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O reitor do Santuário de Fátima acaba de dar uma lição de exemplar civismo à CGTP, que – com o suave beneplácito do Governo e do Presidente da República – juntou no primeiro dia do mês centenas de pessoas na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, transportando muitas delas em autocarros a partir de outros concelhos. Num momento em que eram proibidos os ajuntamentos públicos, a circulação interconcelhia era expressamente interditada e o País permanecia sob estado de emergência pela primeira vez na sua história constitucional. Uma escandalosa e vergonhosa excepção ao dever geral de recolhimento domiciliário imposto pelas supremas autoridades do Estado. Como se houvesse regras que se aplicassem apenas à central sindical de maioria comunista e outras destinadas aos restantes cidadãos.
Fez bem a Igreja Católica, pela voz do reitor Carlos Cabecinhas, em reiterar a decisão assumida anteriormente de organizar as celebrações do 13 de Maio este ano sem a presença de peregrinos. As instituições têm de adaptar-se aos contextos – e não são estes que devem moldar-se a elas, nestes dias de pandemia. Se até os Jogos Olímpicos – expressão máxima de convivência e fraternidade a nível mundial – foram anulados este ano, algo que só tinha acontecido durante as guerras mundiais, a “nova normalidade” de que tanto se fala (eufemismo para evitar a palavra anormalidade) deve seguir este padrão. Só a CGTP, na sua cega e obstinada intransigência, parece não ter percebido.
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Mas a confirmação de que não haverá peregrinos católicos neste 13 de Maio é também uma resposta firme à titubeante ministra da Saúde, que contradizendo o que o Governo dissera antes – e o que a Igreja Católica já deixara claro – meteu os pés pelas mãos na mais recente entrevista à SIC, ao ser confrontada com o precedente estabelecido para a CGTP.
«Se essa for a opção de quem organiza as celebrações, de organizar uma celebração do 13 de Maio onde possam estar várias pessoas, desde que sejam respeitadas as regras sanitárias, isso é uma possibilidade», declarou Marta Temido. Estabelecendo tal confusão que, certamente por imposição do primeiro-ministro, se viu forçada a fazer no dia seguinte a hermenêutica das suas próprias declarações, estabelecendo «uma diferença entre peregrinos e celebrantes». Como se estivesse a falar para meninos muito pequeninos ou para gente com manifestas dificuldades cognitivas.
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Se era uma casca de banana, para a pôr no mesmo patamar de irresponsabilidade da central sindical, a Igreja teve sabedoria suficiente para não escorregar nela. O que só pode justificar elogio nestes dias em que a calamidade sucede à emergência. Numa altura em que até o Presidente da República faz questão em demarcar-se da forma como a central pró-comunista assinalou o 1.º de Maio.
«A minha ideia era mais simbólica e restritiva», declarou ontem Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas. Como se não soubesse que aquele chocante ajuntamento da Alameda foi propiciado pelo artigo 5.º, alínea t, do decreto de execução do estado de emergência, que ele próprio assinou. «Participação em actividades relativas às celebrações oficiais do Dia do Trabalhador, mediante a observação das recomendações das autoridades de saúde, designadamente em matéria de distanciamento social», era uma das excepções previstas ao dever geral de recolhimento.
Que a CGTP tenha transformado o genérico e vago substantivo “actividades” num comício, parece ter sido novidade absoluta para o nosso supremo magistrado, que se mantém fiel ao seu estilo muito peculiar de comunicar. Neste teatro de sombras da política, enquanto uns estendem cascas de banana, outros vão tirando o tapete. O coronavírus lá vai servindo de desculpa para tudo.
Leitura complementar:
O que o Presidente não deve fazer: sacudir a água do capote. De Vital Moreira, na Causa Nossa.

Se era uma casca de banana, para a pôr no mesmo patamar de irresponsabilidade da central sindical, a Igreja teve sabedoria suficiente para não escorregar nela.
Exactamente. Se a Igreja tivesse voltado atrás e resolvesse aproveitar um erro para fazer uma espécie de celebrações, ficaria no mesmo patamar da CGTP, como se fossem instituições da mesma categoria. Era uma rasteira.
E estou completamente à vontade para dizer isto porque eu cá não sou de missas — a não ser as do Endovélico.
A Igreja tem uma sabedoria milenar. Em comparação, a CGTP, cujo santo patrono é São Carlos Marques, anda ainda na pré-primária.
A CGTP também venera São Vladimiro, convém não esquecer.
Nunca fui religioso e sempre achei incompreensível quando a religião se revela fundamentalista e tolda o raciocínio das pessoas. Para alguém como eu, isto foi uma lição. Aprendi que o socialismo cego é pior que a religião. Aprendi que o socialismo cego tolda o raciocínio, o espírito democrático, o bem geral e a própria integridade física. Alguém como eu que achava incompreensível que uma pessoa se prestasse a percorrer um santuário de joelhos, que caminhasse 400 km, ou que simplesmente teimasse em ir à missa fizesse chuva, ou fizesse sol, isto vem-me mostrar que ainda existem ideologias que ultrapassam ainda mais a minha incompreensão.
Mais incompreensível é verificar que determinadas entidades, pessoas, personalidades com responsabilidade social, se vergam a este extremo ideológico.
Continuo sem encontrar uma resposta para isto. Necessidade de publicidade? Necessidade de afirmação? Necessidade de confrontar? Não entendo. Mas uma coisa sei… se estas atitudes de conivência, atentatórias à saúde pública e ao bem estar de todos, tiverem resultados positivos na imagem destas personalidades, então este país e este povo deixa muito a desejar. E por muito que me custe dizer… venha o mal que vier… este país só tem aquilo que merece.
Ir a pé a um santuário está fora de moda. O último grito da ‘saison’ é transportar fiéis de um concelho para outro, bem acomodados em autocarros, em pleno estado de vigência e com o País inteiro encerrado compulsivamente em casa.
Como diz Rui Rio e resumindo: é uma questão de juízo, uns têm outros não.
Rio desta vez falou bem. d-de-rui-rio-perde-cada-vez-mais-terreno-p ara-antonio-costa-e-o-ps/
Mas terá de acertar muito mais vezes para evitar isto:
https://observador.pt/2020/05/03/ps
É verdade. Pagou o silêncio cúmplice de quarenta dias.
E agora, já que começou a acertar, RR podia ganhar balanço e pronunciar-se sobre isto:
https://www.publico.pt/2020/04/05/socie dade/noticia/portugal-preparase-testar-i munidade-populacao-coronavirus-1911018
Sendo uma ideia alemã temo que concorde.
Sem dúvida que a Rui Rio falhou a estratégia. Se no início até lhe deram alguns elogios, nomeadamente em Espanha e em Inglaterra, o certo é que no final, aquela licença sabática resultou errado.
Sobre a cgtp, recordo um desabafo de George Meany, um dos maiores sindicalistas americanos. Ao final de muitos anos de luta na defesa dos trabalhadores, Meany percebeu que a forma de pensar estava errada, daí a luta ser severa e inconsequente. Meany percebeu que os sindicalistas estavam mais preocupados em que os patrões ganhassem menos, do que em que os trabalhadores ganhassem mais. Vivia-se uma espécie de inveja. Após a II grande guerra, o discurso mudou. Os sindicatos perceberam que tinham de lutar para primeiro mudar as mentalidades, tanto de empregadores, como de empregados. E assim se desenvolveu a idéia de que quanto mais ganha o empregador, mais ganha o empregado. O empregado passou a empenhar-se mais, o empregador passou a reconhecer mais e tudo isto elevou a produção e o lucro… de ambos.
70 anos depois, neste nosso Portugal, ainda não apareceu um sindicalista com esta visão das coisas. Se o empregado se deixasse de preocupar com os ganhos do patrão e o patrão retribuísse os seus ganhos, tudo mudava e aí sim, aplaudia-se sindicatos e associações empresariais…. mas para isso é necessário mudar mentalidades. Nos EUA mudaram-nas à 70 anos… aqui ainda não.
Esse é o lado A dos países ‘novos’.
Na velha Europa as razões dos ódios e invejas são seculares. As injustiças e diferenças sociais ao longo dos séculos criaram um lastro de revolta sempre à flor da pele, por mais conquistas que tenham ocorrido, designadamente, as do século XX. Além do que, se foi encastelando uma fina e emaranhada malha de leis e usos e costumes que espelham a dicotomia dos velhos interesses versus novas conquistas da justiça social.
Os ´países’ de sangue novo têm na guelra a ambição valorizada, costumes mais arrojados e leis menos equívocas, de mais fácil interpretação. Daí a vontade de pegar na mochila e partir para as Américas, África e Austrália, países onde não pesa (tanto) a antiguidade civilizacional nos termos em que a conhecemos (sei, é arriscado dizê-lo).
Mas há também no lado B. A falta de rede de quem vive em muitos desses países. Onde a protecção ao emprego, saúde pública, segurança social e segurança física podem ser miragens. Mesmo nalguns países em que a riqueza permitia manter esta rede, ela foi-se deteriorando com a expansão da população.
Problema diferente é o da falta de seriedade ou, pelo menos, o apreço pelo desrespeito das regras. Esse, se olharmos para a realidade portuguesa, é transversal aos sindicalistas, trabalhadores e patronato. Não ponho as mãos do fogo por nenhuma ‘classe’, seja ela qual for.
*Daí a vontade de pegar na mochila e partir para as Américas, África e Austrália, para países onde…
Alerta CMTV
Alerta CMTV
Alerta CMTV
“…Isabel Paulos a caminho do aeroporto de Lisboa…”
Concordo com aquilo que diz, no entanto convém não esquecer, que a velha europa é mais velha para uns do que para outros. Em termos de mentalidade protecionista do sistema social, os países do sul em são-no em maior dose. Quando digo dose, refiro-me ao facto de exercer o dever de proteção, exigindo pouco ou nada em troca. Não se admite na Noruega que um cidadão que usufrui de um subsídio de desemprego, rejeite uma proposta para trabalhar, sem consequências. Não se admite que um cidadão na Holanda resida numa habitação social, sem a obrigação de cuidar da mesma, de cumprir com as regras de higiene comunitária, higiene dos filhos, obrigatoriedade de os mandar para a escola. Ou seja, na europa menos velha, os direitos equilibram-se com os deveres. Na europa mais velha, dá-se gratuitamente, sem tão pouco se preocuparem com a importância pedagógica da vida em sociedade. E lá estamos nós a bater na mentalidade. Porque esta mentalidade de dar sem exigir, é transversal em todas as áreas, habitação, educação e trabalho.
Nas sociedades novas não se nota tanto, tiveram a possibilidade de começar do zero. Cansados do que levaram do velho continente. Não quero com isto que é melhor, ou pior, mas é diferente.
E a grande diferença, como referiu no seu post e bem, está nos costumes e na valorização.
Com a evolução da mentalidade sindicalista, verificou-se que 20 anos depois, havia mais gente a acabar o liceu, a entrar para as universidades, que se multiplicaram na década de 70, fruto da capacidade financeira das famílias. Aumentou a criação de emprego próprio, o operário passou a ter formação e dinheiro para se lancar no mercado. Isto criou emprego, riqueza. O mérito passou a ser reconhecido e recompensado. O patrão passou a valorizar o empregado e o empregado passou a empenhar-se mais. O emprego deixou de ser um lugar cativo, foi necessário justificá-lo.
O pobre passou a ter a oportunidade de enriquecer, fruto do seu trabalho e da sua capacidade.
Por cá, o rico já nasce rico, raramente se torna rico. Primeiro porque não se valoriza, depois porque não vale a pena valorizar-se, pois mesmo que tenha valor, ninguém o vai reconhecer.
Sim, tem razão. A diferença que refere de mentalidade dos países do prende-se com a copiosa vontade de desprezar as regras e de ser trapaceiro. O que trazendo mais prejuízo do que benefício, não é inteiramente mau. Desconfiar das regras mostra alguma inteligência e intolerância à resignação. Ao menos sofremos menos; talvez sejamos um pouco mais livres.
Mas depois, há tudo o resto: como criar um país decente e mais rico se quase ninguém está disposto a cumprir? Quando os candidatos a emprego começam por pesar o número de faltas que podem dar e uma vez a trabalhar ficam completamente alheados do seu real peso na estrutura. E a ridícula ascensão das chefias não por mérito – por saberem do ofício – mas por serem detentoras do que chamam perfil de liderança, que como sabemos entre nós se traduz numa de duas coisas: cunha ou parlapiê inconsequente. Patrões a ver os funcionários apenas como encargo, não os reconhecendo como aliados, nem considerando o rendimento que dão às empresas. E a pagar mal, muito mal. Um Estado que esmaga a possibilidade de crescimento sadio das empresas com impostos e burocracias excessivas. Camadas e camadas de funcionários públicos com baixas médicas fraudulentas e outros benefícios a enviesar completamente os dados sobre as reais necessidades do sector público. E, a propósito, uma comunicação social – bacoca e ideologicamente comprometida – que raramente fala escorreito e a direito. Um sindicalismo, como diz, caduco. E, mais do que tudo, injusto e virado somente para o seu eleitorado. Protegendo apenas a função pública e um punhado de gente na grande industria.
Enfim, está tudo mal. Mas se não fosse a maldita epidemia podíamos ir para a praia espairecer. Como diz o outro, o que é preciso é saber como se melhora. E só vejo uma maneira. Sendo mais honesto. Resta saber se o País está para aí virado.
Por causa dessa notícia é que ele agora aparece a falar esquecendo que na A.R. votou a favor das comemorações do 1 de Maio.
Uma mentira repetida muitas vezes nem sempre se torna verdade. O CDS e PSD votaram a renovação do Estado de Emergência, a “manifestação” foi autorizada pelo Decreto do Governo que regulamenta o Estado de Emergência.
O Rui Rio também tem culpa no cartório.
Mas ele devia era questionar o Governo com os contratos públicos milionários
de saúde que cheiram a esturro.
O Covid , ainda vai dar em Pedrogão Grande em larga escala.
Bons tempos estes para os oportunistas !…
Sobre isso não faltarão notícias nos próximos dias, sou capaz de apostar.
Ai que bom, vamos ter conversa da boa.
O que o PSD perdeu por perder as eleições.
Cá estão elas:
https://observador.pt/2020/05/05/secret ario-de-estado-do-desporto-confirma-que-s ugeriu-empresa-de-ex-socio-para-testes-a-c ovid-mas-nega-favorecimento/
https://expresso.pt/coronavirus/202 0-05-05-Empresa-de-ex-lider-da-associaca o-de-farmacias-faz-ajuste-direto-de-9-mi lhoes-com-o-Estado
E mais esta: erio-da-saude-compra-milhoes-em-protecao-i ndividual-por-ajuste-direto/
https://observador.pt/2020/05/05/minist
O Sr. Pedro Correia anda feito beato ?
A defender a igreja Católica ?
Esses falsos construtores da moralidade!!!
Também foste comungar à alameda?
Ou esteve na mesquita… Deve ser um invasor.
In sha allah !!!
fala a verdade, mesmo que ela esteja contra ti.
Alcorão
fala a verdade, mesmo que ela esteja contra ti.
