
João Campos: «Já que não tenho amigos como o do Sócrates, espero que se um dia me vir em apuros com a Justiça possa ter um juiz como o do Sócrates.»
João Sousa: «À mesmíssima hora em que o juiz Ivo Rosa falava ao país, o canal Hollywood transmitia este filme: Eraser. Isto não se inventa!»
JPT: «Há uma empresa municipal (o Estado) que nos pergunta “se o sexo que foi atribuído à nascença corresponde…”. Ora, que pergunta é esta? O sexo foi “atribuído” por quem? Que entidade atribui sexo? Entenda-se bem, Portugal é um Estado laico. Não é um Estado secular, nem confessional, é laico. E como tal não é legítimo que uma empresa pública (sob Medina ou qualquer outro) ande, de modo vicioso, a aludir a entidades metafísicas.»
Paulo Sousa: «Nas conversas de café de hoje, dos que têm esplanada é claro, a recente decisão de Ivo Rosa não é mais do que o sistema a defender os seus. Estranho é que não haja rede social que não lembre que o vencedor do dia foi o André anti-sistema Ventura. Eu também acho que ele não vai perder uma oportunidade de fazer o boneco.»
Eu: «Tradição e modernidade. Cosmopolitismo clássico e absurdo contemporâneo. Vistas largas, contemplando a História, mas satirizando gestas patrioteiras na estreiteza do presente. Tudo isto se conjuga nas páginas d’ A Torre da Barbela, título fundamental da nossa ficção literária do século XX, capaz de questionar a identidade nacional até aos alicerces com tintas surrealistas mescladas de prosa barroca, cruzando arcaísmos com neologismos sintácticos e vocabulares. Enquanto desperta sorrisos no surpreendido leitor.»
