«O estado de emergência será substituído pelo estado de calamidade, que vigorará a partir das zero horas do próximo dia 1.º de Maio.»
António Costa, falando há pouco aos portugueses, no Centro Cultural de Belém
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Da emergência à calamidade (parte 1)

Que – mais de um ano depois de tudo isto ter começado, quando as coisas estão longe de ser surpresa e abundou já o tempo para estudar, reflectir, escolher as palavras – o sr. primeiro-ministro, ilustre jurista da nossa praça, invoque em declaração ao país, momento necessariamente solene, uma figura que não existe no nosso ordenamento jurídico (e depois de tal facto ser reiteradamente demonstrado) é prova bastante da noção de Estado de Direito, de respeito pelo Soberano, que impera entre quem, e com vivo deleite popular, nos pastoreia.
Mais do que ignorância é, de quem governa, arrogante, sobranceira, desfaçatez. De quem é governado, é orgulhosa estupidez. Temos o que merecemos.
Nós não temos o que merecemos, eu estou fora desde há muito, dedico-me só a observar e ouvir.
Infelizmente isto está para durar, já se fala em vacinas de tomas periódicas, uma vez mais calhou-nos uma crise com um líder do PS a governar, lá para Setembro falamos novamente.
WW
E cá os teremos outra vez em autocarros a espalhar a pandemia.