



A RTP, fiel à sua vocação, fez serviço público. Mas por ínvios caminhos, fornecendo-nos um exemplo concreto do que é a propaganda em larga escala travestida de informação. Em quatro penosos serões dedicados a Vladímir Putin, o agressor da Ucrânia.
O ditador russo foi estrela numa série de entrevistas em Moscovo entre Fevereiro de 2015 e Fevereiro de 2017 conduzidas pelo cineasta Oliver Stone, admirador assumido de Hugo Chávez e Fidel Castro – péssimo cartão-de-visita. The Putin Interviews, transmitidas há cinco anos nos EUA com base em 12 conversas entre Putin e Stone, foram agora desenterradas na RTP3. Deviam constituir material pedagógico em cursos de Comunicação Social. Como demonstração prática do que não deve ser feito.
Estamos perante um despudorado exercício de sabujice. Stone coloca o entrevistado nos píncaros. Debitando frases como estas: «O senhor é um verdadeiro filho da Rússia e serviu muito bem o seu país»; «O senhor é um homem de sorte, tem duas boas filhas»; «Está com bom aspecto»; «Podia ser uma estrela de cinema».
Quatro horas de conversa mole, em que o realizador de Platoon assume a cumplicidade com o interlocutor e anfitrião – já depois da anexação da Crimeia por forças russas em flagrante violação do direito internacional. Que isto seja exibido quando a Ucrânia é hoje alvo de um acto de guerra sem precedentes na Europa desde 1945 roça o despudor. Ou até o obsceno.
Putin surge sempre em contexto positivo. Disciplinado, trabalhador, dedicado ao país. Visto a cavalgar, a praticar judo, a disputar uma partida de hóquei no gelo. Contemplamos a mansão de campo do entrevistado, com capela privativa guarnecida de ouro, e a piscina olímpica de que o déspota dispõe para seu uso privativo.
Condescendente, serve cafezinho a Stone e até faz de motorista, dando-lhe boleia na viatura oficial entre o centro da capital russa e a luxuosa vivenda no bosque onde passa parte do seu tempo.
Sem genuíno contraditório, quase sem uma questão incómoda, sucedem-se perguntas dignas de um programa de humor. Eis algumas: «Os seus pais tinham orgulho em si?»; «Gosta dos seus netos?»; «Como foi o seu dia?»; «O senhor sabe qual é o seu destino?»; «Alguma vez perde a calma?» Putin responde à última com uma graçola misógina: «Não sou mulher, não tenho dias maus.»
Stone escancara a boca num sorriso alarve.
O cineasta humaniza Putin enquando demoniza os EUA, seu país. «Na América, o dinheiro compra o poder», garante. «A estratégia americana é destruir a economia russa», assegura. Em Moscovo, ao contrário do que sucede em Washington, «não há vigarice nem corrupção».
O senhor do Kremlin, lisonjeado, aproveita para debitar mais propaganda: «Somos um país democrático e lutamos pelos direitos humanos.» Com frases dignas de Rei-Sol: «Só temos de agradecer a Deus a oportunidade de servir o nosso país.» O outro faz-lhe vénia.
Parecem dois compinchas em amena cavaqueira. Comparado com Oliver Stone, António Ferro era um modelo de isenção quando entrevistava Salazar.
Texto publicado no semanário Novo.

Putin’s Parrot…
Bem amestrado. Dá a pata ao Putin.
O Oliver Stone é suspeito. O guião dos documentários é totalmente apologético do Voldemort.
Deve ter saído destas 12 sessões de propaganda no Kremlin e na datcha do czar Vladimiro cheio de aftas na língua de tanto lhe limpar as botas com a dita. E com a cervical em estado lastimoso.
1 – A “propaganda Ocidental” cega, desprovida de sentido crítico, e sem pertinência hermenêutica ou interpretativa, continua pujante nos Posts que se sucedem, a um ritmo alucinante.
2 – A saga anti-Putin, e o endeusamento do «regime zelensky & azov», atinge os píncaros da quase loucura. É quase uma alucinação colectiva, como aquelas que levaram às catástrofes que infelizmente ocorreram na história humana.
3 – O impulso incontrolável de se afirmarem do lado Ocidental é irracional e imaturo.
4 – Não são capazes de parar, respirar fundo, e pensarem com mais calma e ponderação?
5 – Isto não é um filme de cowboys de hoolywood, nem uma série televisiva da “guerra dos tronos”, nem um jogo na playstation.
6 – Já não chega, de desvario e irresponsabilidade? Ainda querem enviar mais armas?
7 – Ouçam a razão da Rússia, no seu temor pela ameaça da Nato/EUA à sua segurança. As actuais fronteiras da dita “Ucrânia” são uma fraude, perpetrada em 1991, pelo desejo ganancioso de conquista dos EUA/Nato.
8 – Façam como a China e a Índia, que são quase metade da população do Mundo.
Fazer como a China e a Índia?
Chiça, só faltava mesmo isso.
Vocês, aí em Moscovo, não arranjam nada melhor como modelo?
1 – Se, só através de um “Acordo” se resolve este conflito;
2 – E, se a condição substancial e concreta é traçar uma “fronteira” entre o que é “Ucrânia” (Nato/EUA/UE) e “Rússia”;
3 – Então, aqui no seu “Delito de Opinião”, antecipemo-nos nós a essa negociação, e façamos o prognóstico (usando o Mapa) onde será essa “fronteira”.
4 – Ou seja, no final, em cada uma das nossas opiniões, que parte será o país soberano “Ucrânia”, e qual a parte com que a Rússia ficará?
Condição prévia para qualquer acordo é a devolução da Crimeia à Ucrânia.
Território espoliado por Moscovo em 2014, violando as mais elementares regras do direito internacional.
Não é verdade.
A Crimeia era russa, viviam lá 98% de russos. E foi declarada zona autónoma na condição de uma amizade com a Rússia.
Essa condição foi quebrada pela xenofobia nazi e fascismo segregacionista do «regime zelensky & azov», instigado pelos EUA/nato e pelos prussianos polacos e lituanos que foram derrotados em 1945.
A Crimeia é território ucraniano – e como tal reconhecido pelo direito internacional.
Aliás os habitantes originais da Crimeia eram tártaros, turcomanos, nunca foram os russos. Submetidos a genocídio por Estaline. Como os próprios ucranianos aliás.
A norte, tracem uma linha entre Karkiv/Karkov (antiga capital da urss) e Dnipro, e ponham uma zona de segurança e desmilitarizada entre Sumy e Poltava.
A sul, tracem uma linha entre Donetsk, Zaporizhia, Nikolaev, Odessa e a Transnístria.
O que se impõe, sem demora, é desmilitar a Rússia.
Mas, primeiro, há que desnazificá-la. Transformar o Grupo Wagner em Grupo Chopin.
Ainda ontem,ouvi de uma mulher,elogios a este nojo de conversa!Se calhar ” o dia mau”da mãe dele ,foi tê-lo parido! Nojento!
É para se perceber ainda melhor o nível do sujeito que patrocina a violação de mulheres e meninas na Ucrânia.
Estes comentários sobre as mulheres,tiram-me do sério.Todos,mas todos,saem de uma mulher!
Stone(d) achou imensa graça.
O Vlodmort não! Foi moldado à imagem e semelhança de um monte de esterco, pleno de sopro divino.
Stone, amigo de Putin, completa a trilogia. Já era amigo de Fidel Castro e Hugo Chávez.
Faz sentido.
Oliver Stone é o grande realizador de Platoon, The Doors e JFK que percebe bem a natureza humana. Não fica bem denegrir a imagem de quem está só a fazer um documentário para dar a conhecer ao mundo quem é Putin. Custa assim tanto pensar e perceber um pouco? Queria o quê, que o Oliver Stone fizesse cara feia, chamasse nomes ao Czar da Russia em vez de o bajular, ou vai dizer-me que se o Sr. Correia entrevistasse Putin que o punha logo em sentido? Por amor de Deus, agora até querem levar para a fogueira o Oliver Stone por uma entrevista de 2015.
Stone aparece aqui, vergonhosamente, como capacho de Putin.
Fazendo-lhe perguntas como «Os seus país tinham orgulho e si?»
Nada que admire. Já serviu de capacho a outros ditadores, como Fidel Castro e Hugo Chávez.
Este é só mais um.
Impressionante !!
Sempre que venho aqui ao delito leio sempre o Sr. Correia a cascar em alguém, nem a minha vizinha Rosa consegue tal proeza.
Maria das Dores
Deve ter adorado aquela frase do Putin: garantia ele que, ao contrário das mulheres, não tem “dias maus”.
Com o amigo Olivier a rir à gargalhada, embevecido com tanto sentido de humor…
Contemos a coisa, por cada um dos dez dedos das nossas mãos:
1 – Ingenuidade e cegueira.
2 – Muitos «fanfarrões Ocidentais» (sobretudo os cronistas e palradores) comentam, com aquela convicção de que a acontecer uma Guerra generalizada (quiçá nuclear), será lá longe.
3 – Não ligam nem dão crédito aos indícios, que desde há uma década ocorrem ao seu redor, nas cidades da Europa e EUA.
4 – Estão convencidos de que há uma unanimidade nas sociedades ocidentais, e que a acontecer essa Guerra, estão protegidos pelas bombas dos EUA/Nato.
5 – Armam-se em fanfarrões, por julgarem que têm as costas protegidas, e podem desafiar a Rússia (e a China, pois a derrota da Rússia seria uma ameaça à sua segurança) sem receio.
6 – Ora, como se viu recentemente em França (e aqui no debate em Portugal, e na maioria dos países europeus) essa Guerra, muito antes de cá chegar, e de estar decidida a favor dos EUA/Nato ou da Rússia/China, fazia estalar outra, muito mais devastadora e fratricida.
7 – Refiro-me às guerras civis que estoiravam aqui, nas ruas desses fanfarrões, entre os apoiantes de uns e dos outros.
8 – A clivagem e a fractura são mais do que evidentes. É, como em todas as guerras de grande escala, entre os dois blocos e as duas razões que se conflituam desde o início da Humanidade, derivadas das assimetrias a que sujeitam a condição humana: os favorecidos e os desfavorecidos, os ricos e os pobres, os 2% detentores de 90% de toda a riqueza e os outros seres humanos.
9 – Ingenuidade e cegueira.
10 – A ilusão, de que a pior guerra será lá longe. De que não há uma purga latente, aqui, mesmo à nossa beira, para a qual só falta uma minúscula faúlha para ser acendida e iniciada. Muito antes das bombas cá chegarem… teremos aqui as casas incendiadas e destruídas.
O seu verdadeiro nome será Moisés?
Pergunto isto porque recorre muito ao decálogo.
26Abril2022: “Uma ameaça de bomba obrigou esta terça-feira à evacuação do edifício da empresa Generali Seguros, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte do Comando Metropolitano da PSP”.
Não parará…
Foi o Putin que mandou pôr a bomba?
A tal “Guerra Generalizada” não se fará como a que decorre na Ucrânia, nem como a de 1939-45, ou a do tempo de Napoleão.
Em que dois exércitos, de ambos os lados, com milhares de soldados, se bombardeiam uns aos outros num determinado local.
Essa “Guerra Generalizada” far-se-á através de uma guerrilha generalizada, espalhada por todo o Mundo, através de pequenas células de pessoas com nacionalidades e identidades muito diversas.
As bombas, os atentados e os incêndios serão “generalizados”, feitos por essas células de pequena dimensão ou em actos individuais, sem se saber onde está o “inimigo” (como no “11 setembro”, no Bataclan, etc.).
Basta analisar quantas pessoas vivem na Europa, cujas famílias e familiares foram bombardeados e massacrados pelas tropas EUA/Nato/UE, e agora são cá cidadãs.
Putin ordenou a deportação forçada de população civil ucraniana para território da potência ocupante – a Rússia, neste caso. ites/default/files/documentos/instrument os/convIVgenebra.pdf ites/default/files/documentos/instrument os/estatuto_roma_tpi.pdf
Isto é uma flagrante violação do direito internacional que vigora até em tempo de guerra, à luz do artigo 49.º da Convenção IV de Genebra.
https://gddc.ministeriopublico.pt/s
E configura também uma situação de crime contra a humanidade, segundo o artigo 7.º do Estatuto do Tribunal Penal Internacional:
https://gddc.ministeriopublico.pt/s
Poderá, com essa narrativa, convencer alguém que é ignorante, não está documentada e não tem conhecimento dos factos.
Mas é só a esses que convence.
A Rússia foi invadida, roubada e ameaçada na sua segurança após 1991 pelos EUA/Nato.
É, aliás, isso que a China, a Índia, e mais de metade da população do Mundo dizem.
Putin terá de responder perante a justiça internacional pelas atrocidades cometidas na Ucrânia.
Em flagrante violação das convenções em vigor, que nem se sente obrigado a cumprir por ter entrado em guerra sem a declarar formalmente. O que é um crime redobrado.
Porque até em guerra há leis e convenções a respeitar.
«É proibido ordenar que não haja sobreviventes, ameaçar o adversário dessa forma ou conduzir as hostilidades em função dessa decisão.» Cito o artigo 23B da Convenção IV de Haia, relativa às leis e costumes da guerra terrestre, e o artigo 40 do protocolo I adicional, de 1973, dos quais a Rússia é subscritora.
https://www.icomos.pt/images/pdfs/2 021/2%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20da%20Haia%2 0guerras%201907.pdf
http://gddc.ministeriopublico.pt/si tes/default/files/documentos/instrumento s/protocoloIgenebra.pdf
Genebra, TPI … Isso é tudo Europeu, Nato, EUA.
Pertence a uma das partes que é beligerante no conflito.
Não tem legitimidade nem imparcialidade.
É lixo.
Nós, aqui, somos europeus.
Vocês aí, em Moscovo, são o quê? “Euro-asiáticos”?
Para complemento (e para quem tiver acesso): tone-o-putin-que-conheci-nao-e-o-assassi no-que-os-media-representam-e-comparam-a-h itler/
https://observador.pt/2022/04/26/oliver-s
Além de sabujo, é canalha.
Stone é um comunista de m* e não vale a pena perder muito tempo com o que ele pensa. Basta pensar que no mundo que ele admira e que defende, ele próprio não existiria.
Para ser consequente, devia estar neste momento nos escombros de Mariúpol, a testemunhar o que é o putinismo em chaga viva. Mas dá mais jeito andar a promovê-lo em palácios e hotéis de luxo.
Parece as entrevistas a Obama…ou boa parte das de cá.
Parece as entrevistas do António Ferro ao Salazar.
Mas estas, apesar de tudo, pareciam mais isentas.
A verdade é que a guerra na Ucrânia veio reconfigurar as coisas e todos nós temos de pensar de que lado estamos e o que é que realmente defendemos.
A minha intuição já antiga sobre o fascismo inerente dos esquerdismo está a confirmar-se e também confirmei que sou muito mais democrata e tolerante do que pensava — tirando a invasão islâmica, porque cai no mesmo erro de tolerar quem não tolera e que se acha dono da terra assim que põe lá um pé nem que passem mil anos.
Há que descolonizar a Crimeia e libertá-la do imperialismo moscovita que lhe impõe um domínio neocolonial.
Nem mais um soldado russo para a Crimeia.
Já nem um documentário de Oliver Stone sobre Putin se pode ver, carissimo. Que paranóia, doença quase mental de aberrante objecção a tudo o que pode lembrar a Russia ou o seu chefe. Os ukranianos são tão bonzinhos, apaguem todas as torturas do passado, as queimadas humanas feitas pelos zalenskis deste mundo. No tempo em que viraram bazis mais as milicias Azov, que andam por là, a defender a Pátria, sem qualquer erro, sempre a disparar sem fogo cruzado, nem a violar ninguém ou a torturar soldados russos. Não, claro. Os soldados ucranianos quando apanham um soldado inimigo, gentilmente, passam o telemóvel para as mãos do inimigo feito prisioneiro para ser ele próprio a dizer à mãe que está vivo e de boa saúde. Isto foi mostrado via propaganda ucraniana , via tv. Alguém acredita nisto?
São essas tretas todas que vos enfiam na tola, aí em Moscovo?
Já nem uma critica ao “documentário” de Oliver Stone se pode fazer…
Trolls moscovitas andam atentos como nunca.