Viver num mundo paralelo


josegomesandre,

"Vítor Constâncio foi eleito […] para ocupar o lugar de vice-governador do BCE. […] É uma grande vitória para o país e uma grande vitória para Constâncio, pois resulta essencialmente do prestígio nacional e internacional de que o governador do Banco de Portugal desfruta. […] Constâncio resistiu a todas as acusações e sai por cima para um cargo de grande responsabilidade e prestígio. Merece-o inteiramente. Foi um grande governador do Banco de Portugal. E a solidez com que o sistema financeiro português ultrapassou a crise é a prova disso mesmo". Nicolau Santos, Expresso, 20/02/2010.

22 comentários em “Viver num mundo paralelo”

    1. É a “exportação de incompetências”, área em que somos melhores que qualquer outro país (Guterres, Sampaio, Barroso… Constâncio). Pena que esta actividade ainda não contribua muito significativamente para o PIB, mas lá chegaremos, espero.

  1. Quem escreveu esse artigo deve ser um pouco cego (sem ofensa) mas todos sabem (inclusivé o próprio) que o cargo para o qual ele vai assumir foi negociado e não depende EM NADA da qualidade do trabalho dele.

    Eu continuo a achar estranho o facto de o homem ganhar mais do que o Presidente da Reserva Federal Americana. Mais ninguém acha isto estranho??
    Devemos ter muito dinheiro escondido no Banco e nem sequer sabemos de nada 😀

  2. “O quinto império”
    … nós somos púnicos, parecemo-nos com os mercenários de Amílcar e todos esses matreiros do mediterrâneo. Nós somos girinos… (49)
    Em português, as palavras são um simples meio de simpatia, ou o seu contrário. As pessoas perdem assim horas em conversas inúteis, só com o fim de garantir a sua estima recíproca (95)
    Ou bem que os portugueses não fazem nada, ou bem que vão até ao último pormenor e, chegados aí, largam tudo como de costume (196)
    Cada cinquenta anos, o país sonha ser a primeira sociedade liberal avançada do mundo. Cada cinquenta anos, o libertário volta à superfície. Procura-se então um banqueiro ou um professor de economia capaz de casar meio século de bordel com O Espírito das Leis (223)
    Sem endereços e todos com o mesmo nome, obedecendo a dois ou três pequenos princípios, entre os quais o de inventarem títulos… (302)
    Dominique de Roux (1977, Paris)

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