Nem me fales nisto. Havia fiscais na rua que andavam atrás destas licenças, que eram anuais. Um belo dia, tirei (paguei) uma e comecei a expor-me provocadoramente em tudo quanto era espaço público. E não é que, pouco tempo depois, as licenças foram abolidas e eu nunca cheguei a ter de puxar pela minha? Fiquei furioso. Nunca mais perdoei ao Estado Novo.
Quando durante um jantar de familia, não sei porquê se falou deste assunto, os meus filhos não acreditaram que fosse verdade. Quem não viveu aqueles tempos não acredita que “originalidades” como esta da licença de isqueiro fossem possiveis. Lembro-me que os fiscais usavam a respectiva insignia por trás da lapela do casaco. Surrealista!
Pois fica sabendo que eram proibidos uns isqueiros baratuchos espanhois que só tinham uma pedra em cima para riscar e uma torcida enorme que se inflamava enquanto se soprava e ia encolhendo até se gastar ao fim de uma temporada. Um isqueiro tinha de ser de gasolina ou de gás.
Bem lembrado, Ana. Disto já não há. Hoje há os fiscais dos cocós caninos, pelo menos em jardins de Lisboa: 50 euros de multa a quem não apanhar a ‘prenda’ do bobi. Por mim, aplaudo.
Vou roubar a imagem para ilustrar um ponto de vista no meu blogue. Farei referência à proveniência da imagem. Fiquei impressionado por ainda me lembrar de uma ocasião em que o meu pai foi abordado na rua para evidenciar a licença do isqueiro que tinha acabado de usar. Na mesma linha, noutra ocasião, recordo-me também do cabo-de-mar ter pedido a minha mãe para lhe mostrar a licença para utilização do guarda-sol na praia da Figueirinha…
Uma pérola! Não me lembro nada disto, mas além da dita licença, também não há papel selado. Nem poderia, perderia a validade rapidamente, com o aumento constante do respectivo imposto. Bem visto!
Nem me fales nisto. Havia fiscais na rua que andavam atrás destas licenças, que eram anuais. Um belo dia, tirei (paguei) uma e comecei a expor-me provocadoramente em tudo quanto era espaço público. E não é que, pouco tempo depois, as licenças foram abolidas e eu nunca cheguei a ter de puxar pela minha? Fiquei furioso. Nunca mais perdoei ao Estado Novo.
E fazes bem, é um grande traumatismo…
🙂
Mas olha, com a quantidade de fumadores que há, se isto voltasse seria uma grande medida contra o desemprego!
Eu ainda guardo uma, de 1967, que só tive de exibir uma vez, no Saldanha! Senti-me realizado.
Fico cheio de inveja.
Quando durante um jantar de familia, não sei porquê se falou deste assunto, os meus filhos não acreditaram que fosse verdade. Quem não viveu aqueles tempos não acredita que “originalidades” como esta da licença de isqueiro fossem possiveis. Lembro-me que os fiscais usavam a respectiva insignia por trás da lapela do casaco. Surrealista!
Surrealista, de facto. Eu não me lembro disto, e realmente custa a acreditar que existisse.
Pois fica sabendo que eram proibidos uns isqueiros baratuchos espanhois que só tinham uma pedra em cima para riscar e uma torcida enorme que se inflamava enquanto se soprava e ia encolhendo até se gastar ao fim de uma temporada.
Um isqueiro tinha de ser de gasolina ou de gás.
Bem lembrado, Ana. Disto já não há. Hoje há os fiscais dos cocós caninos, pelo menos em jardins de Lisboa: 50 euros de multa a quem não apanhar a ‘prenda’ do bobi. Por mim, aplaudo.
Vou roubar a imagem para ilustrar um ponto de vista no meu blogue. Farei referência à proveniência da imagem.
Fiquei impressionado por ainda me lembrar de uma ocasião em que o meu pai foi abordado na rua para evidenciar a licença do isqueiro que tinha acabado de usar. Na mesma linha, noutra ocasião, recordo-me também do cabo-de-mar ter pedido a minha mãe para lhe mostrar a licença para utilização do guarda-sol na praia da Figueirinha…
Uma pérola!
Não me lembro nada disto, mas além da dita licença, também não há papel selado.
Nem poderia, perderia a validade rapidamente, com o aumento constante do respectivo imposto.
Bem visto!
Já abordámos este assunto no SIMECQCULTURA e até conhecemos quem tenha sido multado……
Tempos que não deixam saudades…..
Por acaso até deixam. Tive uma namorada que nunca mais esqueci.