
«Na noite das eleições presidenciais, as três televisões com mais audiência nos Estados Unidos (CBS, ABC, NBC) cortaram em directo o discurso do Presidente Trump, invocando que ele faltava à verdade. Nunca visto. Três semanas mais tarde contam-se pelos dedos da mão as análises e os comentários da imprensa europeia sobre este singular procedimento, assim reduzido a banal acontecimento. Nunca visto, também.
Uma primeira conclusão é possível tirar, já: a do grande embaraço – direi mal-estar – que a decisão dessas televisões provocou no universo dos media do Velho Continente. Não se aprova, nem se condena. Ora o silêncio nunca é uma tomada de posição, nesta matéria. É apenas uma omissão, envergonhada, acho eu. É claro que o corte no discurso foi noticiado. Mas não foi comentado. Ora cortar em directo um discurso, por muito desonesto e miserável que ele seja, do Presidente dos EUA, não é um problema das televisões, é um problema da liberdade de expressão. Quer se goste ou não de Trump, o Presidente legitimamente eleito tinha o direito de falar e os cidadãos a quem ele se dirigia tinham o direito de o ouvir – a menos que os considerem inimputáveis.
Porquê, então, este silêncio, que cheira a envergonhado? Em parte porque a quase totalidade da Imprensa europeia “votou” contra Trump, ainda antes de os americanos terem votado. E, em parte também, pela injustificada deferência com que os europeus olham para as televisões dos EUA.
(…)
Temos, portanto, que as televisões se arrogaram no direito de decidir no lugar dos eleitores entre o bom e o mau, o Bem e o Mal. Fizeram-no ao contrário da CNN (próxima dos democratas), da Fox (próxima dos republicanos) e da PBS (pública), que passaram o discurso na íntegra, contraditando-o nos oráculos, e depois comentaram que o Presidente tinha faltado à verdade ou produzira afirmações sem fundamento.
Colocam-se, pois, algumas questões para as quais será bom encontrar uma resposta a curto prazo. A partir de que momento o responsável de uma televisão tem legitimidade para silenciar um Presidente? Pode um jornalista interferir na transmissão em directo de acontecimentos com manifesto interesse público? E, na afirmativa, não estará esse mesmo jornalista, em vez de proceder como um observador isento da acção política, a actuar como um agente político que faz prevalecer a sua opinião sobre um acontecimento que, ademais, não comunicou à opinião pública?
Resta saber aonde conduzirá este precedente, não só nos EUA mas também nas outras democracias, de cada vez que as televisões julgarem, a partir de agora, que têm o direito de calar um Presidente eleito, porque, na opinião delas, ele está a faltar à verdade.»
Reflexões de José Manuel Barata-Feyo, novo Provedor do Leitor do Público, em texto ontem publicado neste jornal. Um longo texto que subscrevo da primeira à última linha.

É censura uma televisão não transmitir um discurso de um presidente? A televisão tem alguma obrigação legal de transmitir os discursos presidenciais? Todas as televisões portuguesas transmitem todos os discursos do presidente de Portugal?
Sim, é censura. Nada mais ridículo – e um gigantesco tiro no pé – do que ver canais “informativos” praticar censura. Perdem a partir de agora toda a autoridade moral para se insurgirem contra práticas censórias em qualquer outro local do planeta.
Imagine isso acontecer em Portugal. Os canais de notícias cortarem o pio ao Presidente (ou ao PM, que fala durante horas, quase todos os dias, só suplantado pela directora-geral da Saúde).
Quanto à sua ridícula pergunta sobre todos os canais televisivos transmitirem em directo as mensagens presidenciais: não, não transmitem. A Bola TV, a Sport TV e o canal Panda recusam transmitir.
Leopedro.
Então as tvs deveriam dar notícias falsas? Então, para não haver censura, as tvs deveriam dar notícias de disparates, só por ser dum presidente?
Há a pessoa (que até pode ser uma besta) e a função que ainda (e legitimamente, penoso que possa ser admiti-lo) ocupa. Calar o presidente de uma república, a mais alta figura de um estado, será um sonho dos inimigos desse estado; mas salvo situação de guerra declarada percebe-se mal.
Pior ainda quando, por estes dias em que impera o mais puritano e fanático politicamente correcto e rege, em impenitente triunfo da estupidez, a tirania das redes ditas sociais, dos seus frenéticos utilizadores e dos seus peculiares fornecedores, demonstrar e inventar os erros e malfeitorias, reais ou falsos, dessas declarações e assassinar o carácter – pelo menos – de quem as proferiu, seria a coisa mais fácil, e decerto de verdadeiro deleite, de (uma vez mais) fazer.
Mas a sofreguidão censória é fanática e imparável, a superficialidade de pensamento (se se lhe pode chamar “pensamento”) extrema, o respeito por símbolos e instituições, independentemente de quem lhes dê corpo e sem prejuízo da demonstração, havendo-os, dos seus erros de substância ou conduta (que nunca terá sido tão fácil de fazer e de êxito tão exuberantemente garantido) de nada vale por estes dias em que só algumas vidas “matter”. E até com direito a toponímia.
