Tenho lido e ouvido justas críticas ao “calculismo” daqueles que, podendo ter avançado agora para a liderança do PSD, optaram por ficar quietos aguardando o que vai seguir-se até ao próximo ciclo eleitoral.
O mais curioso é que estas críticas são formuladas com frequência entre elogios ao “desassombro” de Rui Rio. Esquecendo estes arautos de fraca memória o calculismo do próprio Rio, que levou uma década a tomar balanço para uma candidatura à presidência do PSD. Se o tivesse feito no momento próprio, teria poupado o partido à gestão errática de Luís Filipe Menezes e talvez tivesse poupado o País aos piores dois anos da governação Sócrates, com todo o seu estendal de amargas consequências.
Em política, nunca existem cenários perfeitos. Quem aguarda em excesso arrisca-se a chegar demasiado tarde, vá para onde for.

“Desassombro ” e falta vergonha e sem caráter é o Capucho dizer que volta ao PSD depois do congresso….
Um salafrado que se fartou de fazer biscates ao PS…
Com ele seria bom que regressasse também o Rui Rio!
Não sei. Rui Rio aproveitou a única oportunidade que teve. A oportunidade que teve agora. Desconfio é terá grandes dificuldades para chegar a algum lado uma vez que os jornalistas e os spin doctors dos socialistas que colonizaram os 4 canais lhe começaram a fazer a folha logo às 8 da noite no último Domingo. Mais do que sair dos círculos sem oposição no Porto para a mais complexa direcção nacional, conquistar boa imprensa vai ser o verdadeiro obstáculo de Rui Rio.
Plenamente de acordo.
Esse “calculismo” é o que mais me desagrada em Rui Rio.
De facto, quem está sempre à espera do momento certo arrisca-se a transformar cada momento em “oportunidade perdida”.
Vamos esperar para ver se o salvador chegou atrasado à função. Demos-lhe o benefício da dúvida.
O Pedro Correia (e os outros todos) vai ver que “isso” passa-lhe rápido…
WW