No princípio, parecia fácil. De um subsídio repartido e posto à disposição dos trabalhadores em doze prestações de igual valor e com periodicidade mensal diz-se que é pago em duodécimos, certo? Depois, a coisa complicou-se um nadinha. Se de um subsídio repartido em doze vezes se diz que é pago em duodécimos, o que é que se diz de meio subsídio pago em doze vezes? Vamos, que a descrição da coisa já implicava um nível de raciocínio matemático abstracto que não se encontra na bancada parlamentar do PS e uma proficiência na utilização da língua que não está ao alcance do próprio secretário-geral do PSD. Agora, aqui chegados, digam-me lá como é que se traduz com rigor matemático e em português escorreito o exercício de dividir meio subsídio em doze partes iguais e de o pagar em onze meses? Vá, digam lá…
Com esta é que vos lixei
Rui Rocha,

Olha a po##a, se nem o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas sabe…
Esta só vai lá com contabilidade criativa e o Dominguinhos é um bocado quadrado.
1/2 de subsídio + 1/2 de subsídio = 1 subsídio
1 subsídio / 12 meses = um duodécimo
1 ano de pagamentos / 11 pagamentos = um undécimo.
Estas contas aplicam-se ao sector privado, uma vez que o Estado não pagará os dois subsídios na íntegra a activos, reformados e pensionistas do privado.
O problema não está na matemática. É imanente da estratégia de querer ofuscar a redução dos impostos com os duodécimos pagos em onze prestações.
Também já tinha escrito sobre o tema:
http://solossemensaio.blogspot.pt/2013/0 1/duodecimos-ou-doze-prestacoes-em-onze.h tml
Cumprimentos,
Carlos Fonseca
Uma coisa é certa. Com sucessivas camadas de complicação, os pacientes vão perder muito tempo a perceber que não conseguem fazer as contas ao que recebem e a maioria não terá paciência para mais que constatar que lhe estão a ir ao bolso.
E desconfio, melhor, tenho a certeza que a complicação é propositada e que não tarda nada nem os Efromoviches se disporão a investir nesta terra de burocratas convictos e irrecuperáveis.
O comentador Carlos Fonseca já respondeu a isto.
Mermão, em rigor matemático e em português escorreito, traduzo o tal exercício assim: Isto parece mesmo coiso (ponto final).
em português escorreito deve dar qualquer coisa como lixadécimos
11 meses porquê? Em tempo de férias não recebemos?
Em termos matemáticos é complicado, mas em português escorreito é irem-nos ao “dito” sem consentimento.