Os tempos que aí vêm serão diferentes dos que vivemos. E não serão melhores.
Costa
O que está em causa é o texto de José Manuel Barata-Feyo que ainda não vi mencionado por nenhum comentador.
Algo, no mínimo, estranho.
O texto de Barata-Feyo tem o mérito, o importante mérito (salvo minha interpretação, involuntária se de facto o for, abusiva), de tocar, a pretexto desse episódio com Trump, algo que vai sendo mais e mais frequente e universal, a propósito de tanta coisa: a implacável e cada vez mais vasta censura, operada pelo politicamente correcto, conduzida por uma espécie de directores espirituais, ou meros avençados ou detentores de estratégicas sinecuras, e ávida, servil e obedientemente aplaudida por, do que me apercebo, uma legião de fervorosos (e “fofinhos”, como creio que agora se vulgarizou chamar-lhes) utilizadores das redes sociais. E não só, evidentemente: uma cursiva passagem pelos universo dos blogues, e nela me fundamento pois das “redes” apenas tenho conhecimento indirecto, basta.
E nesse sentido é apenas (e esse apenas nada tem de desvalor ou pejorativo) uma manifestação mais – mas mais elegante e serena, na forma; mais elaborada e profunda, na fundamentação; mais sofisticada e cosmopolita, no exemplo, como se esperaria do autor – do que por aqui se pode ir lendo, em tantos comentários.
Por vezes de facto em desabafos menos bem filtrados e presa fácil de demagogia e simplismo. O que só acrescenta mérito, importância, autoridade, ao que Barata-Feyo escreveu (e, diria, mais ainda por ter sido publicado onde foi).
Que bem poucos, afinal terão lido. E que se dissipará temo, rapidamente, num muito conveniente esquecimento.
Costa
Para que não haja distracção nem esquecimento, destaquei o texto aqui. O mérito, naturalmente, é todo de Barata-Feyo.
1. As TV dão notícias falsas. Tantas e tantas vezes. Mas passemos à frente
Aquilo não era uma “notícia, era um discurso. Chame-lhe opinião, o que quiser. Ao invés de rebater ou esclarecer, as TV preferiram aplicar o delito. Se não percebe o perigo disto, dificilmente posso explicar-lho.
Três canais de TV de implantação nacional e repercussão internacional nos EUA impuseram a lei do silêncio ao próprio presidente, trocando o jornalismo por activismo político. Não interessa, para este efeito, o nome do presidente, chame-se ele como se chamar.
Imagino a histeria que por aqui haveria se SIC, TVI e RTP deixassem de transmitir as mensagens do Presidente Marcelo em acção deliberada e concertada. Ou silenciassem as arengas do PM. Ou até cortassem em definitivo o interminável tempo de antena à directora-geral da Saúde.
Se isso acontecesse, os mesmos que agora batem palminhas às três TVs dos EUA apareciam aqui a rasgar as vestes, gritando contra a lei da rolha.
Um anónimo vem aqui fazer-me duas perguntas sem sequer dizer como se chama.
Estranha noção de democracia e de liberdade.
Leopedro, se eu assinar José da Silva está resolvido o problema do anonimato?
Desde que eu não ofenda e não invente histórias a causar dano em alguém, julgo não ser problema. Agora se eu assinar p.ex. josé antónio ferreira gomes fernandes pereira da silva e escrever tretas ofensivas ou conspirações palavra d’honra qu’é verdade que o marcelo pegou fogo à água do chafariz, já passa ser de democrata?
Deixe-se de bacoquices, se quer ser levado a sério. Já tem idade para isso.
Leopedro, tem aparecido comentários bem mais palermas e, provavelmente, como não tem idade para isso são levados mais a sério.
Sim, têm aparecido “comentários mais palermas”.
Trump é um troll. Não ê por isso que alguém tem o direito de decidir cortar-lhe o pio, só porque sim, porque o discurso era mentiroso e sublevador. Sempre foi. Até parece que foi o primeiro discurso paradoxal ou hate speech . A América puxou-lhe o tapete e aí então decidiram expurgar-lhe as insanidades. É censura e cobardia e se há censura, não pode haver democracia.
Um jornalista deve ser sempre um combatente activo contra a censura: este é um dos principais deveres deontológicos de qualquer profissional da informação.
Ao fomentarem elas próprias a censura, naquela noite, aquelas três estações televisivas descredibilizaram-se por completo. Como bem sublinha Barata-Feyo neste seu excelente texto.
Gostei muito do seu artigo e do seu blog em geral, obrigado
Obrigado, Marlene.
É mais fácil calar do que rebater.
Claro. A CBS, a ABC e a NBC escreveram uma página negra no jornalismo americano. Sem precedentes, desde que existe televisão nos EUA.
