Déjà vu


Sérgio de Almeida Correia,

Os filmes já eram maus, aliás, sempre foram. Os actores péssimos. Os realizadores de estalo. A cena das nomeações em final de mandato aconteceu no governo de Santana Lopes, depois repetiu-se com José Sócrates e é copiada por Passos Coelho. Os que antes se queixaram agora estão calados. Antes estava mal, agora está tudo bem. As desculpas e as manobras são mais ou menos as mesmas. Igualmente esfarrapadas e más. As dúvidas que houvesse entre a escola de uns e outros dissipam-se neste tipo de comportamentos. Sim, porque quanto ao resto há muito que não as havia sobre os maus hábitos – entranhados – de uns e de outros. E das respectivas entourages. É genético. O país, a democracia, a seriedade, a decência, que se lixem. O partido e as camarilhas é que não. A estes devem tudo. Até a miséria ética e moral em que grassam.

0 comentários em “Déjà vu”

  1. Dois pesos e duas medidas – a doutrina política mais seguida em Portugal, por políticos e eleitores. Ninguém se incomoda, ninguém quer saber. Além de que o pensamento de trincheira torna tudo muito mais estimulante. Dá pica, como no futebol.

    1. Estava a ler este post e a pensar se o Sérgio chegarás ás eleições ainda como “contribuidor” deste blog.

      É verdade que parece ser o seu padrão escrever textos em que apenas critica o PS e implica que outros são semelhantes, esperando que alguem pegue na deixa. Nunca ninguem o faz…

      Resulta que o que fica escrito são sempre e apenas criticas ao PS, o que está bem alinhado com o espirito do blog.

      No entanto e ainda assim, o simples facto de insinuar que o PSD e o CDS são menos que perfeitos pode tornar-se incómodo.

      Agora imagine-se que em algum momento o Sérgio se sente tentado a fazer algo radical…sei lá por ex. criar um série de posts (numerado de 1 a 1 milhão) com citações das mentiras debitadas por passos coelho e portas nos últimos 5 anos.

      Suspeito que, em breve, teria um daqueles posts com a fotografia de uma mosca na sopa, tornada famosa noutros tempos e noutras “latitudes”.

      Miguel

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *