O Primeiro-Ministro pretende que os contratos de trabalho incluam uma cláusula que faz depender o salário da produtividade. Atendendo ao desempenho de José Sócrates e restantes membros do Governo é uma medida corajosa. Vão todos passar a receber o rendimento social de inserção (sim, que isto é um Estado Social e não queremos ninguém na indigência). Agora, se o Sr. Primeiro-Ministro conseguisse aprovar a medida com efeitozinhos retroactivos é que era serviço público…

Claro está que terá uma cláusula de excepção aplicável aos membros do Governo, ou será antes uma regra, a ver pela vulgarização que as excepções têm tido.
Ou talvez uma adaptaçãozinha, Utópico…
Eia, pá! Quem vai medir a produtividade do JS?Esperemos que não adormeça; he. he.he…
Eu proponho-me para integrar um júri absolutamente independente, AS.
Será uma coisa assim mais ou menos como se andássemos todos a apertar parafusos?
Na Saúde já foi feita a experiência há muito: há médicos que atendem muitos doentes e há os que atendem poucos. É fácil saber quem atende mais, mas é um bocadinho mais difícil saber quem atende melhor.
No governo também há alguns casos. Por exemplo: o ministro Mendonça parece não ter grande desempenho, mas aquilo de andar a tirar e a pôr comboios de alta velocidade de cada vez que abre a boca não é brincadeira nenhuma.
Deve ser isso, João. Mas, a bem da Nação, talvez seja melhor utilizar uma escala invertida: quanto menos mexerem, mais recebem.
Mexia incluído? Ele é dos que mais recebem…
Se a coisa for para a frente, o Mexia vai passar a Mexido, João. Mexia mas já não Mexerá tanto. A menos que surja alguma excepção…
Uma adaptação também serve?
Serve!
O homem anda irremediavelmente atrasado em relação á realidade e nem com jogos de espelhos acorda. Convencido que descobriu a pólvora alguém lhe explique que isso desde sempre foi relativamente acautelado pela gestão das empresas com progressiva intervenção dos sindicatos e comissões de trabalhadores na definição equilibrada e racional desses ajustamentos. O assunto é velho com barbas no mundo laboral: Escolher entre categoria ou trabalho igual para salário igual eis a questão! Saiba que um regime de salário mínimo tanto pode valer a nível nacional como aplicado por categoria profissional, e é assim que existem nas empresas grelhas salariais que permitem variações em cada escalão. Convém que o nosso 1º recicle para afinar a noção de mínimos como patamares inferiores (que não invalidam condição mais favorável) contratualmente estabelecidos colectivamente ou por empresa. Com zelo e rigor aplicando esse princípio a serviços e empresas dependentes do governo ele próprio já tinha sido despedido.
Pois é, meu caro. Mas, ainda há um ano lhe renovaram o contrato.
Inválido por indecoroso incumprimento do promitente vendedor de promessas. Quem lhe pode deitar a mão?
Tem razão. E a reserva mental também pode ser invocada como motivo de anulação.
Muito boa! LOL! Infelizmente, o PM ficará protegido pelas tais situações excepcionais que todos conhecemos…
E eu que estava tão entusiasmado, Sónia…
Lamento desiludi-lo… mas, ainda assim, há que ter fé! 🙂
Depois do tremendo êxito com a avaliação dos professores, surge agora uma nova modalidade, certamente com mais uma avaliação de desempenho, obviamente objectiva e eficaz, com algumas excepções e imensas adaptaçõezinhas ….
No entanto, lá capazes disso, são mesmo!
Nem o Prof. Pardal se lembraria de tal.
Se fosse, como diz, com efeitos retroactivos e começasse pelo Governo – para dar o exemplo – aplaudia de imediato. Sem adaptações nem excepções.
E sem RSI, pois já têm os bolsos cheios e claramente um regime de pensões de excepção.
E nem umas senhas para o almocinho no restaurante da Assembleia da República, macarvalho?
Façam uma fila para a sopa dos pobres, como muitos já têm de o fazer e por razões bem sérias.
Sem qualquer desmerecimento para a sopa dos pobres, note-se.