Muito pelo contrário!
Mostraram elevação e indignação perante um Presidente que se fartou de passar das marcas, nada de mais.
Trump é o Presidente dos Estados Unidos que se julga maior que a democracia de por e dispor de veículos de informação em proveito das suas mentiras.
Esses canais desmarcaram- se e bem do poder de um presidente deposto e das suas diabruras.
José Costa
Fizeram bem a CNN, a Fox e o canal de TV pública dos EUA.
Os três canais privados que você tanto louva fizeram mal. Como sublinha José Manuel Barata-Feyo, pronunciando-se com a autoridade de provedor dos leitores do “Público” e a experiência de 40 anos de carreira profissional.
Tenha Trump os defeitos que tiver, mereceu o voto de 70 milhões de americanos. E é ainda o presidente em exercício dos EUA. Cortar-lhe a palavra antes sequer de ele pronunciar três frases é um episódio lamentável da história do jornalismo norte-americano. E torna-o o primeiro responsável máximo desse país silenciado em directo por canais de “informação” na sua primeira intervenção pública pós-eleitoral.
Pode haver todos os motivos políticos ou partidários ou ideológicos para fazer isso. Mas nenhum critério jornalístico pode justificar tal decisão da ABC, da CBS e da NBC.
É a conclusão de Barata-Feyo. Que eu subscrevo e aplaudo.
Tal e qual Pedro. Por mais alarve que o homem possa ser, cortar-lhe o pio é censura sem tirar nem pôr.
Desmintam-no a seguir se querem ser jornalistas e não censores de microfone azul em punho.
Para anónimos como aquele aparecido, marimbe-se, não vale o esforço da réplica esclarecida.
Carlos Arnaut (não sou anónimo)
Vários comentadores, nesta mesma caixa de comentários, revelam que para eles a liberdade de imprensa tem apenas um valor instrumental.
Lamento, mas estão errados: a liberdade de imprensa e o direito à informação são estruturantes em qualquer Estado de Direito e em qualquer democracia liberal.
É preciso andar com a noção de valores muito baralhada para pensar o contrário.
O Pedro Correia já me censurou comentários, que apenas tinham ideias,sem insultos nem falta de educação.
Um anónimo a acusar-me de censura. Quando ele começa por censurar o próprio nome. Típico troll de redes sociais.
Se a guerra dos mundos de Orson Welles tivesse sido censurado na altura, provavelmente algumas pessoas daquele tempo não se tinham suicidado.
Nada como um lápis azul e uma tesoura bem afiada.
Com muitos mecos na primeira fila a bater palminhas.
As reflexões de Barata-Feyo têm toda a pertinência. De facto, a atitude insólita, para mais simultânea, daqueles três canais televisivos tem tanto de despudorado que só encontra uma justificação : a Internacional Socialista está com demasiado poder … e se assim continua a censura não vai ficar por aqui…
A última coisa que quero é interpretar isto à luz da clubite ideológica ou partidária.
Para esse peditório não dou.
Recebi um alerta no meu e-mail de que o Pedro Correia me tinha respondido.
Clubite ideológica ou partidária…!? Ok, fiz mal em colocar aqui um comentário, pelo que não voltarei a fazê-lo.
Não imagina o abalo que me provocou.
Você julga-se com piada, caro Pedro Correia. Melhor faria em cuidar da sua memória, sobretudo para nomes. Não vale a pena continuar a comentar os meus comentários, pois vou retirar o link deste blog da minha lista de visitas e não o maço mais.
Lamento muito que o faça, meu caro. O que só tem como vantagem fornecer-me o pretexto de recordar como apreciei as suas teses saborosamente heterodoxas sobre alterações climáticas e o propalado “aquecimento global” – na linha do livro que tão bem traduziu com o saudoso engenheiro Rui Moura – na ocasião em que tive o gosto de conhecê-lo pessoalmente.
Concluo que nem sempre os exercícios de ironia nos saem a preceito nesta era de diálogos digitais, em confinamento sem prazo, com sucessivos “estados de emergência” a ensombrarem o que nos vai restando de bom humor. Sucede-me também ao responder de rajada a dezenas de comentários que com frequência aqui se acumulam, muitas vezes sem reparar nos nomes – reais ou virtuais – de quem assina.
O seu é bem real. E merece crédito e consideração, sem favor algum.
Caro Pedro Correia, não ligue, o Pedro não disse nada de mal ou que ofendesse assim tanto.
Passe a frente!!!
A falta de sentido de humor é sempre sinal de parco entendimento.
Pois é.
Bom dia Pedro Correia.
Já tinha lido o texto e concordo inteiramente. Trump é inqualificável, opinião minha naturalmente, mas o que aconteceu é, para mim, censura pura.
Tenha um confinado bom Domingo. Saúde.
António Cabral
A democracia está em regressão acelerada. Infelizmente. E não só por causa da pandemia. E não só por acção de antidemocratas.
