A ler


Pedro Correia,

Este excelente editorial do Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios.

7 comentários em “A ler”

  1. Por acaso já tinha lido este editorial (tal como o do Correio da Manhã) e pergunto: então e só agora é que repararam no que as agências de rating estão a fazer? Só agora é que perceberam que o problema não era apenas nacional (como alguns pretendiam, para daí retirar dividendos políticos) e é geral, sobretudo aos países da zona euro? Então um novo governo, do PSD e com maioria, não iria amansar os mercados? O Carlos Moedas não tinha garantido tal reviravolta na evolução dos juros? O Prof. Cavaco não tinha até dito que se fosse reeleito logo à primeira volta os juros desceriam? Por onde andaram este tempo todo? A atirar foguetes porque pensavam que a culpa era toda do Sócrates e que, corrido do governo, os problemas resolveriam-se?
    Espero, sinceramente, até para meu próprio bem, que isto melhore o quanto antes, mas não vejo como. Quem se iludiu com a ideia de que tudo melhoraria com a eleição de Passos Coelho já deve ter levado com um banho de realidade, desde logo com as promessas já quebradas (como chamavam ao Sócrates por fazer isto mesmo?) e, desconfio, até poderá vir a ter saudades de Teixeira dos Santos e da sua equipe.
    Abraço.

  2. Só há um erro (grave) no artigo: é que quem fez cair o Governo não foi José Sócrates. O homem fez muitas maldades, mas essa devemo-la a Passos Coelho (“um murro no estômago “?; ja devia estar a contar com ele) e a Miguel Relvas. O seu a seu dono.

  3. Está na altura de atirar para o lixo as agências de rating e mais as suas manipulações financeiras. A culpa é da Europa, que permite esta ditadura oportunista e se verga a ela.

  4. Guns don’t kill people. People kill people.

    A culpa não é das “agências”. É da dívida. É de a dívida ser impagável. É da impossibilidade de sair dessa situação sem a possibilidade de se desvalorizar soberanamente a moeda.

  5. Não percebo porque é que os políticos e comentadores continuam a usar as agências de rating como bode expiatório. A realidade nua e crua é que – independentemente das intenções e actos do novo governo – a execução orçamental desde o principio do ano foi um desastre e não há razões para acreditar que será rapidamente invertida. O orçamento é como um petroleiro em alto mar: demora bastante a alterar o rumo. A isto junte-se o possível default da Grécia. Por muito que custe admitir a realidade é que há razões fortes para o downgrade.

  6. Gostei mt dos comentários a este post: afinal a culpa vem do exterior (por ex., a Ana diz que é da Europa). Afinal, parece que Sócrates falava verdade.

    Em relação ao Pedro Santos Guerreiro – economista – descobriu agora (antes tarde do que nunca!) o papel nocivo das agências de rating!
    Ainda há-de vir a escrever para “ilibar” o terrível Sócrates! afinal, vítima das ditas agências!

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