Quando a presença na final vale por uma medalha


Rui Rocha,

 

Clarisse Cruz é atleta olímpica. Com 34 anos, tem ocupação profissional a tempo inteiro e ainda consegue compaginar a sua actividade com os treinos como atleta do Sporting. Hoje, na eliminatória dos 3.000 obstáculos caiu. Ainda assim, arranjou forças para recuperar e para se classificar em 5º lugar, logo atrás de Marta Dominguez que já foi campeã olímpica. A respescagem por tempos para a final é a primeira medalha para atletas portugueses. Não é de ouro, nem de prata, nem de bronze. É uma medalha especial para os que nunca se deixam derrotar.

O “fanático dos popós” ou o país das indignações injustificadas


Rui Rocha,

Rui Rio foi ontem a tribunal para ser ouvido no âmbito de um procedimento cautelar em que está em causa a suspensão da edição da Porto Menu em que a capa apresenta a frase Rio és um fdp. No final da sessão, Rio mostrou-se indignado por ser ouvido em Agosto e teceu ainda outras críticas reproduzidas na imprensa:

 

Rui Rio criticou o facto de ter sido chamado a esclarecer se era um fanático dos popós, garantindo que este é mais um exemplo “de como está a justiça portuguesa”, e declarou-se “triste” pela “forma como o tribunal está a tratar isto”. “Sinto-me triste, nunca pensei chegar a esta idade e ver o regime a degradar-se como está”,

 

É preciso dizer que Rio não tem qualquer razão para estar indignado. Um procedimento cautelar tem como objectivo evitar a produção de danos irreversíveis através de uma apreciação provisória e preliminar sobre os factos em discussão. Por esse motivo, o processo tem natureza urgente. Corre termos em Agosto. E corre bem. Quanto à questão de ser fanático dos popós ou não, pode de facto parecer folclórica. Mas, ela integra, nesses precisos termos, a argumentação de Manuel Leitão. A questão fundamental é saber se a capa da Porto Menu é ou não ofensiva. No Processo Civil português vale o princípio do dispositivo: o tribunal deve pronunciar-se sobre os factos alegados pelas partes e sobre os fundamentos que estas aduzem. Se Manuel Leitão diz que a capa da Porto Menu tem como mensagem a de Rio ser um fanático dos popós, é sobre esta posição que o tribunal tem de pronunciar-se. E deve fazê-lo respeitando outro princípio do processo que é o do contraditório. Isto é, ouvindo as testemunhas indicadas, sendo que Rio é uma delas. Tudo normal, portanto. Tudo menos a indignação de Rio que é completamente despropositada, A menos que Rio entenda que devemos substituir o normal funcionamento do tribunal pela aplicação do seu critério pessoal sobre o tema em discussão. Coisa que, em qualquer caso, não parece grande ideia.

Elenco para um filme dos Sete Anões com actores nacionais (10): Príncipe Encantado


Rui Rocha,

E já temos elenco completo. O povo votou, está decidido. O Príncipe Encantado é: 

 

 

O elenco completo pode ver-se clicando na tag. Resta-me agradecer a todos os leitores do DELITO DE OPINIÃO que participaram. Alguns dos comentários foram fantásticos, contribuindo para momentos muito bem passados. Um abraço e obrigado a todos.

Em que tempo histórico podemos viver?


Rui Rocha,

Os decadentistas não reconheciam qualquer legitimidade à ideia de futuro. E arrastavam-se pelo presente contra a sua própria vontade. Mas encontravam todo o conforto no passado. A felicidade era a memória e o sentimento mais apreciado era a nostalgia. O decadentista não investia e gastava o menos possível no presente. Bastava-lhe viver dos rendimentos.

 

Depois, vieram os modernos e deram-nos cabo desse passado idealizado. A tradição foi desacreditada. Escorraçaram Deus, descendente directo do pensamento mitológico dos antigos, e a religião foi substituída pela ciência. O lugar da nostalgia foi substituído pela esperança. O Homem Moderno já não vivia dos rendimentos e, mais do que consumir, desejava poupar e investir. Isto é, preparava-se para gozar (n)o futuro.

 

Entretanto, as tragédias do século XX rebentaram com a ideia de que todo o futuro é fabuloso. Na verdade, em certas circunstâncias, o futuro pode ser bem pior do que o passado. Abalado nas suas convicções, o Homem reposicionou-se na sua relação com as dimensões temporais e reinterpretou a vida a partir de duas ideias fundamentais: a) é preciso evitar erros que estraguem o futuro; b) apesar de tudo, e como o futuro é menos certo do que aquilo que se imaginava, é boa ideia valorizarmos o presente mais do que o passado ou o futuro. Nasceu assim o Homem Pós-Moderno. Numa divisão de tarefas tácita e utilitária ficou subentendido que a de preservar o futuro seria cometida, sobretudo, aos políticos e às instituições. E que os indivíduos se ocupariam de aproveitar o presente.

 

Se virmos bem, isto faz muito sentido. Viver o agora, com dedicação total, pressupõe alguma confiança no futuro. Mas, se individualmente estamos demasiado absorvidos com o presente, precisamos de alguém com tempo para nos olhar pelo futuro. Para termos a certeza de que ainda está lá quando o presente acabar. E que vai ser bom. E como os políticos a as instituições nos asseguraram que cumpririam tal missão, isto é, que promoveriam a paz através de organizações supranacionais e a igualdade, a sustentabilidade, as oportunidades, o desenvolvimento, as escolas, os hospitais , as férias pagas, as reformas e as auto-estradas, passámos, inclusivamente, a antecipar o melhor do futuro recorrendo ao crédito.

