É absolutamente verdade. As sufragistas que penaram e sofreram ignomínias para que a igualdade fosse um facto, ficariam seguramente horrorizadas com todo o arianismo que envolve “a causa”. Que há infindáveis casos de abuso, ninguém desmente ou põe em causa a veracidade de muitas acusações. Muitas, não são todas, por isso tudo o que é levado ao exagero, tem que ser esmiuçado com olho clínico e não apenas soçobrar ao apontar de um dedo. Não é admissível que os tais “danos colaterais” destruam pessoas, famílias e vidas, porque todo este fundamentalismo apenas fará com que os supostos abusadores se tornem nos abusados. O assédio moral e psicológico também é crime punível por lei. As mulheres mães de filhos homens que gritam justiça sem sequer terem sido injustificadas, mulheres esclarecidas que apenas vão na onda, que apoiam autos de fé e não sabem, como aliás ninguém sabe, o dia de amanhã, deviam respirar fundo e parar para reflectir.
Senhor Pedro Correia: Tenha cuidado, se as nossas feministas o apanham na rua dão-lhe uma surra. Já viu se numa esquina lhe aparece a Fernanda Câncio ou a Alza Amaral? Nem a alma se lhe aproveita. Se calhar o senhor também gosta da Brigitte Bardot e outras descaradas sem vergonha!!
Parece um volta atrás de má memória. Convenço-me que será mais uma moda e das que passam depressa. Sempre pensei que a mentalidade dos USA é um bocado bacoca no falso moralismo que exige, quando por lá grassam escandaleiras de todo o feitio e que não lhes fazem mossa. Que os europeus estejam a seguir-lhes as pisadas já é um tanto estranho. Sou levada a pensar que seja mania de imitação; quando surgiram aqueles bolos às cores e com coberturas diversas logo criaram adeptos como se fossem a coisa boa que não são. Só que a vida das pessoas não é um bolo. Pode que passe a época dos exageros. Mas que há homens que precisam uma lição, isso há. Se bem que, tal como em toda a educação, punir passado muito tempo está meio fora de prazo e não gera propriamente o comportamento que se deseja obter. Julgo que as malhas desta onda pode enrolar alguns inocentes.
O Vlad, acima, já explicou de forma clara: são temas diferentes.
No entanto, aqui ficam pontos curtos: – quantas mulheres artistas serão os leitores capazes de elencar em áreas como a pintura ou escultura? Eu lembrei-me de duas (O’Keefe e Kahlo) e fiquei-me por ali até ir procurar à net e ser relembrado d emais meia dúzia de nomes. E mesmo para quem não sofra da minha ignorância, quantos homens seriam capazes de nomear por cada mulher? 10? 20? 50? 100? – quantos nus masculinos existem nas artes em comparação com os nus femininos? Claro que existem nus masculinos (David de Michelangelo, por exemplo) mas quantos são em relação aos femininos?
Em relação à censura: – as mulheres passaram e passam a vida a serem exploradas, abusadas, acusadas, agredidas, violentadas, ignoradas, castigadas, etc. – as mulheres que no passado tentaram apontar crimes (ou sequer comportamentos) foram frequentemente silenciadas, ameaçadas, despedidas. – estas mulheres que saem a público apontando o dedo a figuras do entretenimento são das poucas que têm poder, porque os seus alvos são pessoas que têm uma imagem a defender. Quantos homens não são acusados por medo?
A verdade é que apontar o falso problema da censura não serve para clarificar nada. Antes serve para empurrar as mulheres para o buraco onde estiveram e dizer-lhes: está mas é caladinha!
Dizer que o #metoo e o Time’s Up estão a censurar é a melhor forma de os ignorar e os atacar antes que cresçam. Independentemente de onde surjam as acusações.
Adoro os homens que defendem as mulheres. Nós bem precisamos, se não forem eles a defenderem-nos, quem nos defende? Gostaria de marcar um encontro consigo para conversarmos e não só. Joana
Eu não estou nada preocupado:
Há-de chegar a altura em que as meninas… irão pedir emprego em cuecas… e queixar-se-ão de não terem sido assedias…!
Falsa questão!
Falamos de crimes de exploração sexual, associados a uma relação, desigual, de poder, e não de gostos artísticos.
Ce n’est point ma façon de penser qui a fait mon malheur, c’est celle des autres
É o peso das culturas medíocres sobre a cultura ocidental. Habituem-se, a seguir são vocês.
