Prenda de Natal (2)


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Este Natal, ofereça um Barbiefoot. Não é por nada, mas deve ser melhor jogar matrequilhos com mulheres.

Até há-de ser mais fácil jogar com elas, porque distraem os adversários. E é mais elegante, muito mais elegante.

 

‘Bora lá aos matrecos. Ou será às matrecas? Aproveitem este Natal, porque às tantas, no próximo ano, ainda acaba por ser obrigatório ter equipas mistas por quotas: uma Barbie para cada dois Ken. A tal “paridade” à portuguesa, mais conhecida por ménàge à trois.

Portugal “arrasa” o Wikileaks


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O polémico Wikileaks prossegue a sua senda. Até o nosso país anda a ser visado: voos da CIA em Portugal com prisioneiros de Guantanamo, que o Governo desmente, espionagem financeira pelo Millennium BCP no Irão, que o BCP desmente e o Governo diz desconhecer, e Manuel Alegre ser um velho leão e um dinossauro esquerdista ou alegressaurius, que Alegre desmente por se ter na conta de uma velha águia e um t-rex.

Como se trata de divulgação de documentos, é curioso que Portugal seja o país visado que desmente tudo. Ou quase tudo: o nosso país ainda não conseguiu desmentir a divergência partidária interna e a apatia eleitoral que temos, mas deve ser uma questão de tempo. A verdade é que, se o crédito daquele site dependesse de Portugal, já estaria arrasado e a abrir falência. Por cá, a moda é desmentir tudo, mesmo que seja óbvio.

Tarzan, o solteirão


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Sobre o velho Tarzan, que hoje chegou aqui na habitual série “Heróis da BD”, talvez os mais novos não saibam que ele foi o protagonista de histórias das mais avançadas que havia na época. Neste quadradinho, por exemplo (roubado às imagens que o Pedro trouxe), o velho herói da selva explica a uma audiência de homens visivelmente mal-casados a razão por que nunca embarcou na conversa da Jane.

Sabia que… (60)


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… John F. Kennedy é o mais apreciado Presidente dos EUA? É verdade: segundo uma sondagem realizada ciclicamente aos norte-americanos, com base em parâmetros que se traduzem em votos (correspondentes a percentagens individualmente atribuídas), Kennedy continua a ser o mais popular, com 85 por cento dos votos. (Note-se que a sondagem visa apenas a História contemporânea dos EUA.)

O segundo mais votado nesta sondagem que acaba de ser divulgada foi Ronald Reagan, com 74 por cento, e o terceiro foi Bill Clinton, com 69 por cento (um número que Mota Amaral era capaz de achar curioso). Aparentemente esquecido o affair com Monica Lewinsky, Clinton passou a ocupar o lugar de Jimmy Carter, que caiu de terceiro para sexto lugar com 52 por cento — abaixo de George W. Bush, em quarto com 64 por cento pelo seu primeiro mandato*, e de Gerald Ford, em quinto com 61 por cento.

Seguem-se Lyndon Johnson, em sétimo com 49 por cento, George W. Bush, em oitavo com 47 por cento pelo seu segundo mandato*, e Richard Nixon, em nono e último lugar com 29 por cento.

Era engraçado, em Portugal, fazermos o mesmo sobre os nossos primeiros-ministros. Se calhar, ainda há-de começar a fazer-se. Deixem-me ver se adivinho quem seria o “nosso Nixon”… Não, não digo para não estragar a surpresa.

 

* — A sondagem teve em conta que os dois mandatos de George W. Bush eram demasiadamente recentes para que a sua permanência total na Casa Branca pudesse ser apreciada de forma global.

Prenda de Natal (1)


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Este Natal, ofereça um Bloom, uma prenda ecológica muito inovadora para usar na cidade. O funcionamento está à vista e a ideia tem duas vantagens: quem possui bicicleta, passará a usá-la mais; quem não possui, precisa de arranjar uma.

Uma vez aplicado o engenho, com toda a facilidade, é só pedalar. Quanto mais depressa, mais sementes com bolhinhas de água se vão soltando.

O resultado está à vista. Onde houver uns gramas de terra, nasce rapidamente uma ervinha. Duas outras vantagens: mais verdura favorável ao ambiente à nossa volta e também ruas mais limpas pelas autoridades sempre que a erva for indesejável.

Agora já sabe. Ofereça a si e aos outros, pegue na bicla, dê o exemplo e encha as cidades de erva. António Costa, Rui Rio e outros não vão ter descanso.

A verdade…


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O Wikilips divulgou um documento no qual se prova que Sócrates disse em tempos uma verdade. Se alguém quiser consultar o documento é melhor apressar-se, porque parece que o visado vai fazer um desmentido…

Antes que nos levem


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Quando regressa aos noticiários o espectro de mais uma condenação à morte por apedrejamento — lá longe, para alguns — recomendo a leitura deste post. Para que fiquem já a saber, é a história da primeira mulher no Paquistão a ser condenada à morte por ter proferido uma blasfémia, mesmo sem o ter realmente feito. Uma leitura muito a propósito do que o nosso Rui Rocha trouxe aqui e que serve na perfeição para lembrar as palavras certeiras de Martin Niemöller (E Não Sobrou Ninguém):

«Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque afinal eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque afinal eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque afinal eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque afinal eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse.»

