Foi uma mulher de confiança. Numa campanha eleitoral em que se fez uso desse lema; também na política e na vida. Pelas suas convicções, pela forma como as defendia e era capaz de intervir em qualquer instância, não defraudando as expectativas de companheiros e de adversários políticos. Lutou por causas, preocupou-se com os outros, com o mundo onde vivia, e lutou para que ele fosse melhor da forma que considerava mais acertada. Ainda há dias a vi na televisão, mais magra, com a tenacidade de sempre. Sendo uma mulher à direita, e às direitas, marcou pela ousadia, pela coragem, pela inteligência e acerto das suas intervenções. Habituei-me a ouvi-la e a respeitá-la. E sei que vai fazer falta num País onde continuam a faltar mulheres na política. E gente civilizada. Como ela.
Uma mulher de confiança
Sérgio de Almeida Correia,


É isso que gosto mais em ti, Sérgio: és saudavelmente imprevisível. Mas absolutamente coerente, ainda que desarmes quem te quer rotular à força. Não resisto a dizer-te, depois de ler este texto, que és tão fiável, vertical e corajoso como acho que ela foi sempre. Resumindo: também tu fazes falta na política activa. Ou talvez naquela que é mais visível.
Subscrevo o que escreves, Sérgio, se me deixares.
Não precisas de perguntar. Tens carta branca.
Faz falta, sem dúvida, Sérgio: a política portuguesa – e a sociedade portuguesa, em termos mais gerais – perde muito com esta sua morte prematura. Revejo-me em tudo quanto escreveste.