Passado presente (CCLVII)


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Mercedes-Benz 180 (Alemanha, 1953/61)

 

Nota — Nos anos 50 e 60, estes Mercedes constituíam mais de 90 por cento dos táxis que circulavam em Portugal e ainda entraram pela década de 70 com grande saúde. Geralmente pretos, passaram a ter tejadilho verde-da-horta quando essa identificação se tornou obrigatória.

Setembro (7) casamenteiro (22)


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Bolo de casamento “Smart Aliens Forever”.

Eis um bolo que é muito usado em casamentos entre políticos e outros extraterrestres, daqueles que olham em volta e estão a ver outro planeta, achando que somos uma cambada de terráqueos atrasados mentais. Claro que o aspecto só pode ser estranho: a cobertura é uma camada de chocolight, espécie de chocolate negro sem gordura produzido fora da Via Láctea, que a velha tradição marciana diz que ilumina a inteligência dos noivos, tradição essa que entrou nos anais da ficção científica para sempre.

(A meias com o João Campos. Who else?)

Sabia que… (especial)


jmmcc,

… há cada vez menos pevides de melancia no mundo? Pois é. A explicação entende-se: as pessoas são cada vez mais comodistas e rejeitam cada vez mais os frutos com sementes ou pevides.

Ora, se as pessoas rejeitam cada vez mais consumir melancia, isso significa que se vende cada vez menos melancia, que a melancia circula cada vez menos no mercado e que a sua produção é menor. Portanto, se há menos melancia por aí, também há menos pevides de melancia. Certo? Certo.

Por cá, há sempre um blogue que não perde a oportunidade para publicar uma foto que seja boa, bonita, invulgar, engraçada ou especial. Mais ainda no tempo das melancias.

“Estado social”: a austeridade…


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Este post do Pedro Correia aqui por baixo trouxe-me à memória um outro que publiquei aqui e onde assinalei as medidas de austeridade (?) anunciadas pelo Governo. Medidas como esta: «A ministra da Saúde garantiu que irá evitar despesas obrigando as farmácias a indicar nas receitas aviadas os preços de medicamentos alternativos e que as horas extraordinárias nos hospitais terão de descer cinco por cento.» Quando foi? A 26 de Maio passado.

Está visto que nem as medidas mais modestas (as que nem deviam ser anunciadas, por mera decência e respeito) são cumpridas. Acabam sempre por ir parar ao arquivo das promessas.

Frases do ano (55)


jmmcc,

“Eu acho que o Marinho Pinto é mais o bastonário do Partido Socialista do que da Ordem dos Advogados (…) O Marinho Pinto é Casa Pia, o Marinho Pinto é Face Oculta, o Marinho Pinto é Freeport.”

Felícia Cabrita em debate sobre o processo Casa Pia, na SIC-N

Ex-possível


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Nunca ouvi dizer tantas vezes num só dia o prefixo ex: ex-apresentador de televisão, ex-provedor, ex-embaixador, ex-funcionário, etc.

Gostaria de ouvir falar um dia em ex-pedofilia, mas sei que não há-de ser possível.

Setembro (3) casamenteiro (18)


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Bolo de casamento “Unexpected Swing Exchange” (de uma receita em inglês técnico).

Não é invulgar haver mais do que um casamento em que os noivos partilham a mesma boda e até o mesmo bolo, mas as pessoas estão sempre a descobrir-se e às vezes faltam ideias para aqueles (des)enlaces em que despontam opções inesperadas.

(A meias com a Rita Ferro)

Creches e palcos


jmmcc,

Financiada em 40 por cento pelo Estado, Torres Vedras tem uma creche aberta há dois meses. O primeiro-ministro foi inaugurá-la hoje. Para quê? Para falar. Para dizer que «o principal problema dos jovens casais é “não terem onde deixar os filhos em segurança e qualidade”». Está-se mesmo a ver. Basta perguntar a qualquer casal jovem qual é o maior problema que enfrentam. Desemprego, trabalho temporário, salário insuficiente, custo de vida, impostos? Nada disso. Falta-lhes uma creche, é o que é.

Com as cem creches prometidas (isto de promessas do primeiro-ministro é o diabo) até Dezembro, não faltarão palcos para José Sócrates continuar a falar por muito tempo. É só ir agendando as creches que estiverem a funcionar. Mas nunca a funcionar há muitos meses, que pode parecer mal.

 

Nota — Dir-se-ia que estou contra as creches. Não estou. Pelo contrário. Estou contra o uso de creches como palcos para estes fins. Parece-me uma utilização imprópria para menores, uma espécie de pedofilia platónica.

Passado presente (CCLV)


jmmcc,

 

Rover 2000 (Reino Unido, anos 60)

 

Nota — Este post marca o dia em que a Câmara Municipal de Lisboa fechou de vez o Museu Fernando Pessa do Automóvel Antigo, iniciado com a oferta do saudoso Fernando Pessa do seu velho Rover 2000, que contou com a contribuição de alguns amigos, que a Câmara de Lisboa assumiu (primeiro com João Soares e depois com Santana Lopes) e ao qual nunca chegou a dar verdadeira dignidade. Não passou de um nado-morto adiado.

Agosto casamenteiro (15)


jmmcc,

Este é o bolo certo para um casamento à antiga, porque ninguém acredita que o noivo não bebeu para conduzir. Já o pai e, antes dele, o avô tinham feito o mesmo. Outros tempos.

 

Termina assim esta série, que percorreu a segunda metade de Agosto, um mês muito dado a casamentos pela visita dos portugueses emigrados que vêm às origens e juntam a família para formalizar os enlaces. Isto numa altura em que a nossa emigração tem andado a crescer desmesuradamente pelos piores motivos: sobrevivência, descrédito, falta de esperança, etc.