O Diabo anda à solta


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«Isto é mesmo, literalmente, o Diabo à solta.» São palavras do ministro da Administração Interna perante os estragos de um tornado na Sertã. Ninguém esperava que o ministro fosse um conhecedor em matéria de fenómenos naturais, pelo que a nota a salientar ficava assim assumida: há interferência mística malévola por aí e a acção governativa já a reconhece e lida com ela. Literalmente.

É evidente que o Diabo não tem de interferir em todos os sectores da governação, mas como se torna difícil provar ou desmentir as suas interferências e como o Governo tem andado a infernizar-nos, não vai ser fácil tirarmos conclusões justas sobre os ministros. Mais difícil ainda se torna se a moda pegar.

Imagine-se o ministro Mendonça, por exemplo. Às segundas, quartas e sextas o TGV avança sem ter em conta que não há condições para tamanho investimento. “Pois, mas isso é o Diabo à solta” — poderá dizer o ministro. Às terças, quintas e sábados o TGV é suspenso e passa a não ser essencial para o nosso desenvolvimento. “Só pode ser o Diabo à solta” — justificará o ministro.

“Os mercados andam muito nervosos, o Diabo está aí” — explicará o ministro das Finanças. “Se ainda não conseguirmos no próximo ano executar com rigor o Orçamento nem controlar a despesa pública, vai ser o Diabo-a-sete.”

Nem o primeiro-ministro estará a salvo. “Estamos num rumo que é um bom rumo e o Estado social é um Estado social que está a apoiar os que mais precisam.” Se o primeiro-ministro disser isto, nem precisa de fundamentar: já sabemos que é exactamente o contrário e que é obra do Diabo.

Sem falsas expectativas, caros leitores, digo-vos o seguinte: sair disto vai ser o Diabo. É certo que no DO a gente não acredita no Diabo, mas que o há, há. Literalmente.

 

Imagem: pormenor escultórico na Capela do Sagrado Coração de Jesus, interior da Catedral de Maria Imaculada (ou Catedral Nova) de Vitória, País Basco (Espanha).

Esperança no desacordo


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«O Governo aprovou hoje uma resolução que determina a aplicação do acordo ortográfico da língua portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011/2012 e na administração pública a partir de 01 Janeiro de 2012.» A notícia não é má de todo, porque isto significa que ainda há alternativas:

— ou o Governo já não será o mesmo e tudo poderá voltar atrás;

— ou o Governo ainda será o mesmo (cruzes-canhoto) e o que decidiu hoje revogará certamente amanhã.

Haja esperança.

E o vencedor é…


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… o que iremos saber em breve.

O Pedro Correia está nomeado para Blogger do Ano pelo programa da TVI24 Combate de Blogs — pelo serviço público que presta aqui, sem sombra de dúvida. Também o nosso Luís M. Jorge foi colocado na luta para o mesmo troféu, pela prestação no seu espaço solitário Vida breve.

Nas restantes duas categorias (uma é dedicada ao Blog Revelação do Ano), o DELITO DE OPINIÃO está nomeado para Blog do Ano, o que nos deixa babados até aos pés. Mas prometemos desde já não baixar os braços nem deitar a toalha ao chão.

Até conhecermos os resultados destas palpitantes nomeações e pelo-sim-pelo-não, vamos já bebendo um copo por conta, não vá dar-se o caso de um dos prémios ser arrebatado por outro quase tão bom como nós.

 

ADENDA: Para votar é aqui.

Benfica vai ao mercado?


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Depois de perder com o Schalke 21 por 0-4 (ou seria ao contrário?), o Benfica manda dizer que está em quatro frentes e que não vai baixar os braços e deitar a toalha ao chão. Era só o que faltava, uma cena de exibicionismo e atentado ao pudor a toda a volta.

 

Pior ainda é a ideia que anunciou ontem de ir ao mercado no próximo mês. Não tem Teixeira dos Santos avisado tantas vezes que os mercados andam muito nervosos, ou já se esqueceram?

O nosso caminho árduo


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Há dias, Bruxelas sugeriu alterações ao nosso Código de Trabalho. Primeiro-ministro: “Nós não precisamos de sugestões de ninguém, nós vamos fazer o nosso caminho.” Ministra do Trabalho: “Temos que ter alguma capacidade de análise em relação a algumas das propostas que nos chegam de Bruxelas e que são completamente desajustadas daquilo que é a nossa realidade laboral.”

Ontem, Bruxelas insistiu. José Sócrates: “Já disse que iríamos apresentar algumas alterações.” Helena André: em parte incerta.

 

ADENDA — «No DN: «no dia 26 de Novembro (…), o ministro das Finanças garantia que não iam ser feitas alterações à legislação laboral; no domingo seguinte, o comissário dos Assuntos Económicos da UE felicitava Portugal pelas reformas que ia fazer neste sector; no dia seguinte, o gabinete do primeiro-ministro desmentia as reformas; na mesma tarde, dizia que as alterações nesta matéria eram as consignadas no OE; na terça-feira a seguir, a ministra do Trabalho admitia “dinamizar” o Código Laboral; e hoje [ontem] o primeiro-ministro admite as alterações».

O ministro Mendonça não faria melhor, se é que isto não tem dedo dele.