
«Eça escreveu sobre os dias de hoje e já lá vão mais de cem anos».
«Conhecido pelo realismo da palavra, Eça de Queirós versou sobre um país só comparável à Grécia, n’ As Farpas, de 1872. Mais de cem anos depois, a Renascença encontrou “queirosianos” num espaço que o próprio escritor frequentou e foi tentar perceber, com Eça como mote, o que mudou em Portugal.»
Uma leitura rápida e recomendável. Sem surpresas, mas muito recomendável. Um encontro com Pedro Rebelo de Sousa, Francisco Seixas da Costa, Miguel Sousa Tavares, Mário Vilalva e Mariana Eça de Queirós.
Só comparável à Grécia, mas já alguem tentou pôr-nos a imitar os alemães.
Chegamos a marchar de braço no ar já o Hitler tinha morrido há mais de 20 anos!
Agora insistem jornalistas e políticos “do mundo inteiro” que temos que fazer como os alemães.
Ora porra! será que o botas era bruxo? antes do tempo?
O Eça é que não precisou de ser bruxo, porque continua vivo.
Espantoso, não é? Vivíssimo. Alguns trechos poderiam ter sido escritos há uma hora atrás (eheh, esta foi para te picar)
A situação que o Eça identificou sobre Portugal, outros o fizeram sobre outras sociedades, suas contemporâneas ou não. Há escritos muito anteriores a Cristo que descrevem situações das sociedades, nações ou estados que se aplicariam como uma luva, às sociedades de hoje. O Homo sapiens sapiens, biologicamente, não evoluiu nada nas últimas dezenas de milhar de anos.
Certo. «O Homo sapiens sapiens, biologicamente, não evoluiu nada nas últimas dezenas de milhar de anos», excepto na tecnologia blogosférica. De resto, o Homo sapiens descreveu sociedades e situações que podiam ser de hoje, certamente. Apenas, ao contrário do Eça, esqueceu-se de as identificar e de lhes dar nomes.