DEMASIADO DELICADO E SUFICIENTEMENTE IMPORTANTE para que não se perca tempo com retórica inútil e trocadilhos verbais imbuídos de ironia e desprovidos de assertividade … Realismo e equidistância é o que se exige para uma boa decisão na escolha!! Ler sim os programas, mas com imparcialidade e não de forma enviesada pela patologia referida em cima.
– A IRRESPONSABILIDADE não teve senso nem pejo para evitar acrescentar a uma grave crise económica – fruto de metodologias ultraliberais baseadas numa economia virtual mundial completamente assassina – uma péssima crise política com consequências ainda pouco nítidas. ( a ver vamos a 5 de Junho!…)
– Perante o cenário principal de 2 líderes/candidatos a chefiar o próximo Governo Português, PPC (Pedro Passos Coelho) e JS (José Sócrates), os Portugueses terão apenas que escolher o MAL MENOR! Não há outra alternativa!! Os outros lideres partidários, são apenas “verbos de encher”, só contam para o ruído e confusão. Os 3 restantes, que nem merecem que se refira o nome, são apenas PROFISSIONAIS DA MÁ-LÍNGUA E DA VERBORREIA INCONSEQUENTE. NÃO SÃO PARTE DA SOLUÇÃO!! Deviam DESAPARECER DA POLÍTICA quando a 5 de Junho perderem as eleições!
– Os Portugueses têm que se concentrar apenas nos modelos de Sociedade que ambos PPC e JS )representam e escolher com serenidade aquele em que se revêem.
– PPC é a cara do neoliberalismo radicalizado com laivos nacionalistas, mas com uma decepcionante imaturidade e falta de senso nas escolhas e decisões. Para liderar os Portugueses num momento tão especial da História de Portugal, manifestamente não mostra envergadura para tal nem perfil de liderança forte para decidir contra corporativismos e chefiar opções políticas difíceis mas necessárias.
– JS , representa o Estado Social e a força da determinação em implementar de forma eficaz as políticas e acções que foi OBRIGADO a negociar com a famigerada Troika. Segurança, Sentido de Estado, Experiência, Coragem, Responsabilidade, Prestígio Internacional, Capacidade de Decisão, Força em defender Portugal, tudo isto representa o actual 1º Ministro.
– Só e apenas na análise da concepção dos programas eleitorais de cada um, percebe-se logo quem demonstra maior capacidade. O Programa do PSD está imbuído de RAIVA, pela arrogância do seu fraseado e pela maledicência, logo no seu início, transmitindo um tom radical e soluções pouco reflectidas e aventureiras. O Programa do PS, demonstra maior coerência de ideias, em sintonia com a Troika aliás, defendendo o Estado Social e o Direito à Igualdade de oportunidades, na Educação, na Saúde, no Trabalho/Emprego e na Justiça. Está virado para as soluções e para o futuro de forma realista e não perde tempo com acusações inúteis.
– Os Portugueses estão cansados da má-língua e querem soluções que nos tirem da crise e nos dê UMA LUZ DE ESPERANÇA!!! São Eles que vão escolher e as “goleadas” que refere, são apenas a SUA visão!! PSD 3 e PS 0 ??!!…
– Cheira-me que terá uma desagradável (para si claro) surpresa a 5 de Junho!!…
sr. rui rocha, a pessoa que fez este “espetacular” programa de governo do psd (eduardo catroga) nem sabe qual é o iva sobre a cerveja. por isso…
Só mais uma coisa não sou ps e muito menos partidário de j. socrates e o meu salário ronda os 700 euros. como vê sou um dos que vai pagar isto e bem.
Ao escrever a minha opinião nunca pensei receber tantas respostas. Escrevi-a porque estou farta de ler e ouvir ataques políticos mal-criados a quem admira algumas das medidas tomadas por José Sócrates. Gosto de política e para mim a política em Portugal está a tornar-se «pistoleira» à laia dos States em que tantos se inspiram. Prefiro a Democracia à inglesa, com fair-play e humor e à francesa, com paixão e ideias. Há uma arrepiante falta de inteligência e de classe nos adeptos do PSD. A argumentação é falaciosa, ofensiva e, pior, oca, porque as alternativas que apresentam não são de forma alguma galvanizadoras nem originais. Num momento de crise deveríamos definir estratégias, não disparando para todo o lado, mas aproveitando o que foi bem-feito e fazendo melhor noutros sectores. Temos pela 1ª vez uma classe científica embrionária em Portugal, temos uma revolução nas escolas com a Parque-Escolar e estou por dentro do assunto porque o meu marido é professor de alunos do secundário na disciplina de físico-química e presidente do Conselho de um agrupamento escolar. Temos Sol, vento, ondas, uma língua falada como poucas, temos o nosso povo querido que já ultrapassou crises terríveis e deu muito de si ao longo da História. Temos o nosso país, muitas vezes tão vilipendiado por nós próprios, sempre escravos de ideias alheias e impregnados de um complexo de inferioridade que nos leva a ter orgulho em frequentar Harvard em vez de nos orgulharmos das nossas escolas e de as promovermos para as tornarmos numa referência internacional, para serem eles a quererem vir para cá. Não, rimo-nos disso, as nossas escolas melhores que Harvard? «Deixa-me rir, você vive noutra realidade, numa realidade paralela». Pois vivo, porque acho que a realidade também se constrói com sonho, com ambição, com auto-estima, com trabalho e sem medo. A escola para as elites, tão almejada pela Direita, não me inspira nem o ar «engravatadinho» e auto-confiante de «gestorzeco» arrogante que julga que a sapiência se esgota em meia dúzia de teorias económico-sacrossantas. Eu acredito que as elites se fazem com igualdade de oportunidades, que o filho da mulher a dias pode ser o próximo Nobel enquanto o filho do milionário esgota o investimento do seu pai em linhas de cocaína. Óptimo se o filho do milionário for Nobel, mas óptimo se o rapazinho ou rapariguinha filhos da empregada doméstica também o possam ser, para benefício de todos nós.
É inacreditável, escrevi a minha opinião de forma correcta, sem insultos e vocês não a publicaram. Ainda falam de ditadura e comparam José Sócrates a Hitler. Não há palavras para descrever tanta falta de isenção, tanto sectarismo, tanta incultura e tanta falta de educação. Pobre Sá Carneiro, deve estar a dar voltas no túmulo.
É lamentável, de facto só me revejo no Partido Socialista, o panorama da alternativa em Portugal é pantanoso, escabroso. Temo pelo futuro de Portugal, acho que o PSD está louco pelo Poder e fará qualquer coisa para o atingir. Os cidadãos não contam nesta democracia em crise.