«O governo apresentará "em breve" a Bruxelas um Plano de Estabilidade e Crescimento que "dará a indicação clara" de que vai seguir políticas que garantem a redução do défice.» Por outras palavras: uma indicação clara para escamotear uma situação negra?
Ora, Bruxelas já deve saber algumas histórias sobre o cumprimento de promessas do governo que temos. Por isso, talvez fosse melhor menos indicações e mais indicadores. Em suma: menos palavras e mais trabalho.

Pois.
Bruxelas e Lisboa, são ambas vinho da mesma pipa, que é como quem diz, ‘isto anda tudo ao mesmo’. Então, alguém com um mínimo de bom senso poderá acreditar na boa-fé de quem faz empréstimos a um país, agora sim, verdadeiramente ‘de tanga’, como o nosso, para financiar projectos absolutamente faraónicos e – se não de uma utilidade mais que duvidosa – pelo menos de uma total inoportunidade neste momento? Não tenhamos ilusões: os interesses de Bruxelas são iguaizinhos aos da “praia de Madrid” e são eles os principais promotores dos grandes elefantes brancos deste pequenino jardim à beira mar plantado.
Jardim? Estás a pôr-me nervoso.