
João Sousa: «“Lei é Lei e a Constituição é a Lei Suprema, que é nosso dever cumprir e fazer cumprir”, diz Costa a propósito dos diplomas sobre apoios sociais. Curiosamente, este é o mesmo Costa que dizia, há relativamente pouco tempo, que “confinamento é para manter diga o que disser a Constituição”. A Constituição, conforme a conveniência para Costa, parece ser ora os Mandamentos escritos em pedra, ora um conjunto de preceitos vagos passíveis de interpretação caso a caso.»
José Meireles Graça: «Desde que a cidade em que vivo foi, em 2012, capital europeia da cultura (uma invencionice da UE para promover o turismo, a indústria dos subsídios e a torrefacção de dinheiro dos contribuintes em nome do chapéu da “cultura”) que há uma quantidade inverosímil de “equipamentos culturais” que é preciso justificar. Daí as exposições, os happenings, as performances, o mobiliário artístico urbano que tem uma marcada inclinação para rotundas, e os protestos, nos discursos e escritos dos Mirabeau locais, do intenso amor que os cidadãos dedicam às questões culturais.»
Paulo Sousa: «Deixo aqui uma sugestão dirigida ao sempre seu fiel clube de fãs “José Sócrates Sempre”. E que tal o lançamento das bases para o regresso às luzes da ribalta do seu adorado ídolo? Na senda da credibilidade de outros movimentos que têm surgido nestes tempos de pandemia, sugiro um nome vencedor. Mentirosos pela verdade. Tinha tudo para vencer.»
Eu: «Entramos hoje no 14.º estado de emergência imposto nos últimos 13 meses – com drástica restrição de vários direitos constitucionais e o prolongamento do “dever geral de recolhimento” que nos força a reclusão domiciliária, excepto para trabalhar. Este Presidente da República, este Parlamento, este Governo encaram o cidadão português como mero homo faber – excepto os desempregados, cuja cifra real já ultrapassa meio milhão. Neste quadro, o homo ludens é severamente reprimido. Excepto se for estrangeiro ou não residente habitual em território português: para esses não há dever de recolhimento.»