Muitos “democratas” estão também a contribuir seriamente para a supressão de direitos, liberdades e garantias. A pretexto das normas sanitárias, o que é mau. E também sob a alegação de que “o povo não sabe o que quer”, o que é péssimo.
Já agora que medidas é que o Pedro Correia nesta altura do campeonato tomaria para debelar a pandemia?
Não tenho de tomar medidas. Quem toma medidas (certas ou erradas) são os governantes. E os alfaiates.
Resposta fácil muito fácil !
Assim não vamos lá!
Quando eu quiser escrever sobre o governo português e a pandemia, escrevo. E assino.
O que é que a censura jornalista tem de novo excepto que esta foi em directo?
É a cultura da profissão. Também no artigo da Time que linkou sobre a analise dos resultados da eleição omite que Trump é odiado por 90% dos jornalistas que votam Democrata e isso claro que influencia os resultados.
O caso que o Delito referiu do informador da Stasi a chefiar a bancada dos Eurodeputados do PCP, BE e Livre não foi notícia porquê?
Muito pior que a censura dos jornalistas é o apoio à violência política de Esquerda que boa parte dos jornalistas têm feito pela maneira como constroem as notícias. Chamam-lhes “protestos” e “activistas”.
E isso mesmo lucklucky. Então desde que seja para deitar abaixo as tvs marxistas (até nos eua as há) muito melhor. Mas, já pensou que as tvs podem ter pensado ‘isto é uma mentira e não damos notícias falsas’, ou desde que seja a “nosso” favor vale tudo? Desde que seja marxistas, evidentemente.
O raio dos marxistas até já são os capitalistas donos de tvs nos EUA, estão em todo o lado. Uf!
Como é sabido, todas as televisões nos EUA são marxistas.
Agora até a Fox News é marxista, desde que se atreveu a noticiar em primeira mão a derrota de Trump no Arizona e a maioria obtida por Biden na eleição dos delegados ao colégio eleitoral.
“E isso mesmo lucklucky. Então desde que seja para deitar abaixo as tvs marxistas (até nos eua as há) muito melhor.”
Mais um que não percebeu que os EUA são o centro mundial do Marxismo.
É só visitar boa parte das suas Universidades ou ler boa parte dos membros do Partido Democrata e dos seus representantes nas estações de TV que se intitulam jornalistas. Bastaram os hispânicos terem votado mais para o Trump e passaram logo a ser acusados de serem “brancos”. um calor sinal do racismo Marxista, já para não falar do caso Zimmerman onde o jornalismo destas TV’s mostrou a sua natureza.
“O raio dos marxistas até já são os capitalistas donos de tvs nos EUA”
Marxismo (não confundir com Comunismo) não é contra o Capitalismo se os objectivos dos Marxistas forem atingidos dessa maneira =igualdade de Orwell. E os Capitalistas não estão contra os Marxistas se estes lhes derem o Capital e o protegerem ou pior por terem sofrido uma “proposta de negócio que não podem recusar”
Mas voltando à censura jornalista, temos ainda a censura que os Jornalistas fazem aos comportamentos Mafiosos de certa Esquerda:
Associações e Organizações Não Governamentais e oferecer a escolha entre intimidação e propaganda negativa ou protecção a Empresas desde que estas lhes paguem ou lhes deem controlo de partes da empresa, RH, cursos de reeducação, ou mesmo Fundações.
O vosso problema é recusarem ver a gigantesca mudança à vossa frente. Julgam que os EUA serão sempre Liberais(no sentido tradicional da palavra),
Se pensarem um pouco e verificarem o que aconteceu em 70 anos da vida dos nossos antepassados muito mudou, países, impérios desaparecem, mas nós pretendemos por milagre que referências com que nascemos se mantenham. Não. Muitas delas desaparecem.
Você, que vive há anos oculto no pseudonimo
“lucklucky” sem desvendar a sua identidade, é a última pessoa autorizada a pronunciar-se sobre liberdade de imprensa ou liberdade de expressão.
Quem ama a liberdade dá a cara, não se esconde.
Como ser divino que sou tenho algo a acrescentar a esta brilhante reflexão. Porém tenho 2 coisas a dizer antes de iniciar minha prelecção.
Ontem de tarde fiz um longo passeio inspectivo para verificar se a nossa PSP cumpria as normas de confinamento, e verifiquei que são cumpridores. Não vi um só na rua.
Também apalpei os glúteos a uma feminista. E demo-nos bem. Conclusão: o confinamento está a acalmá-las.
Sobre o tema em apreço, a Europa é uma colónia da media mainstream americana, bem como os funcionários da dita media europeia, que foi vergonhosamente derrotada por Trump com simples smartphones. Significa isto que só um génio é capaz de semelhante proeza.
Em Portugal a recente agressão a um repórter demonstrou a indignação dos manifestantes perante o facto de este, o repórter, pretender desvalorizar o número dos que se manifestavam, pretendendo fazer crer que seria necessária uma sublevação geral da população em apoio aos empresários da restauração para que esta se legitimasse.
