Frases de 2011 (60)


Pedro Correia,

«Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao género feminino.»

Dilma Roussef, na Assembleia Geral da ONU

13 comentários em “Frases de 2011 (60)”

  1. Ela a dizer isto perante chineses e vietnamitas (entre muitos outros), em cujas línguas, pura e simplesmente, não há géneros, nem eles percebem para que tal coisa sirva.

  2. Morte, crise, dívida, desistência, etc., etc., também. Lamento, Pedro, mas esta fixação da Dilma com o género das palavras roça (e estou a tentar ser simpático) a idiotice (ooops, outra palavra de género feminino).

    1. Tudo depende da intenção, JAA. Se gostamos do género feminino tendemos a associá-lo a conceitos que valorizamos. É o caso paradigmático da frase ‘a minha pátria é a língua portuguesa’ – frase genial de Pessoa, toda composta por termos femininos e que, a meu ver, desfaz de vez as especulações sobre a ‘orientação de género’ do maior poeta português do século XX.

  3. Patetices. Tentar encontrar significado onde não há.
    No passado as tempestades eram porque os deuses estavam irritados.

    1. Senti-me orgulhoso, como português, ao escutar a minha língua materna na abertura da sessão anual da Assembleia Geral da ONU. Sobretudo por verificar que em Portugal ela sofre tratos de polé a todo o passo. Bastaria isso para valorizar o discurso de Dilma.

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