Alcorão
Lembremos que é o mesmo Alcorão que introduz o conceito de mentira útil — ou seja mentir para proteger o Islão ou uma causa. Um gesto que serve para tudo.
Para V.
Vieste atrás de mim e foste apanhado.
Como um falso Viriato, que se revela um verdadeiro e conhecedor
islamita.
Assalamu alaikum
Pois conheço, não ando a dormir. Por mim não passam.
Santinho.
“Lembremos que é o mesmo Alcorão que introduz o conceito de mentira útil”
Os jesuítas também (casuística)
Ou um espião infiltrado. Isto, hoje, há que desconfiar de tudo e de todos.
Não se arme em rata velha de sacristia.
É claro que não concordo com o que se passou com alameda em que o Presidente da Republica, Governo, os lideres da oposição, a direcção geral de Saúde estiveram mal e mostraram não respeitar o Estado de emergência imposto.( É vergonhoso).
Mas também não suporto as manhas da Igreja( ao longo da História…).
E também questiono as missas dadas as escondidas neste período de estado de emergência entre outros episódios que a TV e o jornais referiram.
Acredito em algo superior, mas na igreja nunca na vida.
Pedro Santos
Tens de mudar de apelido, Santos. Esse cheira a rata velha de sacristia.
Eu diria, para estar na moda, é uma vergonha.
Nem todos os líderes da oposição
Nem todos os líderes da oposição são uma vergonha?
A Igreja Católica e o comércio de Fátima,de certeza que queriam fazer igual á CGTP,só que ficava mal…
“Fazer igual” à CGTP, a transportar gente de um concelho para outro em pleno estado de emergência e a ignorar as normas de confinamento decretadas para todos os cidadãos, é impossível.
Só mesmo a central comunista faz isso, com total impunidade. Gozando com os portugueses que andam a ser perseguidos por passearem junto às praias ou nos jardins públicos, e que têm sido impedidos de comparecerem nos funerais de familiares e amigos, ou não puderem estar com as mães no passado domingo.
Mas se tivessem transito da CGTP podiam…
Livre-trânsito.
Parece que o grande incomodo não foi ao ‘ajuntamento’, o grande incomodo, como sempre, é o/a pró-comunista do discurso e a seguir a publicidade.
(olha se eles não ‘estivessem a acabar’…)
Não percebi nada. Mas pode tentar outra vez, camarada.
Não andamos os dois na tropa, mas eu explico.
A questão principal não foi, propriamente, a concentração, a questão principal que até dá ganas foi continuarem a ter direito a botar palavra. Eles que, até, já estão quase a acabar ainda fazem daquilo com discurso e tudo contra o aproveitamento do patronato, rect. tecido empresarial, sacarem mais uns cobres dos nossos impostos e atirar o pessoal para o desemprego.
Nunca mais é preciso lembrar, aquela do andar a trabalhar toda a vida para ter uma reforma de miséria. Isto dito pela CGTP ainda vá, mas dito em ‘é uma vergonha’ apetece perguntar quanto é que foi pago de ordenado toda a vida para ter uma pensão de miséria.
A secretária-geral da CGTP sabe lá o que é o trabalho em Portugal. Ela chega aos 60 anos sem ter feito uma greve na vida, sem nunca ter conhecido a amarga experiência do desemprego, sem jamais lhe faltar “o dela” ao fim do mês.
Trabalhou toda a vida como funcionária da própria central sindical. Isto é o exemplo supremo da endogamia sindical da CGTP, estrutura cada vez mais encerrada na própria bolha e divorciada do país real.
Não admira que os seus dirigentes cometam grosseiros erros de perspectiva e análise da sociedade, que está muito longe de ser como imaginam: daí as críticas duríssimas e generalizadas que receberam, de quase todos os sectores, por terem levado “avante” aquela insultuosa coreografia do 1.º de Maio na Alameda que até incluiu gente arrebanhada em autocarros, como no tempo da velha senhora.