Tenho dito. Sejam Felizes e deixem-se de merdas.
Não sei o que será mais grave, será a comunicação social cortar o discurso do presidente americano ou será o presidente americano cortar a comunicação social.
A relação de Donald Trump com a comunicação social nunca foi pacifica.
Num país onde as assimetrias são as mais acentuadas é natural que a luta pelas audiências não olhe a meios para atingir fins.
Cortar o discurso do presidente é apenas o desejo da maioria dos espectadores dos respectivos canais, e não tem nada a ver com censura.
Censura foi Donald Trump impedir por diversas vezes alguma comunicação social fazer livremente o seu trabalho.
Falo de uma coisa e você comenta outra.
Não tem nada a ver a idiossincrasia de Trump. A questão deve ser colocada no plano dos princípios e no péssimo precedente que inaugura na história do jornalismo americano, do direito à informação e do respeito pelo pluralismo consagrado em todas as democracias liberais.
É a tese de Barata-Feyo. Não posso estar mais de acordo.
Então mas a idiossincrasia tanto pode ser individual como colectiva. Num país em que o capitalismo é quase selvagem, e sendo essa comunicação social privada, é natural que a luta pelas audiências ultrapasse o racional.
Penso que não podemos comparar o conceito de democracia americana, com o conceito de democracia europeu.
Se o acontecimento tivesse sido na europa o artigo de Barata Feyo estava certíssimo, aos nossos olhos isso era impensável.
Capitalismo selvagem?
De que país está você a falar? Da China?
Então?
A China já é uma democracia liberal?
Não. A China é uma ditadura. Onde vigora o capitalismo mais selvagem, sem direitos sociais nem laborais.
Tem razão, e pode acrescentar trabalho infantil. Mas é essa mão de obra escrava que é aproveitada pelas grandes multinacionais americanas, daí o meu termo “capitalismo selvagem “.
Como de costume, você já está a dar uma volta enorme a não sei quantos quarteirões.
Não se preocupe: eu não me afastarei do tema que trago aqui. É isso que me interessa debater.
Acho que o pior de tudo é que (muitas vezes não tendo razão, possuindo uma má atitude e um carácter de baixa extracção quase à Carlos César) Trump desta vez pode muito bem ter razão. E cortarem-lhe o pio no único momento em que se superou a si próprio (coisa que por exemplo o mesmo Carlos César nunca conseguirá fazer) é ainda mais dramático: deixar entrar votos por correio depois do momento do plebiscito é uma ameaça estranha e gritante à democracia (à americana e às outras infectadas por inúmeros esbirros socialistas), e não é uma solução aceitável em nenhum sítio que pretende ser evoluído e sério. É batota pura e dura. É “batota à comunista” e “batota à socialista” que é a batota que é feita no limite da legalidade onde de forma cínica e prepotente normalmente se colocam, em vez de ser colocarem do lado do que poderia ser tido como virtuoso. É sempre à filha da puta que fazem as coisas.
Que isto seja perpetrado pelos que se dizem democratas, os donos da moral correcta, os que não apalpam gajas (preferem que elas lhes façam sexo oral em contexto laboral e em situações de subordinação chefe-empregada), os que não insultam nem chamam palhaços aos outros — que isso seja perpetrado por essa gente e não por um verdadeiro diabo incarnado como o “Señor Trum” está muito para lá do nojo e da repulsa a que já nos habituaram com as suas falsas virtudes. Deviam ser extintos, como pondera o Medina que se faça aos outros que ganham votos por causa do fascismo latente em todos os Medinas.
“depois do momento do plebiscito”v Houve um plebiscito? Não dei conta. O que plebiscitaram?
Plebiscitos há nas ditaduras.
Infelizmente não falta quem chame democracias às ditaduras. E ditaduras às democracias.
Ó V., então por cá os votos por correspondência chegam todos a horas da contagem dos de Marco de Canaveses? Então o que conta não é o certificado (carimbo) dos correios? Com certeza que tem que ser assim por não serem todos enviados do mesmo posto dos correios. O que é batota pura e dura é transformar ‘uma pessoa um voto’ e depois vai-se a ver ganha o menos votado, lembra-se há quatro anos? Que grande batota comunista e/ou socialista aquilo foi.
Oiça lá: se você chegar às 8.10pm no dia das eleições consegue votar? Não consegue. O carimbo não interessa para nada, tal como não interessa os gajos que não foram votar nem os votos que têm uma umas pichas peludas no logotipo do PS (normalmente são os meus). O que interessa é os que estão lá dentro quando as urnas fecham e estão CORRECTOS. Os votos por correio aliás, podem ser facilmente adulterados ou substituídos, ou desaparecer. Nem devia ser possível votar por correspondência. Querem votar antes vão à embaixada ou à junta ou ao raio que o parta, mas por correio é batota.
