Volta, Woody, e espero que estejas perdoado


Ana Vidal,

Estou zangada com o novo Woody Allen, aquele que diz com indiferença: “Filmar em Lisboa? Por que não? Desde que me paguem…” Não gostei dos últimos filmes europeus, nem sequer dos tão celebrados Match Point e Vicky Cristina Barcelona. Cada um é para o que nasce. Sinto falta de vê-lo como actor e, como realizador, vejo sempre um peixe fora de água. Da sua água. Gostava era de vê-lo de volta aos seus cenários de excepção: a cidade de Nova Iorque e ele próprio, num eterno exercício de genial narcisismo masoquista, a descascar contradições até ao tutano num sofá de psiquiatra com vista para Times Square ou Central Park. Não é má vontade: a cada novo filme tenho dado um tímido mas esperançoso benefício da dúvida, e todos me têm decepcionado mais ou menos por igual.

 

Mas com este filme que se anuncia aqui, e a avaliar pela sinopse, a minha esperança renasce uma vez mais. Talvez não seja um good old Woody, mas tem pelo menos os ingredientes certos para uma receita “à antiga”. Vamos ver.

8 comentários em “Volta, Woody, e espero que estejas perdoado”

  1. Por este ando eu a afiar o dente há muito tempo! E vão duas 😉

    (* não deve dar é para a versão movie-advisor shop inc., pq eu gostei do Match Point… :-/ )

          1. Bahh… para Match Point e para a actriz “talentosíssima”. Excelente é este filme. Já foste vê-lo? É inacreditável como um actor desconhecido (pelo menos para mim) incarna tão bem o espírito, e até o físico, do velho Woody. Além de um enredo que é uma verdadeira trouvaille e de uma deslumbrante sequência de imagens de Paris, fugindo não sei como ao “filme cartão postal”. Genial.

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