Após a festa


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Pode ser uma imagem de 1 pessoa, monumento e ao ar livre

 

Ontem fui ao Marquês, logo após o jogo. Quando a mole começou a aumentar eu e o meu comparsa regressámos a casa, Covid oblige. Pois ainda não vacinados mas já velhotes – e vejo uma fotografia minha de ontem no metro e até me assusto com aquele Matusalém que já vou. Hoje leio muita gente incomodada com as multidões que se congregaram junto ao estádio, nas manifestações subsequentes ao jogo, com a violência ocorrida, com a hipotética indução de infecções (e até quem se queixa com os efeitos no turismo veraneante. A esses replico que melhor seria pensar em produzir algo em vez de vender vinho barato, raios de sol, peixe grelhado, sexo cálido e souvenirs reais e intangíveis aos estrangeiros, mas isso é coisa que não entendem os morcões infectados de estupidez que falam de “indústria hoteleira” e “indústria turística”. Infecção estupidifadora que mata menos gerontes mas mais lixa o país do que o Covid-19).

 

Mas enfim aos ofendidos com as massas sportinguistas (com as gentes dos futebóis) convém lembrar duas coisas: nada disto foi surpresa, como não o foram as grandes ondas da Nazaré e as corridas de Portimão, quando também o povo se congregou em massa e sem futebóis, diante do estupor das autoridades. O que ontem aconteceu em Lisboa foi um estrondoso e apatetado exemplo de incapacidade, indecisão, incúria das autoridades: do governo de Cabrita, da câmara das ciclovias. E, acima de tudo, da polícia. Da PSP.

 

Os milhares de putos que se acotovelaram no Lumiar e nas avenidas novas, as dezenas de famílias, as centenas de graúdos? Somos aqueles que estamos há 15 meses (desde 2.2020) a levar com o rosário de incompetências, atrapalhações e desvario da “Super-Marta” e seus colegas. Com o Sousa e seus três jantares de Natal… Pois o campeonato acabou, nós saudámos com júbilo os tipos que foram competentes (e não corruptos, como tantos anteriores) nisto tão estrito do jogo da bola. E, também por isso, convençam-se de uma coisa indiscutível: quem esteve mal, e muito, quem foi javardo foi quem ontem andou aos tiros. Estão há 15 meses para se organizar. E ainda que os assalariados do ISCTE-IUL os digam “super” não o são. São tão maus que acabam em Maio de 2021 aos tiros sobre os putos da cidade.

 

Finalmente, aos meus amigos: vim ontem de madrugada do para-além-do-Tejo. À saída o benfiquista que me acolhe saudou-me sorridente num “porta-te bem”. Depois, já na capital, o amigo (neutral de clube) ao volante despediu-se como “diverte-te”. Logo abanquei em esplanada bairrista diante de meia-dúzia de vizinhos, onde era o único sportinguista. Bebemos vinho do Porto, qual homenagem aos dignos “vices”. Almocei em Marvila – e muito bem – com o meu padrinho benfiquista e meu afilhado belenense, que fizeram questão de pagar a refeição “do título”. Também por isso não me mandem mais um texto desse Luís Osório, uma merda vácua e apatetada de óbvia a saudar familiares e amigos que são adeptos do Sporting, que corre por aí como se fosse exemplo de algo peculiar – quando é mera condição normal. Lembrem-se mas é que é tipo do “Causa Nossa”, anos a ombrear com socratistas, ministros e candidatos, e que agora faz doces e militantes felações a estes ministros. A este estado das coisas. Acabou a festa. Não a conspurquem com estes tipos.

7 comentários em “Após a festa”

  1. O que ontem aconteceu em Lisboa foi um estrondoso e apatetado exemplo de incapacidade, indecisão, incúria das autoridades

    Que quereria jpt que as autoridades tivessem feito? Que tivessem procurado impedi-lo, e a outros como ele, de livremente se movimentarem e juntarem? Afinal que quer jpt – que as autoridades proíbam os ajuntamentos, e desta forma o proíbam a ele jpt de comemorar, ou que nada façam?

    quem esteve mal, e muito, quem foi javardo foi quem ontem andou aos tiros

    Eu o que ouvi dizer foi que os sportinguistas se puseram a atirar pedras contra a polícia. Em resposta, a polícia disparou balas de borracha. Quem esteve mal, muito mal, foram portanto os sportinguistas que começaram a lançar pedras.

  2. Já aparecem os profetas da desgraça (os “especialistas”) que daqui a 15 dias poderá haver um aumento de Covid por causa desta festa no Marquês! Or bem, havendo uns 500 casos diários, assumindo que 25% (125) dos casos sejam da Grande Lisboa, e que 1/3 sejam sportinguistas (50 pessoas) das quais metade se deram ao trabalho de se deslocarem para a confusão, temos umas 25 almas com uma certa percentagem de potencial de contágio diferente de 100%… se isto vai ser a nossa desgraça nacional, tenho dúvidas, e estamos bem entregues a estes “especialistas”… que bem se esforçam de tentar encontrar bodes expiatórios para o que quer que venha aí.

  3. Houve uma nítida falta de previsão das autoridades. Basta ver o tipo de grunhos que pontificam nas direções dos clubes, nas televisões e nas claques para compreender que era gente incapaz de compreender algo tão complicado como uma pandemia.
    Agora se acontecerem problemas devido aos ajuntamentos já se sabe a razão: a culpa é do árbitro que é um ladrão.

  4. Boa noite ,
    Eu que eu vi esta madrugada é uma completa falta de preparação , duma suposta tropa de elite e do seu comando .
    Vi serem disparados balas de borracha duma forma completamente descontrolada .
    Deixo um aviso aos políticos ,tenham cuidado com os portugueses , porque os próximos tempos vão ser de fome e aí , os brandos costumes acabam .

    Luis Almeida

  5. Mas haverá duvidas quanto a culpas deste estado de coisas?
    Não fora os acordos ps-pcp para passar o OE e nada disto tinha acontecido: o governo caía, acabava a treta da pandemia e prontus.

  6. A culpa foi de quem quis cortejos de autocarros, écrans para ver o jogo junto ao estádio, enfim foi de todos.
    E principalmente do Pinto da Costa .

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