Ainda estou à espera do primeiro anúncio a rímel com promessas de volume estonteante e multiplicação de cílios longos que não implique uma modelo/actriz com pestanas falsas.
Coisas de mulheres
cadernoelastico,
Ainda estou à espera do primeiro anúncio a rímel com promessas de volume estonteante e multiplicação de cílios longos que não implique uma modelo/actriz com pestanas falsas.
Mais um vídeo brilhante da Lucy Pepper. Quo vadis, Portugal?
Mamã, mamã, aquele menino é mau! Vai lá bater-lhe, vais?
Uma economia que não sabe proteger-se de OPAs e afins operações sem o guarda-chuva do Estado é uma economia frágil. Já era tempo de largarem as fraldas.
Depois da França, na semana passada, é a vez da Inglaterra dar atenção às despesas “menores”:

Em França, o governo aprova medidas nas coisas pequenas, aquelas que aqui “nao contam” para o défice.
É espreitar este post do Alexandre Homem Cristo, para vermos como o exemplo vem de cima. Parece que o senhor primeiro-ministro tem doze novos motoristas. Será que estes doze já são exemplo de contenção? Até tenho medo de perguntar.
O Ridley Scott resolveu traduzir num filme de duas horas o conceito muito complexo de “salganhada”. Este foi o resultado:

A sério: poupem-vos uns euros, e esperem pelo filme na televisão, num qualquer sábado à tarde em que não tenham muito que fazer. Basicamente, Scott resolveu incluir na lenda clássica do Robin Hood (roubar aos ricos para dar aos pobres) uma conspiração internacional, a conquista da Magna Carta, uns duendes de floresta, uma Marian tipo Joana d’Arc, uma princesa francesa a querer ser rainha, um cavaleiro que não sabia que o era, etc., etc. A verdadeira salganhada, como dizia.
Já agora, alguém me explica o que vem a ser uma proposta “ultra-liberalista“?
esta é a banda sonora aplicável:

Anda por aí uma espécie de pensamento único, que tende a desculpar o novo plano de austeridade: não há outra solução… É um discurso que não admite contradições, pintado com um tom de inevitabilidade (e daí o pedido de desculpas a acompanhar, no miserável coro laranja). Ora, basta pensar um bocadinho para ver que o défice resulta da diferença entre despesa e receita. Há muito tempo que a despesa excede as receitas, numa tendência de obesidade estatal que só cresceu. O bloco central informal, ou lá como a combinação daquelas duas cabecinhas pensantes se chama, apenas olha para a receita. Vêm com grandes desculpas, apontam medidinhas pontuais de descida da despesa, mas ao mesmo tempo adjudicam novas auto-estradas, só para referir o exemplo mais evidente. Podíamos, claro, perguntar se alguém pensou em olhar para as despesas “menores”, como a renovação de equipamento dos milhares de departamentos do Estado, ou ainda os custos de deslocações e alojamentos. Claro que nada disto se faz, até porque não dá direito a aberturas de telejornais. A solução mais simples é estrangular quem já está meio morto, e não reage: o contribuinte comum. Vai daí, aumentamos os impostos, tiramos mais dinheiro aos que já pouco têm (e aos que pouco terão, no futuro), e continuamos o nosso alegre cortejo, com o Estado a fazer de Jabba the Hut.
Confesso que não sei o que mais me irrita, se o tom desrespeitoso do senhor primeiro-ministro, com a estúpida conversa da Coca-Cola, se o falso pedido de desculpas de Passos Coelho. De qualquer maneira, de uma coisa tenho a certeza: ninguém neste arco governativo respeita os contribuintes portugueses.
Suponho que isto hoje também seria visto pelo próprio como uma reacção a quente.
Há sítios onde os critérios para se chegar a lugares públicos de topo são um bocado mais complicados. A senhora em questão chama-se Elena Kagan. O ano passado foi nomeada para Solicitor General, e sujeitou-se a esta comissão de inquérito. Este ano, está na short list para o Supremo Tribunal Federal, para substituir o Justice Stevens. Estranhamente, nenhum dos candidatos chama a este processo público de humilhação. E há alguns que já sofreram bastante “pressão psicológica” com as perguntas (embora não o suficiente para exercer acção directa sobre os microfones):
Há muito que sou fã dos desenhos da Lucy Pepper (lembram-se das capas da revista Atlântico? pois…). Mas sou também fã dos livin’ draws, uma espécie de histórias que seguem o traço da Lucy, a maior parte das vezes com música. São uma das minhas melhores formas de arejar – até porque a Lucy é inglesa e vive em Portugal, portanto tem uma visão muito peculiar deste nosso cantinho. Este livin’ é um videoclip para uma cantora inglesa, a Cloe Red, uma miúda de 15 anos que gravou agora o primeiro álbum. Gosto do vídeo, e gosto da música. Enjoy.
assinado, Lúcia Pimenta.

“In 1995, it was estimated that 90% of parliamentarians had outside jobs. This was one reason why attendance was poor irrespective of the colour of the government. The scrutiny of legislation suffered as a result and poorly worded and defective legislation was common.”
Sobre a Roménia. E por cá, qual é a desculpa?

A legitimidade popular pode ser usada para evitar a responsabilidade pelos erros políticos cometidos.
do Adolfo para o Ministro das Finanças, no programa Descubra as Diferenças.
Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Ana Margarida Craveiro e Adolfo Mesquita Nunes.
Juntos, analisam alguns dos principais temas da actualidade:
– ‘Rating’ ao fundo – Os mercados financeiros ficaram nervosos após o corte do ‘rating’ da república portuguesa pela Standard & Poor’s. Depois da Grécia, seremos nós?
– Corrupção absolvida? – O administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, foi absolvido pelo Tribunal da Relação de Lisboa da tentativa de suborno de um vereador do município lisboeta. A decisão parece ter abalado a já pouca confiança que os cidadãos têm nos tribunais. Será caso para tanto?
– Recuos do governo – O governo aprovou uma alteração à lei do funcionamento dos tribunais, prevendo a suspensão dos prazos judiciais, no período entre 15 e 31 de Julho. Esta alteração e o novo estatuto do aluno, entretanto também apresentado, são mais sinais da fraqueza deste governo?
Hoje, às 18.05, repetição no domingo às 19.05, em 90.4 FM.