O comentário da semana


Pedro Correia,

ConstantEveryCats-small.gif

 

«De facto Rui Rio parece “lutar pela sua servidão como se fosse pela sua liberdade”, luta pela próxima bancarrota de Portugal como se fosse uma classificação de rating AAA. Mas até Mr. Stevens ao fim de vinte anos apercebe-se que a sua inquestionável fé e dedicação à sua causa (trabalho), foram mal aplicadas e tiveram um forte impacto na sua vida, apercebe-se que o prazer de desfrutar o fugaz momento do remanescente da luz do dia, apesar de belo, levou-o à sufocação dos seus afectos, ao desconhecimento das causas das suas acções, e tenta recuperar o tempo perdido tentando resgatar o amor de Miss Kenton.

É neste ponto que discordo da sua analogia. Rui Rio faz-me lembrar outro mordomo famoso, o de Glória Swanson em O Crepúsculo dos Deuses. Imagino Antonio Costa caído em desgraça a preparar-se para descer a escadaria da Assembleia da República a virar-se para Rui Rio e afirmar: “Sou a maior estrela política que Portugal alguma vez teve e não tenho culpa de nada”. Rio olha para Costa com amor incondicional e vira-se para as televisões presentes: “Objectivas, luz, acção…”.»

 

Do nosso leitor Manuel do Ó Pereira. A propósito deste meu texto.

8 comentários em “O comentário da semana”

  1. Chamou por muito menos- MSTavares – Palhaço- Mudam-se os tempos mudam-se as vontades.
    O país caminha para a ruína total e ainda se faz propaganda que não há austeridade.
    Pois, não lhes toca ficar sem meios de subsistência 4 meses!

  2. Eu até compreendo toda esta azia dos ressabiados – como é que os poderei chamar, sem ferir as suas híper-habituais-susceptibilidades? Talvez como – mais “chegados” a se “preocuparem insistentemente” com o rumo do PSD (sim, chamem-lhe de “oposição” que sempre até pode soar mais institucional!) liderado pelo Rui Rio (RR) mas sejamos sinceros: infelizmente, a coisa anda muito complicada para a direita do PS… e não, não é só pelo facto de que, segundo as últimas sondagens, o povo parece não querer perceber a verdade (depois da experiência do “troikismo-mais-que-a-troika”) de que o PSD+PP+vocês são portadores mas, essencialmente, porque lá mais para o fundo da curvatura, em que começou a guinar a v(n)ossa Direita parlamentar, até surgiu aquele “frankenstein” venturoso (relembro apenas para os mais senis que ele foi criado, secretamente, e apaparicado, descaradamente, nos vossos laboratórios PPC) que, em conjunto, com a casmurrice “social-democrata” do RR, parece ter saneado o partido – que um dia até se resolveu chamar de – social-democrata, de todo um entulho que tinha criado durante décadas. Nisso, RR foi um verdadeiro “radical”… fez, na minha opinião, algo que nem o Sá Carneiro (se alguma vez até lhe passou pela cabeça) teve coragem de fazer: é que durante décadas, o PSD foi um ninho de verdadeiros cripto-fascistas! Não é por mero acaso que o PPD (e já agora, o CDS) tivesse sentido a necessidade de, após-PREC, adoptar uma nova designação político-semântica.

    Mas até há mais uma coisa que tenho como certa: o RR não tem qualquer chance de competir na retórica que vocês lhe exigem, com o “PPCenstein” – o “CDS” optou” por essa via: esperemos pelos próximos resultados eleitorais.

    Se o “CDS” crescer e o PSD diminuir até dou a minha palma a qualquer vossa palmatória!

  3. Um dos meus filmes favoritos. Por tudo e todos. Actores e realizador. Este, também, os que mais me divertiu, pelo sentido de humor.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *