Sejamos claros. Mantendo-se as circunstâncias, foi tão vergonhosa a comemoração do 1º de Maio em Estado de Emergência como será uma celebração de 13 de Maio em Fátima em termos semelhantes (autocarros, ajuntamentos, etc.) durante a Calamidade. Permitir a uns o que não se admite a outros está sempre errado. O que a CGTP não provou (e a ICAR também não conseguiria demonstrar para o 13 de Maio do ponto de vista de fé que professa) é que uma celebração dentro do quadro do EE prejudicaria de forma irrecuperável direitos que representa. Sem essa demonstração, o 1 de Maio foi uma excepção injustificável e um exercício arrogante de falta de solidariedade. Um erro grave não se apaga com outro. Neste caso, como (quase) sempre, a lei das compensações só aprofunda a dimensão dos erros, não os repara.
Um novo erro não apaga um erro anterior
Rui Rocha,

Concordo em absoluto. Só não percebo as declarações dos dirigentes do PSD e CDS,eles votaram no parlamento a favor das comemorações do 1 de Maio.O deputado João Oliveira do PCP,hoje lembrou isso.
https://www.publico.pt/2020/05/02/politi ca/noticia/surpresa-direita-pcp-lembra-p sd-cds-aprovaram-accoes-1-maio-1914869
Se a Igreja quiser, demonstrando a maior devoção e fraternidade, dar um belo coice ao PCP, então deveria apelar à não participação dos fiéis no 13 de Maio, alegando respeito pelo confinamento decorrente do estado de calamidade.
Já o fez — a Igreja já disse que os fiéis devem assistir às celebrações de 13 de Maio através da Internet.
Se voltarem atrás, é mais um erro a acumular aos outros. Aliás, daqui a uma semana vamos ver os números disparar novamente.
Não fez não, vai haver celebração mas só com dirigentes eclesiásticos, no fundo tal e qual a CGTP.
Quem tiver que pagar promessa só lá para Outubro
“Sem essa demonstração, o 1 de Maio foi uma excepção injustificável e um exercício arrogante de falta de solidariedade.”
Errado. A manifestação de 1 de Maio foi uma manifestação de Poder, Intimidação.
Todos os outros devem fazer o mesmo.
lucklucky
Adoro aquela argumentação tão portuguesa de que não se pode ser extremista e há que considerar as excepções.
“Um novo erro não apaga um erro anterior”.
Mas distrai. E se este governo é competente em alguma coisa, é nas campanhas de distração.
A batata quente fica agora nas mãos dos bispos. Não podem usar mais o argumento de estarem a cumprir as normas sanitárias emanadas da autoridade civil, quando a própria ministra da Saúde refere não haver especiais imposições. Se mantiverem a anulação da peregrinação, serão acusados de serem “mais papistas que o papa” e de estarem a tirar a devoção às pessoas; se revirem a decisão, estão a cair na esparrela montada pelo governo.
Não vai haver peregrinos em Fátima. Os bispos deram uma chapada de luva branca ao poder.
O poder seja qual a carga ideológica é sempre arrogante!