Há dias que não blogueio, vagueio apenas. Hoje vim até aqui e fico triste de não ter chegado mais cedo.
Esta canção e esta mulher farão sempre parte da minha vida.Nunca resisto a falar dela. ………………………………….………………………………….……… Era uma tarde de Inverno.Um Janeiro como tantos outros.Ou não. Coisas estranham me aconteciam. Há muito tempo que não escrevia e uma inquietação um pouco azeda incomodava. Mais um dia de trabalho. Agora era apanhar o autocarro e rumar a casa, tudo de noite, as tarefas do costume à minha espera, enfim, o ritual de sempre. Já de saída, alguém me grita lá de dentro: Sabes quem morreu?
Abafei um soluço. Sem olhar para trás, continuei. Atropelada? Uma mulher destas morre assim sem estilo, sem história como qualquer outra? A viagem não era longa. Talvez meia hora. O tempo de escrever mentalmente o meu Requiem. E deixei-o sempre assim. Em bruto.
SARAVA ELIS
Quanto te vi e te ouvi cantar assim como só tu cantavas percebi que nunca mais deixaria de gostar da música do teu País…
O fogo do teu olhar aquele palco tão pequeno pra força de um ARRASTÃO Teu UPANEGUINHO ligeiro cabia todo ele inteiro dentro do meu coração
FASCINAÇÃO nesse encanto que trazia até à gente outra gente tão igual Sabia a mar e a ternura e dava-nos essa loucura de viver para sonhar
Contigo vai um pouco desta alma de mulher comum vulgar e o carinho por alguém que atingiu o mundo inteiro com esse tiro tão certeiro de dizer tudo a cantar
Com Venicius e com Brel Com Lennon e contigo Parte um sonho e AQUELE ABRAÇO Fica também a certeza tão triste, escura e imensa nesse TREM que descarrila e a que a gente chama VIDA
Há dias que não blogueio, vagueio apenas.
Hoje vim até aqui e fico triste de não ter chegado mais cedo.
Esta canção e esta mulher farão sempre parte da minha vida.Nunca resisto a falar dela. …………………………………. ………
………………………………….
Era uma tarde de Inverno.Um Janeiro como tantos outros.Ou não. Coisas estranham me aconteciam. Há muito tempo que não escrevia e uma inquietação um pouco azeda incomodava.
Mais um dia de trabalho. Agora era apanhar o autocarro e rumar a casa, tudo de noite, as tarefas do costume à minha espera, enfim, o ritual de sempre.
Já de saída, alguém me grita lá de dentro: Sabes quem morreu?
Abafei um soluço. Sem olhar para trás, continuei. Atropelada? Uma mulher destas morre assim sem estilo, sem história como qualquer outra?
A viagem não era longa. Talvez meia hora. O tempo de escrever mentalmente o meu Requiem. E deixei-o sempre assim. Em bruto.
SARAVA ELIS
Quanto te vi e te ouvi cantar assim
como só tu cantavas
percebi que nunca mais deixaria de gostar da música do teu País…
O fogo do teu olhar
aquele palco tão pequeno
pra força de um ARRASTÃO
Teu UPANEGUINHO ligeiro
cabia todo ele inteiro
dentro do meu coração
FASCINAÇÃO nesse encanto
que trazia até à gente
outra gente tão igual
Sabia a mar e a ternura
e dava-nos essa loucura
de viver para sonhar
Contigo vai um pouco
desta alma de mulher comum vulgar
e o carinho por alguém
que atingiu o mundo inteiro
com esse tiro tão certeiro
de dizer tudo a cantar
Com Venicius e com Brel
Com Lennon e contigo
Parte um sonho e AQUELE ABRAÇO
Fica também a certeza
tão triste, escura e imensa
nesse TREM que descarrila
e a que a gente chama VIDA
Que te tenha em bom lugar
a SENHORA DA APARECIDA
20 de Janeiro de 1982