São Bento
Santos impopulares (IV)
Rui Rocha,
São Bento
São Nunca
José Eduardo dos Santos
Teixeira dos Santos
Guarda-chuvas, pen-drives, chaves e comandos de garagem ou de automóvel, cartões de todo o tipo, esferográficas e users e passwords de aplicações que uso raramente, como o Skype ou o site das finanças. A questão é: isto só me acontece a mim, ou estas coisas foram concebidas com o único objectivo de nós, os humanos, as perdermos?
Afinal, a bactéria responsável pela epidemia que já matou 32 pessoas e afectou mais de 3.000 é loira e tem olhos azuis.
Longe vão os tempos em que o poder socialista, no país ou nas autarquias, era conotado (shame on you, gentinha mal intencionada) com o despesismo na gestão (imagine-se!) e com o favorecimento de grupos (incrível, não é?). Pois bem, se os governos de Sócrates acabaram definitivamente com esse mito, pela marca de transparência e competência que imprimiram na gestão do país (uma marca difícil de apagar como são difíceis de tirar as nódoas da fruta), ao nível autárquico alguém se destaca na aplicação de um novo modelo de socialismo científico. Falo de Mesquita Machado, o Presidente da Câmara de Braga. E digo que o modelo é novo porque MM só está no poder há trinta e tal anos e que é científico porque bate certo (e com força). Sempre pronto a aliar a protecção dos mais carenciados com a indispensável iniciativa privada, o executivo camarário bracarense autorizou a situação que faz capa no JN. O leitor mais desconfiado poderá questionar o facto de a dita rua dar acesso a uma praça em que está situado um bar que é explorado pelo filho de MM. E de a receita do bilhete de entrada na rua reverter a favor desse bar. Mas, aqui, caro leitor, tenho que adverti-lo com frontalidade. Este tipo de socialismo é inclusivo. E não podia excluir o espírito empreendedor do filho do autarca, pois não, caro leitor?

Importante mesmo era a filosofia estudar José Sócrates.
Pronuncia-se Sorbonne… ou Socratonne?

A longa jornada de Sócrates em busca da verdade.
José Sócrates vai para Paris defender o sistema de ensino público português?

Confirma-se. Em Portugal, o problema do brain drain é real. E tende a agravar-se: José Sócrates vai estudar filosofia para Paris.
Acho que faltou uma. Aquela em que se pergunta aos portugueses se ainda confiam em sondagens.
«E também te adoro a ti, Costa!»
Pelo que se viu no lançamento da candidatura, Francisco Assis pode muito bem tornar-se num líder de cariz asmático.
O país mediático dedica-se, como se não houvesse amanhã, à problemática da sucessão no PS. Ao mesmo tempo, especula-se sobre as inúmeras candidaturas de militantes socialistas às presidenciais de 2015. Como se estas se realizassem amanhã. Até ver, conto Sócrates, António Costa e não me esqueço do SempreDisponívelParaQualquerBatalhaDemocrática Manuel Alegre. Para além disso, há quem tenha notado um brilhozinho nos olhos de Jaime Gama. Pode muito bem ser o resultado de um grão de sal que se alojou na pupila depois de um mergulho prolongado em águas profundas. Mas, isto nunca se sabe. Depois de o PSD ter conseguido uma maioria, um governo e um Presidente, quem ler as notícias fica com a ideia de que o PS vai responder com uma eleição presidencial e três ou quatro candidatos. Já li algures que esta atenção jornalística aos fenómenos socialistas resulta de um enviesamento e de uma preferência partidária. Na verdade, não me parece. Se quisermos ser honestos, devemos reconhecer que, nesta altura, não há muito para dizer. Daí a necessidade de se estender a visão até 2015. Nada mais, nada menos. E isso é um bom sinal para o país pois representa o regresso a uma certa normalidade. E é também positivo para quem, entretanto, está a negociar a formação do próximo governo. A ausência de fugas de informação, até ver, reforça a confiança entre as partes e a credibilidade perante a opinião pública. So far so good.
Consta que os paquistaneses da secção socialista do Martim Moniz apoiam Assis.
O PSD tem Coelho e o PS vai ter uma Lebre.