Boa tarde, Pedro
O que me choca – ou se calhar já não – é o ar sonso que esta gente coloca ao proferir tais patetices, exactamente como refere, como se falassem para crianças.
Abraço, “volto” ao Francisco Umbral, um dos preferidos
Fernando Antolin
De facto, Fernando, podiam poupar-nos à sonsice e ao ar de condescendência. Bem basta tudo o resto.
Umbral é sempre um autor de referência. Eu agora ando com o Javier Marías.
Forte abraço.
As celebrações da Igreja não diferem muito das da CGTP que apenas se realizaram com a presença de dirigentes sindicais tal como o 13 de Maio se realizará com a presença de dirigentes eclesiásticos e serão celebradas no interior do santuário.
Uma e outra sem a presença dos seus “peregrinos”.
Diferem, diferem. Umas têm categoria e lugar no mundo — e outras não.
Grandes diferenças. Desde logo no 1.º de Maio havia estado de emergência. Nessa altura havia proibição expressa e categórica de circulação entre concelhos. Além disso a CGTP arrebanhou muita gente em autocarros fretados para o efeito, algo que mais ninguém fez até agora.
Incomparável, portanto.
Prontus, andou a arrebanhar. (é um bocado padrecas, mas vá lá)
Uff!!! pensei que se iria descobrir que mais de vinte e tal eram as mesmas pessoas, como acontece nas manifs. os primeiros viram na primeira oportunidade e juntam-se outra vez na manif. Desta nem o chega de braços ao alto se lembraria.
Arrebanhar manifestantes em autocarros é um procedimento salazarento. Típico das ditaduras.
Aquilo até parecia uma Coreia do Norte dos pequeninos. Uma multidãozinha de soldadinhos de chumbo. Confrangedor.
E quando as claques de futebol vão ver a bola com os dentes “arrebanhados”.
Então as do Sporting, aqueles xoninhas só sabem mesmo é andar arrebanhados.
Isabel Silva
Claques rijas e recomendáveis são estas, sobretudo em tempo de pandemia: er-dragoes-assistem-ao-regresso-aos-trei nos-do-do-fc-porto
https://www.sabado.pt/video/detalhe/sup
Qual confinamento, qual quê?
Ontem ouvi Garcia Pereira e o Constitucionalista Reis Novais afirmarem que houve aspectos claramente inconstitucionais nas medidas tomadas pelo Governo e apoiadas pelo PR. Nomeadamente as relacionadas com a proibição de deslocação livre, fora do Concelho de Residência, mais as revistas policiais aos automobilistas. Disseram, eles, e nunca tal me tinha ocorrido que os Artigos da Constituição não podem ser suprimidos Ad hoc, nem por decretos emanados da AR. A Constituição só pode ser alterada por leis aprovadas pela maioria dos deputados.
Fica aqui o link do artigo :
https://observatorio.almedina.net/i ndex.php/2020/03/19/estado-de-emergencia-q uatro-notas-juridico-constitucionais-sob re-o-decreto-presidencial/
Excertos
“Isto significa que, na vigência plena das normas constitucionais que consagram o direito à liberdade pessoal, não é constitucionalmente admissível o internamente compulsivo de portador de doença contagiosa ou o confinamento de não doentes em qualquer espaço, residencial ou de outra natureza.”
Grato. Concordo com a generalidade destas teses. Contra a contínua compressão dos direitos fundamentais.
Isto não pode acontecer sem firmes protestos da nossa parte.
Recomendo este texto de Vital Moreira, que aliás acabo de juntar ao que escrevi: 5/o-que-o-presidente-nao-deve-fazer-20.h tml
https://causa-nossa.blogspot.com/2020/0
Atenção, que o internamento compulsivo é legal em determinadas circunstâncias.
Em caso de anomalia psíquica em que se prove ser um perigo para o próprio ou terceiros, e doenças contagiosas (como lepra ou tuberculose).