Quer acabar com os CTT?
Deus te oiça meu filho, precisamos de alguém que trabalhe depressa
Miguel Oliveira
Estou de acordo consigo.
Ele é o Presidente, goste-se ou não, dos Estado Unidos. Além disso os eleitores devem poder saber o que o Presidente (e candidato) pensa e faz.
E a multa aplicada a André Ventura?
Temos o direito a saber o que Ventura pensa? Ou só podemos saber o que ele pensa de “bom” tendo ele o direito a ter quem o proteja, evitando (ou dificultando) que chegue aos eleitores o que ele pensa de “mau”?
A utilização da palavra Censura não me impressiona. É possível pôr a isto vários nomes. Mas disto eu discordo, independentemente do nome.
Reitero o meu apoio ao que escreveu Barata-Feyo, um jornalista de longo currículo e vasta experiência.
Sou 101% a favor da liberdade de expressão e dos imbecis poderem exprimir as suas ideias estúpidas livremente. Não gostaria de viver num mundo em que estaria obrigado ao silêncio.
Revejo-me nisso.
O que é que são ideias estúpidas?
Pois o que é estúpido para si, não o é para outros. Veja-se o caso de Trump metade dos Estados Unidos acha que ele é o Presidente certo para América e o outro é que é o fraco ou mesmo o imbecil.
Se por exemplo numa sala estiverem vinte estúpidos e apenas uma pessoa como deve ser. No final quem é que vai ser rotulado de estúpido?
Normalmente só digo imbecilidades. Acontece a 99,99% das pessoas que se julgam inteligentes, como é o meu caso.
Prefiro que me deixem debitar estupidezes até ao fim. Não me cortem o pio à miada.
Meu caro Anonimus,
longe de mim querer cortar o que quer que seja, enquanto podermos debitar sem a censura do Pedro Correia é de aproveitar!
É um precedente perigoso mas ainda mais perigoso é ter um presidente mentiroso compulsivo que não admite a existência de realidades não conformes com os seus desejos. Eu diria que para grandes males grandes remédios e que as 3 televisões fizeram bem em não servirem de veículo de transmissão das mentiras do presidente neste caso específico.
Totalmente contra essa sua visão relativista da liberdade de expressão, que lhe parece muito bem desde que esteja de acordo com a sua cor política.
Se fosse ao contrário, se lesasse uns dos seus, aposto que estaria aqui aos gritos contra o “atentado à liberdade de expressão”.
Nestas coisas, como noutras, não deve haver relativismos: há absolutos, apenas limitados pelo império da lei.
Quem começa a sonegar a liberdade de informação, a pretexto de detestar o Trump, a partir daí abre caminho a qualquer ditador que queira “educar as massas” a pretexto de que as pessoas “não sabem tomar opções conscientes”.
Torna-se um Erdogan. Ou um Maduro.
Estou com a CNN, estou com a Fox, estou com o canal público norte-americano. E, naturalmente, estou com o José Manuel Barata-Feyo, figura de referência do jornalismo português.
O presidente era perigoso, mas quem no fim praticou actos duvidosos e teve atitudes demagógicas e dictatoriais foram os democratas — e as milícias extremistas dos BLM. O Trump limitou-se a despedir gente que é aquilo que por cá até os comunistas fazem quando não gostam de alguém.
Se alguém estiver atento à imprensa nacional, repara de forma bastante flagrante, a mais recente importação da imprensa nacional, proveniente da sua congénere americana.
Ainda na 6a feira ao folhear um jornal de dimensão nacional me deparei com esta nova tendência.
Na mesma página, noticiava-se que um negro tinha sido morto por seguranças de um hipermercado no Brasil.
Logo abaixo, noutra box, informava-se que a PSP tinha sido apedrejada por um grupo de jovens, num bairro de Setúbal.
Na página seguinte, vinha o relato de desacatos entre um comerciante e membros de uma família, algures na região do vale do Tejo.
Ou seja, quando o negro é vítima, é negro. Quando é agressor, é jovem. O cigano quando agride é família, quando sofre é elemento de uma minoria.
E tal como nos states, apesar deste tom, do qual não percebo o objetivo, quando se trata da comunidade muçulmana, não existe qualquer filtro.
É tão ridículo…
Isso não tem nada a ver com o que eu escrevi. É outra questão, ainda por cima sem dados concretos. Típica argumentação desta era das redes “sociais”. Que só servem para cavar trincheiras.
O post versa sobre omissões da imprensa, deferências sobre a imprensa americana, decisões sobre o bom e o mau. Tudo sobre um determinado assunto.
Mas a verdade é que isso não acontece apenas sobre este assunto. Acontece nos mais variados assuntos, entre eles, esta tendência que referi. E permita-me que discorde consigo sobre falta de dados. Porque se perder 5 minutos a procurar notícias relacionadas com os assuntos que referi nos media nacionais, vai confirmar essa tendência e dados não faltam.
