Um teste por dia, nem sabe o bem que lhe fazia!


Maria Dulce Fernandes,

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Alternando de quarentena em quarentena, esburacando continuamente o trato nasofaríngeo com as cotonetes xl dos testes hospitalares, atendendo a aulas e tempo de estudo em telescola, passou a ser este o dia a dia das nossas famílias com crianças em idade escolar e pré-escolar.

Hoje a Maria testou positivo e toda a turma recolheu ao isolamento profiláctico com um teste PCR marcado para daqui a cinco dias e um outro para daqui a dez dias. Há duas semanas, mais coisa, menos coisa, foi o Gonçalo a testar positivo e consequente isolamento e consequente testagem e consequente telescola… Depois de três dias de aulas in situ,  voltam todos para casa.

Vamos todos às vacinas para prevenir estas ocorrências? A ficção afinal é uma realidade.

Ou será paranóia?

Então e os pais? Não se testam? Não será melhor fazerem todos um teste rápido só para descargo de consciência?

Compram-se online! Fazem-se em casa! É sempre bom ter uma dotação razoável na nossa farmácia particular. Quem sabe se amanhã alguém que está positivo e assintomático não nos vem perguntar que horas são?

Então e os pais? Não trabalham? Quantos poderão deixar os empregos em suspenso ad eternum?

Sim, sim, a segurança social paga a cem porcento… bem, não é bem a cem por cento, mas a segurança social paga para as famílias estarem com os filhos em casa!

E quantas empresas terão capacidade para funcionar a meio gás durante semanas, senão meses, com os colaboradores em sucessivos e infindáveis isolamentos? É um facto que as dificuldades extrapolam o impensável, mas as empresas ainda podem pedir apoios ao estado para colmatar estes ditos contratempos.

E voltamos à pescadinha de rabo na boca.

 

Desejo um excelente Natal ou tele-Natal a todos os autores, comentadores e leitores do Delito de Opinião. Paz, Saúde e muita paciência.

Deus vos abençoe.  Beijinhos.

26 comentários em “Um teste por dia, nem sabe o bem que lhe fazia!”

  1. O remédio para isto passa por as pessoas recusarem testar-se.
    Eu nunca fiz um teste à covid-19 e, a não ser que seja obrigado a tal, não tenciono jamais fazer. Nem que tenha que prescindir de alguns gostos.
    Para que raio hão de as pessoas testar-se, se não se sentem mal? Se não estão doentes, para que hão de andar à procura de uma doença de que, claramente, não padecem? Se um vírus não faz mal a 80% da população, para que raio hão de as pessoas andar afanosamente a procurá-lo?
    Enquanto esta ditadura persistir, em que pessoas saudáveis são proibidas de trabalhar, o melhor é resistirmos – nunca nos testando!

  2. Eu ando tão desorientado, tão desorientado que até para saber se estou doente tenho de fazer um teste.
    E depois ando tão esquecido, tão esquecido que faço o teste num dia e no dia a seguir já não me lembro do resultado e tenho de fazer outro.
    Esta minha cabeça…

    1. Tenho um medicamento bom para esta depressão sazonal, Carlos. Nada como sentar-se a ver a chuva cair a tomar uma chávena de chocolate quente.
      Ah! A seguir três dedos de whisky puro e pronto! Já está. Os mais fracos de espírito poderão também ter que enfrentar alguma revolução intestinal.
      Festas Felizes.

  3. Agora que os computadores e os telemóveis passaram de moda e já não empurram as economias, há-que procurar novos modelos de negócio. Esta coisa da pandemia é um achado.

  4. Feliz consoada, Dulce. Com janelas bem abertas, testes anteriores e posteriores para toda a família, duas cadeiras de intervalo entre cada pessoa à mesa e de máscara sempre posta, entre duas garfadas super-rápidas.
    O nosso PM diz que com ele será assim. Até dá vontade de ir lá espreitar, a ver se cumpre o que prometeu.

      1. Com as minhas crianças a coisa tem estado calma. Ainda não vieram para casa este semestre. Mas eu não permito de sejam testadas se não tiverem sintomas. Duas delas ainda não sabem o que é o cotonete no nariz…

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