Apenas nesses casos. E em mais nenhum outro.
Não sei se o Covid, sendo pandemia, não entra no lote em que o internamento compulsivo é legal (e constitucional).
Antes do bicharoco cá chegar, recebemos uma formação de um profissional médico que referiu que tal era possível.
“Não sei se o Covid, sendo pandemia, não entra no lote em que o internamento compulsivo é legal (e constitucional).”
“Isto significa que, na vigência plena das normas constitucionais que consagram o direito à liberdade pessoal, não é constitucionalmente admissível (o internamente compulsivo de portador de doença contagiosa ou) O Confinamento de Não Doentes em qualquer espaço, residencial ou de outra natureza.”
Destaco – Não doentes!!!
Lepra, Tuberculose…
“Apenas nesses casos. E em mais nenhum outro.”
Pedro, atente :
“não é constitucionalmente admissível (o internamente compulsivo de portador de doença contagiosa) ou o confinamento de Não Doentes em qualquer espaço, residencial ou de outra natureza.
Destaco : Não doentes
A Constituição portuguesa enumera, no artigo 27.º, as situações em que um cidadão pode ser legalmente privado da liberdade.
Eis uma delas:
«Internamento de portador de anomalia psíquica em estabelecimento terapêutico adequado, decretado ou confirmado por autoridade judicial competente.»
A Constituição não autoriza qualquer outro caso de internamento compulsivo.
Se querem alterá-la, façam-no. Mas até lá respeitem-na como ela está – não como imaginam que está.
O Covid ainda não chegou a constituição!!!!
Onde está o pelotão de fuzilamento…
“O Covid ainda não chegou a constituição!!!!”
Há pouca obra na deputação
“Atenção, que o internamento compulsivo”
Falamos disto :
https://www.google.com/amp/s/observ ador.pt/2020/04/30/calamidade-permite-me didas-do-governo-ou-cidadaos-podem-resis tir-constitucionalistas-nao-se-entendem/a mp/
Professor Reis Novais
“Como exemplo dá a obrigatoriedade que vigorou de pessoas não doentes terem de ficar confinadas e a diferença de tratamento entre as pessoas acima e abaixo dos 70 anos. “Essas eram inconstitucionalidades ostensivas que foram cometidas durante um mês e meio pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro”, defende o professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.”
E disto
Isto significa que, na vigência plena das normas constitucionais que consagram o direito à liberdade pessoal, não é constitucionalmente admissível o internamente compulsivo de portador de doença contagiosa …
“não é constitucionalmente admissível o internamente compulsivo de portador de doença contagiosa”
Nesta parte tenho as minhas dúvidas. Duvido que a Constituição permita, em caso de risco para a saúde, segurança e ordem públicas o não confinamento de doentes que configurem uma ameaça para a comunidade.
Liberdade que ninguém sabe muito bem o que é…
pois nunca verdadeiramente
lutaram por ela, por isso é tão fácil de recorrer a teses.
Académicos …… blah, blah, blah….
Na prática não sabem nada.
Conversa da treta de anónimo. Não adianta nem atrasa.
Em relação a um leitor lá mais acima: concordei apressadamente com ele quando admite a existência de cobertura constitucional para o internamento compulsivo de doentes com Covid-19. Mas não há.
Mas chegou para perceber onde eu queria chegar.
Agradecido pela atenção.
Não percebi nada. Nem você percebeu.
Esqueco-me sempre, que o Sr.Pedro Correia é que é o Inteligente.
As minhas desculpas.
Está desculpado. Apareça sempre.
Também duvido da constitucionalidade de uma coisa destas — e de proibir as pessoas de passar para o concelho do lado sem um cordão sanitário (é diferente de uma fronteira)… Mas a verdade é que todos aceitámos isso excepcionalmente como uma necessidade e se era para discordar então deviam ter avisado antes.
