” Abençoada mãe que deu à luz esta filha”
” Boneca, és colírio para os meus olhos”
” Querida, se não fosse casado, casava-me já contigo”
Aqui ficam três exemplos de piropos, muito do meu tempo, com que o BE pretende acabar, sabe-se lá bem porquê. É claro que há muitos outros jocosos e até ordinários, que dependem do grau de instrução de quem os profere. Mas, por norma, são uma explosão natural de apreço que elogia mais do que ofende.
Num país em que cenas de sexo muito explícito passam diariamente na tv e no cinema – para não referir os computadores -, a qualquer hora, integrando o cardápio da (in)formação televisiva, pública e privada, aquele partido, na actual conjuntura, considera da maior oportunidade, calar a voz dos portugueses que utilizam esta prática latina. Pena que não haja, hoje, um bonito homem no BE, para eu lhe dar um piropo. Oxalá houvesse!
Num país em que cenas de sexo muito explícito passam diariamente na tv e no cinema – para não referir os computadores -, a qualquer hora, integrando o cardápio da (in)formação televisiva, pública e privada, aquele partido, na actual conjuntura, considera da maior oportunidade, calar a voz dos portugueses que utilizam esta prática latina. Pena que não haja, hoje, um bonito homem no BE, para eu lhe dar um piropo. Oxalá houvesse!
Haja paciência para tanta tolice.


Então e o dr. Semedo? Só o vejo com meninas bonitas, por alguma razão será.
Palha de Aço
Os homens feios, mas interessantes – é o caso do João Semedo que fora do âmbito político é um “doce” de pessoa – atraem as mulheres… mas não fazem deles homens bonitos!
Com tanto assunto sério para discutir vamo-nos preocupar com piropos que quando inofensivos até poderão levantar o ego de quem o poderá ter bem lá no fundo.
“roubei”.
Fez bem!
Cara Helena,
Mas é que não há paciência nenhuma!
E se reparar, cada vez mais, existe uma tentativa de limitar as interacções sociais, normais, entre as pessoas. Não estou a falar de ofensas – em que deve haver protecção para os ofendidos, nem que seja a básica de ripostar – mas sim da normalidade do discurso público.
Isto extravasa para outros níveis: os miúdos já não podem pregar (ou levar) uns murros ou umas chapadas no recreio da escola porque é “bullying”. São ensinados a não se defenderem, mas sim a queixarem-se à escola. Estamos (todos) a criar uma sociedade de redoma, de – passo a expressão – “florzinhas de estufa”, em que a o Estado (maternal e paternal) lhe compete a regulação total das nossas vidas e a protecção daquilo que, quando chegarmos ao fim deste percurso, acabamos por já não ser: Seres autónomos, racionais, independentes, capazes de operar e relacionar em sociedade.
PS: Eu, como Portuense, ficarei expectante à espera da proibição dos meus conterrâneos de nos insultarmos carinhosamente em praça pública!
Carlos Duarte
Dou-lhe toda a razão. É como a proibição da palmada no rabete de uma criança atrevida e mal educada, que deste modo se vai tornar num homem do mesmo tipo.
No caso dos meus filhos, só se perderam as que lhes não dei!
Há por lá um Beleza…de barbas!
Cito um excerto dum excelente artigo de Henrique Rapaso (in Expresso)
…” O Bloco já não é bom como o milho. É uma velha com buço. Sem agenda sexy, sem marketeiros e sem felianas, este partido ostenta um buço igualzinho ao do PCP.Sim, claro, é um buço muito progressista, muito de esquerda, sei lá, mas não deixa de ser um buço.
E, buço por buço, prefiro o da OdeteSantos.”
Estou consigo e com a Odete que era castiça.
A crónica do Henrique é mortal e como sempre parti-me a rir. Agora só falta falar da Apolónia e seus belos decotes. E ainda nos querem calar?!
Dentro da mesma linha, e um dos que eu mais gostava de piropar(?): Abençoados nove meses….