Podia tecer uma manta de justificações para a minha estreia na escolha do “Blogue da semana”, mas parece-me mais simples e justo dar a conhecer um blogue no qual também sou colaboradora e que tem sido um palco de divulgação das preocupações de jovens economistas: Dinamizar Portugal.
Nos últimos posts que escrevi no referido blogue centrei-me numa temática relativamente recente na economia moderna, que relaciona os modelos teóricos já gastos com a vertente comportamental: Neuroeconomia.
Este blogue, fruto de ex-alunos da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, nasceu com o intuito de valorizar o nosso país e sensibilizar a população jovem, de forma particular, para exercer a sua cidadania na luta por melhores condições de vida.
Hoje em dia, as reivindicações da juventude são vistas como mais do mesmo e consideradas até pouco significativas face à herança passada, mas todos sabemos que do debate de ideias surgem ventos de mudança e, se calarmos o que nos oprime o peito, morreremos sufocados sem ao menos exprimir um sopro de descontentamento.
Considero que a génese de um blogue é precisamente dinamizar, dar a conhecer, exprimir, algo que o Dinamizar Portugal tem procurado fazer desde 2010.
A minha escolha prende-se com a oportunidade de partilhar o que considero uma boa iniciativa que deve ser apoiada.

Joana,
Não há modelos teóricos gastos com a vertente comportamental, e a prova disto pode ser verificada na velocidade com que surgem sempre novos produtos com ditas novas funções, mas também se nota isto no refreamento do lançamnto dos mesmos. E é sabido, em termos de pesquisas, que o consumidor raramente adequa a sua compra à necessidade, e a maior parte das vezes nem sabe qual a sua necessidade para poder escolher determinado produto.
Por isto mesmo o marketing visa adaptar-se ao conceito social para encontrar a melhor estratégia de lançamento de produto e/ou a oferta de um serviço. O marketing não cria nada de novo, ele simplesmente faz a leitura em circunstância. São as circunstâncias que determinam o tipo de necessidade e a oferta em função dessa necessidade. O markting também visa a habilidade de se adaptar a euforias.
Por isto mesmo o que determina a economia não são as ciências, mas as circunstâncias.
Todavia, não deixo de me congratular com suas gestões, que visitei, porque nelas vi não um confronto geracional mas um reavivar de modelos sociais que já existiram.
É isso mesmo, as circunstâncias norteiam comportamentos e escolhas. A economia resulta destas circunstâncias e o marketing busca a necessidade, mas manipula a decisão.