Um Carnaval cheio de Páscoas


Pedro Correia,

Não sei se já repararam: vivemos infestados de lugares-comuns.

A todo o momento somos inundados de mensagens e memes com frases feitas, insuportáveis clichês e monumentais lapaliçadas – quase sempre em “amaricano”, que se tornou o idioma oficial da comunicação tecnológica.

Por isso, cada vez valorizo mais a expressão original e criativa.

Por isso, ao escutar há pouco um diálogo entre dois velhos amigos que se reencontravam na loja onde acorri em busca de víveres para o almoço, ouvi um deles rematar a conversa desta forma:

– Haja saúde e um Carnaval cheio de Páscoas.

Saí de lá com um sorriso. Que ainda não esmoreceu.

0 comentários em “Um Carnaval cheio de Páscoas”

  1. O melhor era todos aprendermos esperanto e esqueciamos o português, o inglês, o francês, o basco e por aí fora. A culpa é dos milenares (millenials), é assim que se diz?

    Carlos Cunha

      1. Mas mais grave do que assassinarem o *amaricano* é como alguns (muitos, demasiados) nados desta tão nobre nação atropelam a sua própria língua, e não falo de gírias e dialectos próprios de cada região mas de *tugamodernoabreviado*.

  2. Na faculdade, numa certa cadeira, era comum jogarmos o bingo da gestão.
    Era escolher certas palavras, como sinergia, core business, benchmarking, e marcar quando alguém (de preferência aluno) disparasse uma. Vir completamente fora do contexto era um bónus.

    Agora é com expressões das américas, trendy, management, running

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