Tropeçar na mesma pedra


Pedro Correia,

Alguns “analistas políticos” debitam os chavões do costume em piloto automático após terem falhado prognósticos em toda a linha. Esquecem tudo quanto dizem e, portanto, nada aprendem com os erros cometidos.

O homem é o único animal capaz de tropeçar duas vezes na mesma pedra. As televisões insistem em demonstrar-nos isso, serão após serão.

0 comentários em “Tropeçar na mesma pedra”

  1. Pessoalmente, e hoje que contrariamente ao que é comum em mim tenho estado com bastante atenção aos canais de televisão, creio que tem toda a razão.
    António Cabral

      1. Incomoda ouvir as verdades que quase mais ninguém diz e levar com a realidade (o calhau) todas as semanas.
        Mais pluralismo não é o que defendem os “democratas” como o Pedro Correia, então ele aí está.

  2. Ora bem.

    Como já tinha previsto a única coisa a gostar nestas eleições é o prego, mais um no caixão da credibilidade jornalista/comentador marxista, mesmo aqueles que nem sabem que o são por osmose.

      1. Quase tudo o que acontece no jornalismo é por causa do Marxismo dos seus praticantes…
        Porque é que o Tsipras teve honras de primeira página?
        E agora já não tem?
        Porque é que foi notícia os jornais portugueses terem colocado a morte de Chavez em grande destaque?

        Porque é um visão do mundo marxista. Uma cultura.

  3. E o Pedro só faz análises com terra à vista. A coligação apresenta 36,91% de votos. A percentagem de votos do PSD em 2011 foi 38,63 e a do CDS foi de 11,74. Isto é 50,73%. Perde cerca de 14%.

    O PS teve 28,06 em 2011 e agora 32,36%.

    Duas questões a esclarecer:
    – A coligação vai derrotada também face à maioria que pedia. Mas perde em % para o PS.

    – O resultado eleitoral só é surpreendente pela clara e única vitória que ocorreu no BE: 5,19% em 2011 e 10,22 em 2015.

    Agora deixe-me dizer-lhe sobre as minhas análises (que falharam): o intervalo que lhe apontei num post (em conversa com o Nuno), vitória do PS entre os 9% e os 15% (com margem de erro entre 10 e 15% para os valores apontados em percentagem), só não contemplavam a diminuição da abstenção e o aumento de votos para o BE, e parte desses votos migrou da coligação. Logo, os valores são plausíveis.
    Nota: o PCP sobe também face às últimas legislativas.
    Mas o Pedro não só não faz contas como se imbuiu de uma cassete que acusa o PC de ter e julga ser análise as sínteses que apresenta depois de ver terra. A análise, para além de dados matemáticos, também é fruto do elemento especulativo que imana da intelectualidade. Quem não faz isto não só não erra como nunca acerta.

      1. Continuo, sim, Pedro. E atento também às suas.

        Não nos quer mostrar uma que tenha acertado? Ou os analistas para si são só os da TV?

  4. Pois, desta vez as sondagens acertaram melhor.
    Coloquei 5% a menos para o PSD e 5% a mais para o BE.
    Acertei no PS e CDU… e pensei que o PDR elegesse alguém.

    Curiosamente, desde o tempo do PRD que nunca mais o eleitorado português saiu de tocar a mesma música com as mesmas teclas.
    Há quem diga que a máquina está a tocar em playback… não sei, nem me interessa muito.
    Ninguém sabe o preço que se paga por brincadeiras deste género, mas um dia saberemos, e o preço será bem caro a quem tiver que o pagar.

      1. Invertido pode não ser, mas extrovertido é.

        Mas, o mais notável, e conto que poderá dar disso melhor conta do que eu, será algo absolutamente notável o resultado do PSD/CDS… depois de toda uma campanha na comunicação social destinada a descredibilizar e levar o Costa ao colo, e até o próprio BE foi parcialmente ajudado.
        O programa de Ricardo Araújo Pereira seria considerado tendencioso e banido, caso tivesse feito o mesmo em sentido oposto.

        Em coerência com o meu voto em Passos de 2011, só poderia querer a derrota do Passos de 2015, mas enfim não podemos deixar de notar os penaltis descarados na grande área.
        Costa foi levado ao colo, Catarina poderia ter ganho o voto feminino, e apesar de tudo isso, Passos manteve-se. História notável.

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