A pergunta que falta fazer


Pedro Correia,

Se ainda houvesse jornalismo político digno desse nome em Portugal, e se o PCP não recebesse um tratamento de excepção por parte dos jornais, que nunca o tratam como aos restantes partidos, já alguém seguramente tinha feito a Jerónimo de Sousa esta pergunta singela:

– O que pensa das propostas de alteração à Constituição cubana?

43 comentários em “A pergunta que falta fazer”

  1. Que raio de pergunta idiota. Mas o que é que o PCP tem que pensar sobre a constituição cubana (ou de qualquer outro país estrangeiro)? Nada!!!

      1. Pode crer que não sou, nem nunca fui. Agora, o PCP é um partido português, como os restantes, e, como tal, não tem nada que se estar a pronunciar sobre as constituições de outros países. Da mesma forma que o PSD não tem nada que se pronunciar sobre a constituição da Alemanha nem o PS tem que se pronunciar sobre a constituição da Albânia.

        1. Não tenho ideia de ver o PS alguma vez convidar enviados de Enver Hoxha para os seus congressos. O mesmo não se pode dizer do PCP e de emissários do PC cubano, sobretudo quando há festa do Avante, onde não faltam bandeiras cubanas. Por isso sim, o PCP tem muito a ver com Cuba e a sua comparação não faz o menor sentido.

          1. No início o PS era financiado pelo SPD (alemão) e pela CIA. Será que têm que responder pelas políticas alemãs e americanas?

          2. Não tenho ideia de ver o PS alguma vez convidar enviados de Enver Hoxha para os seus congressos.

            No último congresso do PS estiveram representados partidos de diversos países, e também, creio eu, alguns embaixadores. Não é por isso que o PS é suposto pronunciar-se sobre o que esses partidos ou os países desses embaixadores fazem.

            (Não me referia à Albânia de Enver Hoxha – esse tipo já morreu há muitíssimos anos -, referia-me à Albânia atual.)

          3. Provavelmente o PS pronunciou-se sobre as alterações resultantes da reunificação alemã. E com propriedade. Mas será que não percebe o grau de envolvimento do PCP com Cuba e o facto da palavra “comunismo” ser riscada com a proposta da alteração constitucional? É preciso explicar-lhe tudo?

    1. Meu caro Luis, você comenta com assinalável regularidade aqui no Delito ; alguma vez o Pedro Correia lhe chamou idiota ?

      Cumprimentos

      Fernando Antolin

      1. Note que eu não chamei idiota ao Pedro Correia; disse apenas que a sugestão que ele fez é idiota.
        Mesmo as pessoas não idiotas fazem e dizem e escrevem por vezes coisas idiotas!

        1. Olá Pedro.
          Desculpe ter metido a colherada, mas o Luis Lavoura tira qualquer um do sério.

          Abraço

    2. Que raio de comentário idiota. Mas o que é que o Luís Lavoura tem que pensar e comentar no Delito (ou qualquer outro blogue)? Nada!!!

      1. O Pedro Correia gosta que haja posts do Delito com muitos comentários (idiotas ou não). Só devido ao meu comentário e respetivas respostas, este post já vai com dezenas de comentários. É um valioso favor que fiz ao Pedro Correia.

    3. Nada, Lavoura? Nada? Então, Lavoura, onde anda o abnegado internacionalismo (ingerência e imperialismo, bem se sabe, nunca os há ou houve desse lado) tão próprio da esquerda? Um mínimo de coerência, meu caro – e tão severo – director espiritual…

      Costa

      1. O Lavoura ficou transtornado com o fim do comunismo na Constituição cubana. Décadas de devoção à causa destroçadas com a simples revisão de um artigo na lei suprema lá do sítio.

  2. Por aqui o PC defende o esbulho da propriedade privada (desde que não seja uma certa quinta na Amora e uma razoável quantidade de imóveis).

    Conjugados pelos acólitos BE e com os já amedrontado PS será que herdaremos a velha constituição cubana?.

    1. Por aqui o PC defende o esbulho da propriedade privada

      Por acaso o PCP em sido o único partido que, nos últimos tempos, tem defendido os proprietários florestais contra o iníquo esbulho que lhes é imposto pelo Estado de terem que limpar os seus terrenos para proteger coisas que não são deles (estradas, casas de outras pessoas, etc). Todos os outros partidos sem exceção aceitam sem protestar essa roubalheira que está a ser feita aos proprietários florestais.

      1. O Lavoura podia dizer que é dono de uma propriedade florestal, e que só o PCP o defende contra o abuso governamental de lhe exigir a limpeza dos matos junto aos caminhos…

        1. O PCP, que é de longe o maior proprietário de prédios urbanos e rústicos entre todas as forças políticas do País, defende os seus interesses de classe.
          Seria impensável para os comunistas autorizarem habitação social no latifúndio que têm no Seixal. Ou permitirem que o edifício do antigo hotel Vitória, que possuem na Baixa lisboeta, seja transformado em fracções de renda controlada ao serviço da população pobre da capital.

    2. O PCP é o partido mais cioso da sua propriedade. Não por acaso, é o partido que detém maior património imobiliário – muito acima de qualquer outro.
      E tem um latifúndio à beira-Tejo aberto ao povo apenas três dias por ano – algo digno dos proprietários absentistas do antigamente.

  3. Se ainda houvesse jornalismo político digno desse nome em Portugal, já alguém teria perguntado a Jerónimo de Sousa se continua a congratular-se por uma suposta “situação controlada na execução orçamental” como o PC fazia há menos de dois anos.

  4. Se ainda houvesse jornalismo político digno desse nome em Portugal, poderiam perguntar ao PSD o que pensa das atitudes e pronunciamentos de alguns dos outros partidos que com ele fazem o Partido Popular Europeu. Por exemplo, o Fidesz húngaro.

    1. Não consta que o PSD tenha bandeiras do Fidesz nas suas festas. e que defenda o Fidesz como o PCP defende o regime Comunista em Cuba.

      Aliás como os jornalistas defendem o regime Comunista que provocou milhões de refugiados:

      Nas “notícias” feitas pelos jornalistas temos a legitimação da Ditadura Cubana:

      Fidel Castro : Líder Cubano
      Augusto Pinochet: Ditador Chileno

      Na narrativa do jornalismo Fidel Castro, ditador Comunista é por artes mágicas transformado em líder.

  5. As muitas perguntas que ficam por fazer pelo jornalismo é uma demonstração clara que existem para fazer política não para informar.

    As notícias que escolhem transformar em casos, onde têm sempre prontos contactos com associações, professores, “especialistas” vs outras que escolhem não transformar onde nunca há opinião.

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