O meu intuito foi mostrar como a imprensa se arroga do direito de omitir certas informações, revelando-as quando os intervenientes trocam de figura. Isto não é informar, é orientar, é doutrinar, é criar juízo de valor, é desonesto.
E esta tendência começa precisamente nos EUA, mais concretamente em 2018, quando se iniciou esta política de encobrimento, estabelecida, mas nunca assumida.
Mas peço desculpa por fugir ao tema Trump, na verdade já estou cansado do personagem e da fábula à sua volta.
Abraço
Outro para si.
E ainda uma pequena correcção, esse evento ocorreu na noite de 5º feira dia 5/Nov numa conferência de imprensa dada pelo presidente Trump. Na RTP Play, na RTP3, na Parte 1 do programa de informação 360 de 6/Nov/2020, aos 37:14 da gravação, em que no canto inferior esquerdo tem a hora 20:37 (provavelmente duma anterior emissão na RTP) podem-se ver dois locutores dessas redes que interromperam a transmissão da conferência de imprensa do presidente. Seguidamente na RTP3 mostraram ainda um trecho da CNN em que o locutor comparava o presidente Trump a uma “tartaruga obesa de patas para o ar”. Enquanto concordo com o corte da transmissão em directo do presidente discordo desta comparação completamente descabida da CNN.
Essa comparação não foi “da CNN” mas de um editor da CNN em espaço de comentário. Aliás não tardou a pedir desculpa, pela imagem de mau gosto ou inadequada à luz dos critérios da estação.
Totalmente de acordo com o conteúdo deste post. A interrupção do discurso do presidente Trump foi das coisas que mais me chocaram este ano na comunicação social. Já agora João Miguel Tavares pronunciou-se contra este procedimento no governo sombra. Honra lhe seja feita.
Não ouvi, mas terá sido um dos raros a pronunciarem-se por cá sobre essa questão.
Em Portugal, quase todos os profissionais da comunicação social assobiaram para o ar, viraram a cara para o lado ou enfiaram a cabeça de baixo da areia. Sem dizerem o que deve ser dito com total honestidade intelectual e deontológica: nenhum critério jornalístico pode justificar a decisão concertada da ABC, da CBS e da NBC de cortar a palavra ao presidente dos EUA na sua primeira intervenção pública pós-eleitoral, quando não apenas os norte-americanos mas o mundo inteiro acompanhava esses directos.
Nenhum desses canais se atreveria a fazer o mesmo a Biden. E muito bem.
Suponhamos que na noite de umas eleições quaisquer cá em Portugal um dos líderes políticos faz um discurso, por exemplo reconhecendo a derrota. Uma televisão decide, por motivos editoriais quaisquer, não transmitir o discurso na íntegra; apenas transmite a primeira metade dele. Isso é censura? A mim não me parece que seja.
Nenhum órgão informativo tem qualquer obrigação de transmitir todo e qualquer discurso de todo e qualquer político na íntegra (nem sequer parcialmente). Os órgãos informativos têm o direito de ter os seus critérios editoriais que, em última análise, serão julgados pelos seus espetadores (e pelos compradores de publicidade).
À luz do elementar critério jornalismo, estritamente noticioso, aquelas declarações deviam ter sido transmitidas em directo e não substituídas por catilinárias em estúdio de jornalistas contra o presidente a quem tinham retirado o direito à palavra. Não por respeito ao presidente mas por respeito ao público – que, no limite, deve ser sempre o destinatário exclusivo do conteúdo jornalístico. Desde logo os 70 milhões que votaram em Trump, mas também os que não votaram nele.
Foi um momento vergonhoso no historial daqueles três canais, que obviamente agiram em consonância, substituindo jornalismo pelo activismo político. É algo que está cada vez mais na moda nos EUA mas não se torna menos inaceitável por causa disso.
Barata-Feyo assinala isto, rompendo um muro de silêncio sobre o tema em Portugal – e faz muito bem.
por respeito ao público
Então, o público que reaja, deixando de sintonizar esses canais, ou eventualmente enviando-lhes mensagens de protesto.
Felizmente, nos EUA há uma pluralidade de canais. Ninguém é obrigado a servir-se de um desses.
É isso que o público tem feito. A Fox News liderou claramente a TV por cabo na cobertura da noite eleitoral, estabelecendo um novo máximo: 13,7 milhões de espectadores.
Seguiu-se a CNN (9,1 milhões).
A ABC teve 6,1 milhões. E a a NBC teve 5,6 milhões.
https://deadline.com/2020/11/election-n ight-2020-ratings-nbc-abc-cnn-fox-news-m snbc-1234609030/
Pedro, C6ZM). O discurso a que Barata-Feyo se refere, erroneamente, teve lugar na noite de 5 de novembro (quinta-feira: https://www.youtube.com/watch?v=m8aEo4U 5ZnQ), a partir da sala de imprensa da Casa Branca. É importante essa diferença, porque na noite de 5 de novembro a incerteza sobre os resultados eleitorais ainda pairava, e Trump tentou usar o púlpito presidencial e o prime-time dos noticiários norte-americanos para lançar mais falsidades sobre a integridade do processo eleitoral e os resultados. Com este contexto, penso que a decisão das televisões pode ser visto a outra luz, que não a da censura.
