Há dias, Bruxelas sugeriu alterações ao nosso Código de Trabalho. Primeiro-ministro: “Nós não precisamos de sugestões de ninguém, nós vamos fazer o nosso caminho.” Ministra do Trabalho: “Temos que ter alguma capacidade de análise em relação a algumas das propostas que nos chegam de Bruxelas e que são completamente desajustadas daquilo que é a nossa realidade laboral.”
Ontem, Bruxelas insistiu. José Sócrates: “Já disse que iríamos apresentar algumas alterações.” Helena André: em parte incerta.
ADENDA — «No DN: «no dia 26 de Novembro (…), o ministro das Finanças garantia que não iam ser feitas alterações à legislação laboral; no domingo seguinte, o comissário dos Assuntos Económicos da UE felicitava Portugal pelas reformas que ia fazer neste sector; no dia seguinte, o gabinete do primeiro-ministro desmentia as reformas; na mesma tarde, dizia que as alterações nesta matéria eram as consignadas no OE; na terça-feira a seguir, a ministra do Trabalho admitia “dinamizar” o Código Laboral; e hoje [ontem] o primeiro-ministro admite as alterações».
O ministro Mendonça não faria melhor, se é que isto não tem dedo dele.

Pois, João. Parece que teremos uma dinamização, quiçá um aprofundamento do Código Laboral. Ou nada disso. Ou coisa diferente.
Palpita-me que vai haver uma diferença igual à manutenção da mudança. Basta passar a pasta ao ministro Mendonça que a coisa avança suspensa.
What else is new??
Vou perguntar ao Manuel Pinho.
E eu ao George Clooney ….
Hum…
Muito me surpreende o DN. Ou me engano ou o amigo Joaquim ’tá feito…
Se V. fosse ler pelo link, veria que não é um texto de opinião, mas sim uma notícia.