11 comentários em “Um título que gostaria de ter feito”

  1. É, de facto, um grande título, Pedro. Mas espero que não seja verdadeiro, e que dos mais de cinquenta anos de “exílio” venham ainda a ser descobertos muitos tesouros.

    Só espero que ninguém se lembre de agora querer fazer um filme. Nenhum realizador filmaria hoje The Catcher in the Rye com um adolescente a fumar compulsivamente. E o cigarro é uma parte importante da imagem que todos fazemos do Holden Caulfield.

    1. Vale uma aposta João Campos? Não faltarão pretendentes a: fazer filmes, biografias – nunca por ele em vida permitidas. Espera-se, entretanto, sensibilidade e bom senso da parte dos filhos….E como aqui já foi dito, transpor para o cinema uma boa obra literária é sempre um grande risco e quase sempre um acto falhado – é comum dizer-se no “meio” é mais fácil um mau livro dar um bom filme…;))

      1. Não aposto, cara Maria, porque não teria qualquer hipótese de ganhar. Vai ser um frenesim: o mundo cinematográfico, para tentar arranjar os direitos da obra de Salinger, e o mundo literário, a tentar descobrir o que escreveu ele (se escreveu) nos últimos cinquenta anos.

    2. Holden Caulfield é uma das mais inesquecíveis criações literárias do século XX. Ao nível do Mersault de Camus. E um pouco a antítese do Gatsby de Fitzgerald. No fundo, um símbolo da América de ontem. E de hoje também.

  2. .. o cigarro e o chapeu! 🙂 as dores de cabeça que me deu a análise desta obra em literatura inglesa. Mais tarde, muito mais tarde, aprendi a apreciá-lo.

    Mais um que se silencia sem que o Mundo produza génio igual.
    digo eu..

    __
    Bom fim-de-semana, Pedro.

    1. Salinger afastou-se voluntariamente da ‘espuma dos dias’ que cobriu o mundo nestas décadas. Durante muitos anos foi a figura mais misteriosa da literatura universal. A morte física dele assinala também o fim deste mito, Catarina. No fundo, é uma espécie de morte dupla.

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