
José Meireles Graça: «Não creio que seja necessário voltar à Covid, mesmo que a doença se some ao catálogo das que vivem entre nós, e ainda que haja muitos países onde, por razões várias, tenha espaço para fazer o seu caminho, que a comunicação social devidamente ampliará; ou a menos que apareçam novas variantes mais letais. E a história deste vento de loucura ao qual não nos eximimos não será feita nos tempos mais próximos: os responsáveis políticos têm de se aposentar primeiro; e a população sofrerá da amnésia colectiva que a afectou sempre que comprou histórias da carochinha – quando elegeu, com maioria absoluta, um celerado megalómano, por exemplo.»
JPT: «Ontem fui ao Marquês, logo após o jogo. Quando a mole começou a aumentar eu e o meu comparsa regressámos a casa, Covid oblige. Pois ainda não vacinados mas já velhotes – e vejo uma fotografia minha de ontem no metro e até me assusto com aquele Matusalém que já vou. Hoje leio muita gente incomodada com as multidões que se congregaram junto ao estádio, nas manifestações subsequentes ao jogo, com a violência ocorrida, com a hipotética indução de infecções (e até quem se queixa com os efeitos no turismo veraneante. A esses replico que melhor seria pensar em produzir algo em vez de vender vinho barato, raios de sol, peixe grelhado, sexo cálido e souvenirs reais e intangíveis aos estrangeiros, mas isso é coisa que não entendem os morcões infectados de estupidez que falam de “indústria hoteleira” e “indústria turística”. Infecção estupidifadora que mata menos gerontes mas mais lixa o país do que o Covid-19).»
Eu: «O Sporting venceu o campeonato nacional de futebol a duas jornadas do fim, com a maior pontuação conseguida desde sempre à 32.ª jornada (82 pontos) e após 25 rondas consecutivas no comando da prova, em que se manteve sem qualquer derrota. Com uma equipa muito jovem: dez jogadores do plantel são sub-23. Quase todos formados no próprio clube. Há 19 anos que nós, sportinguistas, não festejávamos um título destes. Que nos vale cerca de 23 milhões de euros – pelo ingresso automático na Liga dos Campeões. E tendo ao leme da equipa o segundo treinador campeão mais jovem da história do clube: Ruben Amorim, com 36 anos.»