É absolutamente verdade.
As sufragistas que penaram e sofreram ignomínias para que a igualdade fosse um facto, ficariam seguramente horrorizadas com todo o arianismo que envolve “a causa”.
Que há infindáveis casos de abuso, ninguém desmente ou põe em causa a veracidade de muitas acusações. Muitas, não são todas, por isso tudo o que é levado ao exagero, tem que ser esmiuçado com olho clínico e não apenas soçobrar ao apontar de um dedo. Não é admissível que os tais “danos colaterais” destruam pessoas, famílias e vidas, porque todo este fundamentalismo apenas
fará com que os supostos abusadores se tornem nos abusados. O assédio moral e psicológico também é crime punível por lei. As mulheres mães de filhos homens que gritam justiça sem sequer terem sido injustificadas, mulheres esclarecidas que apenas vão na onda, que apoiam autos de fé e não sabem, como aliás ninguém sabe, o dia de amanhã, deviam respirar fundo e parar para reflectir.
Senhor Pedro Correia:
Tenha cuidado, se as nossas feministas o apanham na rua dão-lhe uma surra.
Já viu se numa esquina lhe aparece a Fernanda Câncio ou a Alza Amaral? Nem a alma se lhe aproveita.
Se calhar o senhor também gosta da Brigitte Bardot e outras descaradas sem vergonha!!
Gostava de ser violentado pela Câncio. Cheira-me que tem jeito para bater.
“Cheira-me que tem jeito para bater.” Não tenha dúvida. Ela é perita em violência não doméstica.
Parece um volta atrás de má memória. Convenço-me que será mais uma moda e das que passam depressa. Sempre pensei que a mentalidade dos USA é um bocado bacoca no falso moralismo que exige, quando por lá grassam escandaleiras de todo o feitio e que não lhes fazem mossa. Que os europeus estejam a seguir-lhes as pisadas já é um tanto estranho. Sou levada a pensar que seja mania de imitação; quando surgiram aqueles bolos às cores e com coberturas diversas logo criaram adeptos como se fossem a coisa boa que não são. Só que a vida das pessoas não é um bolo.
Pode que passe a época dos exageros. Mas que há homens que precisam uma lição, isso há. Se bem que, tal como em toda a educação, punir passado muito tempo está meio fora de prazo e não gera propriamente o comportamento que se deseja obter.
Julgo que as malhas desta onda pode enrolar alguns inocentes.
“podem enrolar alguns inocentes”.
O Vlad, acima, já explicou de forma clara: são temas diferentes.
No entanto, aqui ficam pontos curtos:
– quantas mulheres artistas serão os leitores capazes de elencar em áreas como a pintura ou escultura? Eu lembrei-me de duas (O’Keefe e Kahlo) e fiquei-me por ali até ir procurar à net e ser relembrado d emais meia dúzia de nomes. E mesmo para quem não sofra da minha ignorância, quantos homens seriam capazes de nomear por cada mulher? 10? 20? 50? 100?
– quantos nus masculinos existem nas artes em comparação com os nus femininos? Claro que existem nus masculinos (David de Michelangelo, por exemplo) mas quantos são em relação aos femininos?
Em relação à censura:
– as mulheres passaram e passam a vida a serem exploradas, abusadas, acusadas, agredidas, violentadas, ignoradas, castigadas, etc.
– as mulheres que no passado tentaram apontar crimes (ou sequer comportamentos) foram frequentemente silenciadas, ameaçadas, despedidas.
– estas mulheres que saem a público apontando o dedo a figuras do entretenimento são das poucas que têm poder, porque os seus alvos são pessoas que têm uma imagem a defender. Quantos homens não são acusados por medo?
A verdade é que apontar o falso problema da censura não serve para clarificar nada. Antes serve para empurrar as mulheres para o buraco onde estiveram e dizer-lhes: está mas é caladinha!
Dizer que o #metoo e o Time’s Up estão a censurar é a melhor forma de os ignorar e os atacar antes que cresçam. Independentemente de onde surjam as acusações.
Comentário meu. Por alguma razão o Sapo anda a ignorar logins…
Adoro os homens que defendem as mulheres. Nós bem precisamos, se não forem eles a defenderem-nos, quem nos defende? Gostaria de marcar um encontro consigo para conversarmos e não só.
Joana
cheira a troll