 

Agora, acordámos e constatámos que nos falharam. Não queremos voltar ao passado, porque passámos boa parte das nossas vidas, e com boas razões, a renegar Deus, a religião e a tradição. Consumimos no presente o melhor da ilusão que o futuro nos podia dar. A ciência é maravilhosa, mas não é capaz de impedir a guerra e o sofrimento. O futuro não está assegurado. Se não queremos o passado, se o futuro pode ser pior do que o presente e se, nessa medida,  o presente é contaminado pela angústia do futuro, em que raio de tempo histórico podemos viver, encontrar paz e felicidade?

Elenco para um filme dos Sete Anões com actores nacionais: escolha o Príncipe Encantado


Rui Rocha,

Pois muito bem! Já temos anões e o voto do e-leitorado elegeu Clara Ferreira Alves para Branca de Neve. Falta-nos o Príncipe Encantado. Diga-nos então a quem vai caber a missão de acordar Clara Ferreira Alves do seu sono profundo e prolongado. A escolha continua a ser sua.

 

Elenco para um filme dos Sete Anões com actores nacionais: (9)


Rui Rocha,

E a grande vencedora do casting para o papel de Branca de Neve é:

Nota da Comissão Eleitoral: de acordo com as regras de concurso, a votação encerrou à meia-noite de ontem. Os e-leitores que votaram depois dessa hora, e todos os outros, terão oportunidade de participar em nova eleição hoje, a partir das 14h30, quando for lançada a votação para escolha do Príncipe Encantado.

Elenco para um filme dos Sete Anões com actores nacionais: escolha a Branca de Neve (2ª volta)


Rui Rocha,

Tal como aconteceu na Grécia, o primeiro acto eleitoral não permitiu chegar a uma solução. Na verdade, registou-se um empate entre três fortíssimas candidatas: Assunção Cristas, Assunção Esteves e Clara Ferreira Alves. Torna-se assim necessário realizar uma 2ª volta em que só participarão as três candidatas mais votadas. A votação decorrerá até à meia-noite de hoje. A escolha continua a ser sua. Qual das três é a Branca de Neve?

 

 

Nota da Comissão Eleitoral – na 1ª volta, para além das três candidatas mais votadas, também receberam votos: Pinto Monteiro, Bárbara Guimarães, Maria José Morgado, Aguiar Branco, Maria de Belém, Vale e Azevedo, Joana Amaral Dias, Alberto João Jardim, Francisco Louçã, José Castelo-Branco, D. Otília, Heloísa Apolónia, Kátia Aveiro, a Mamã da Kátia Aveiro, Garcia Pereira, Marques Mendes, Djaló, Marcelo Rebelo de Sousa e Maria Cavaco Silva. Apesar de não terem os votos necessários para passar à 2ª volta, merecem todos um forte aplauso.

A verdadeira razão da contratação de Salvio pelo Benfica


Rui Rocha,

 

Prezidente,

Escrevo-le porque o Prezidente sabe ca se for preciso comer a relva para sermos campiões eu fácio. E até sou gajo pra deitar fora a pastilha. E ca não gosto de tratar de açuntos do forno interno do clube na praça da república. E o Prezidente sabe ca eu confio no Prezidente. Prexemplos, quando diziam ca o Prezidente só ia buscar muntos estranjeiros, eu sabia ca o Prezidente estava a tratar do processo de neutralização. Mesmo nos momentos mais defíceis, dei-le a dúvida Prezidente. E o Prezidente sabe caté alombei com o Emerso e tudos. E protegio quando queriam fazer-le o bode respiratório. Mas eu sou Jasus, não sou Deus, Prezidente. Eu estou cá para dezer aos rapazes que vaiam à bola coma ca fossem leõzes. Mas o Prezidente  é ca tem ca tratar das aquesissões. E o clube preciza de um lateral esquerdo coma de pão pá boca, Prezidente. O Malaguejo é munta pôquechinho pra encarararmos a época de frente. Sem um lateral esquerdo de raiz mundial qué cagente havemos de fazer, Prezidente? O clube está em prigo, Prezidente. Salvio, Prezidente. Salvio já, Prezidente.

Sou quem sabe, O Mister, Jorge Jasus

 

*publicado também aqui.

Elenco para um filme dos Sete Anões com actores nacionais: escolha a Branca de Neve


Rui Rocha,

Que se lixem as eleições? Nada disso. No DELITO DE OPINIÃO, quem decide são os e-leitores. Agora que o elenco para um filme dos Sete Anões com actores nacionais está praticamente fechado, falta escolher a Branca de Neve. Ao longo da série já foram dadas algumas sugestões: José Sócrates, Passos Coelho, Cândida Almeida e Aguiar Branco. Mas a decisão é sua. Então, qual é a sua escolha?

 

Ai a bardina!


Rui Rocha,

Enquanto os líderes políticos de certos países do sul da Europa suam as estopinhas para preparar o orçamento para 2013, estando em alguns casos impedidos, inclusivamente, de gozar férias no estrangeiro, Frau Merkel repousa numa estância do Tirol italiano. Depois venham contar-nos histórias sobre a  cigarra e a formiga.

Deng Xiao Doping?


Rui Rocha,

 “A história da natação mostra-nos que, sempre que vemos algo inacreditável, vimos a saber mais tarde que havia doping envolvido”, afirmou John Leonard, director-executivo da Associação Mundial de Treinadores de Natação e da Associação de Treinadores de Natação dos EUA, citado pelo diário Guardian. A insinuação refere-se à utilização de doping pela chinesa Ye Shiwen, 16 anos, medalha de ouro e recordista mundial nos 400m estilos.