Alguns “analistas políticos” debitam os chavões do costume em piloto automático após terem falhado prognósticos em toda a linha. Esquecem tudo quanto dizem e, portanto, nada aprendem com os erros cometidos.
O homem é o único animal capaz de tropeçar duas vezes na mesma pedra. As televisões insistem em demonstrar-nos isso, serão após serão.

Pessoalmente, e hoje que contrariamente ao que é comum em mim tenho estado com bastante atenção aos canais de televisão, creio que tem toda a razão.
António Cabral
Estou neste momento a ver um senhor de barbas que teima em tropeçar vezes sem conta no mesmo calhau.
Incomoda ouvir as verdades que quase mais ninguém diz e levar com a realidade (o calhau) todas as semanas.
Mais pluralismo não é o que defendem os “democratas” como o Pedro Correia, então ele aí está.
Não se sinta ofendido por eu ter escrito a palavra calhau.
Ora bem.
Como já tinha previsto a única coisa a gostar nestas eleições é o prego, mais um no caixão da credibilidade jornalista/comentador marxista, mesmo aqueles que nem sabem que o são por osmose.
Você pode não tropeçar na mesma pedra, mas está sempre a tropeçar no marxismo. Vê-se que é fã dos Irmãos Marx.
Quase tudo o que acontece no jornalismo é por causa do Marxismo dos seus praticantes…
Porque é que o Tsipras teve honras de primeira página?
E agora já não tem?
Porque é que foi notícia os jornais portugueses terem colocado a morte de Chavez em grande destaque?
Porque é um visão do mundo marxista. Uma cultura.
Esqueça essa obsessão. O marxismo já marchou.
E o Pedro só faz análises com terra à vista. A coligação apresenta 36,91% de votos. A percentagem de votos do PSD em 2011 foi 38,63 e a do CDS foi de 11,74. Isto é 50,73%. Perde cerca de 14%.
O PS teve 28,06 em 2011 e agora 32,36%.
Duas questões a esclarecer:
– A coligação vai derrotada também face à maioria que pedia. Mas perde em % para o PS.
– O resultado eleitoral só é surpreendente pela clara e única vitória que ocorreu no BE: 5,19% em 2011 e 10,22 em 2015.
Agora deixe-me dizer-lhe sobre as minhas análises (que falharam): o intervalo que lhe apontei num post (em conversa com o Nuno), vitória do PS entre os 9% e os 15% (com margem de erro entre 10 e 15% para os valores apontados em percentagem), só não contemplavam a diminuição da abstenção e o aumento de votos para o BE, e parte desses votos migrou da coligação. Logo, os valores são plausíveis.
Nota: o PCP sobe também face às últimas legislativas.
Mas o Pedro não só não faz contas como se imbuiu de uma cassete que acusa o PC de ter e julga ser análise as sínteses que apresenta depois de ver terra. A análise, para além de dados matemáticos, também é fruto do elemento especulativo que imana da intelectualidade. Quem não faz isto não só não erra como nunca acerta.
Boa tentativa, Vento. Vá continuando a tentar.
Continuo, sim, Pedro. E atento também às suas.
Não nos quer mostrar uma que tenha acertado? Ou os analistas para si são só os da TV?
Pois, desta vez as sondagens acertaram melhor.
Coloquei 5% a menos para o PSD e 5% a mais para o BE.
Acertei no PS e CDU… e pensei que o PDR elegesse alguém.
Curiosamente, desde o tempo do PRD que nunca mais o eleitorado português saiu de tocar a mesma música com as mesmas teclas.
Há quem diga que a máquina está a tocar em playback… não sei, nem me interessa muito.
Ninguém sabe o preço que se paga por brincadeiras deste género, mas um dia saberemos, e o preço será bem caro a quem tiver que o pagar.
No fundo, meu caro, o PDR é um PRD invertido. Isto sem beliscar a macheza do doutor Marinho e Pinto.
Invertido pode não ser, mas extrovertido é.
Mas, o mais notável, e conto que poderá dar disso melhor conta do que eu, será algo absolutamente notável o resultado do PSD/CDS… depois de toda uma campanha na comunicação social destinada a descredibilizar e levar o Costa ao colo, e até o próprio BE foi parcialmente ajudado.
O programa de Ricardo Araújo Pereira seria considerado tendencioso e banido, caso tivesse feito o mesmo em sentido oposto.
Em coerência com o meu voto em Passos de 2011, só poderia querer a derrota do Passos de 2015, mas enfim não podemos deixar de notar os penaltis descarados na grande área.
Costa foi levado ao colo, Catarina poderia ter ganho o voto feminino, e apesar de tudo isso, Passos manteve-se. História notável.