Existe uma imprecisão importante no texto de Barata-Feyo que é importante salientar. O discurso de Trump “na noite das eleições presidenciais” (madrugada de dia 4 novembro, já quarta-feira) foi transmitido na íntegra pelos principais canais televisivos norte-americanos (um exemplo, na íntegra, da ABC News: https://www.youtube.com/watch?v=YlmaKdb
Pedro, obrigado pelo teu contributo.
É censura à mesma. Cometida por aqueles que têm como dever deontológico fundamental combater na primeira linha todo o tipo de censura. O que a torna ainda mais inaceitável.
O jornalista que apresenta e edita canais informativos tem como dever – para o público, para os telespectadores, não para os políticos – dar voz aos protagonistas, das mais diversas tendências, de um processo eleitoral.
Esse processo eleitoral, na noite de 5 de Novembro, estava muito longe de se considerar encerrado: todos os cenários permaneciam em aberto.
O jornalista tem o direito de editorializar peças. Cabe-lhe o poder de colocar em estúdio um cortejo de comentadores pró X ou anti Y à luz dos critérios editoriais da empresa. Dispõe de um amplíssimo tempo de antena para contraditar tudo e todos ao longo de 24 horas de emissão diária.
Não deve é exercer o contraditório face a algo que nem sequer colocou em antena. Porque aí já não está a fazer jornalismo: está apenas a ser activista político ou propagandista de uma facção.
Para o caso não interessa o nome do presidente-candidato. Interessa, isso sim, o grave precedente que este caso abre.
Imaginemos em Portugal três canais de notícias, em simultâneo, negarem o direito à palavra do Presidente da República ou do primeiro-ministro numa noite eleitoral (ou na noite subsequente a essa, com os resultados ainda em aberto) sob a alegação de que a primeira frase proferida era falsa. Negando assim aos telespectadores a possibilidade de ajuizarem por eles mesmos e extraírem as suas próprias conclusões.
Inaceitável à luz de critérios jornalísticos? Claro que sim.
É o que pensa Barata-Feyo. E eu penso como ele.
Pedro,
Não imagino isso a acontecer em Portugal, mas é por isso que é importante o contexto e o critério jornalístico. Na quinta-feira, dois dias depois do seu verdadeiro discurso na noite eleitoral, um discurso que não era de concessão nem de vitória, carregado de falsidades, durante o horário nobre, com uma duração desconhecida pelos editores dos principais canais televisivos, justifica critério editorial – e é disso, na minha opinião, que se trata e que foi feito ali.
Da mesma forma que a função do jornalista não pode estar reduzida a pé de microfone, também a dos editores não pode consistir na mera função de espetadores passivos.
De resto, surpreende-me o erro factual na base do qual assenta o texto de Barata-Feyo (e toda a sua análise, parece-me). Nos dias que correm, com a desinformação que sabemos que corre por todo o lado, ler uma acusação de censura por parte de um provedor do leitor, com base num erro destes, é desconcertante.
Pedro, Barata-Feyo tem todo um percurso profissional que fala por ele. Não por acaso, foi designado Provedor do Leitor do Público. O tema que ele aqui traz, nomeadamente o extraordinário silêncio em torno desse caso em que mergulharam os jornalistas deste lado do Atlântico, como se nada tivesse acontecido, merece reflexão e discussão.
Pela minha parte, não tenho a menor dúvida quanto ao interesse jornalístico – único aqui atendível – da intervenção de Trump, fosse 24h ou fosse 48h após o fecho das urnas, aliás numa altura em que alguns estados ainda recebiam boletins de voto e o escrutínio prosseguia com desfecho incerto.
Entendamo-nos: ABC, CBS e NBC não são, creio, canais de tele-evangelistas apregoando as virtudes terrenas. São canais jornalísticos. Ao sobreporem o activismo à informação esquecem a missão que lhes cabe: fazer jornalismo.
Chame-se o Presidente dos EUA como se chamar.
Pedro,
Imagino que o silêncio se deva, muito precisamente, ao erro na base do artigo de Barata-Feyo. Seria como esperar que os média passassem, subitamente, a citar todos os tweets que Trump publica diariamente. De resto, é por se tratar de provedor de leitor de um jornal que leio, respeito e subscrevo que isto me parece estranho. Quero acreditar que fará uma correção na sua próxima crónica.
Pela leitura dos comentários que antecedem concluo que o JM Barata Feyo não vai aquecer a cadeira como provedor do leitor do Público. O que é pena, tal como é pena que já não víssemos há tanto tempo nos espaços informativos das nossas televisões (e percebe-se logo porquê).