Imagino que da próxima vez que seja necessário (toc toc toc, bato na madeira) será muito mais complexo e menos consensual decretar um estado de emergência, precisamente por causa destes comportamentos e das excepções para apenas alguns.
Neste momento o Governo pode decretar seja o que for pois não existe oposição. Rio actua como sacristão de Costa: só aparece para dizer “amen” aos socialistas.
“A Constituição só pode ser alterada por leis aprovadas pela maioria dos deputados. “
Só pode ser alterada por 2/3
lucklucky
E um processo extraordinário de revisão constitucional exige a aprovação de quatro quintos dos deputados.
Adenda :
Tag “bloguismo de excepção”
Polegar erguido também, é agora a minha vez.
Aos leitores de excepção.
O Presidente não sabia que as comemorações do 1º de Maio iam ser como foram? E o nosso PM não estava ao corrente do que se iria passar? Não acredito. Todos têm assessores em número mais do que suficiente para terem tomado conhecimento da posição da Direcção da CGTP que, muitos dias antes da Lei sair, fez saber publicamente que iria celebrar o dia do trabalhador com manifestações na rua.
Para mim, está visto que, tanto o Presidente como o PMinistro, quiseram agradar ao PCP, mas o tiro saiu-lhes pela culatra, como era fácil de adivinhar.
O que nenhum deles estava à espera foi desta enorme reacção de repúdio no País. Mandam toda a gente recolher a casa enquanto permitem esse “privilégio” só aos monopolistas da CGTP.
Este ano o 13 de Maio é-me indiferente. Costuma chatear-me ter de desviar dos peregrinos que saem de rota no ic2, como este ano não andarei de carro…
É preciso perceber de uma vez por todas que a celeuma não está no 25 de Abril, no 1º de Maio, na cgtp, pcp, capitães, velhos, peregrinos ou diabo que os carregue. A questão é uma, e uma apenas: regimes de excepção.
Confesso que, pensando a frio, percebo que é uma causa perdida. O português é completamente a favor de excepções, desde que o beneficie. Regras para seguir, é bom para os outros. Vai do “jeitinho”, ou “só desta vez”, até às cúpulas da Nação.
Em modo off, e porque o Pc também segue a bola, aponto uma frase do presidente da FPF na homilia de ontem aos jornais. São preciso regras duras e para cumprir. Ou seja, temos regras, mas só se cumprem conforme. Não é do futebol, é de Portugal.
Sobre bola tenciono escrever aqui muito em breve.
Já aqui está: rao-jogar-de-mascara-11526896
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/i
E com tudo isto se desvia a atenção do povo para os factos verdadeiramente importantes, fracturantes mesmo e de grandeza épica que assolam o país, como só de bicho, fé e ideologias várias, vivesse o país.
Alguém, porventura, de juízo mais avançado já se lembrou que decorre um Big Brother?
Enfim alguém que aparece….
Verdadeiro Messias da verdade, pois concordo em pleno com a importância e a natureza educativa do Big Brother.
Big Brother o verdadeiro sermão de pão educativo , a verdadeira telescola
da vida.
País de ingratos!!!!
Num enorme ‘Big Brother’ vivemos nós cada vez mais, a pretexto do combate à emergência sanitária.
Já passou mês e meio, que é muito tempo (então fechados), mas é bom lembrar que:
a) Marcelo fechou-se em casa 15 dias enquanto o vírus ameaçava
b) foi o Presidente a declarar o Estado de Emergência
c) António dizia-se contra o Estado de Emergência
Sendo que
d) caso se tomassem medidas restritivas mais cedo o Estado de Emergência podia não ser necessário
e) ninguém barafusta muito porque, a nível de saúde pública, a coisa correu perto do ideal
No entanto
f) economicamente, esta reclusão foi catastrófica.
g) mais uma vez o Governo / Estado mostra a sua incapacidade para lidar com estas urgências, muito por culpa de
g1) falta de dinheiro
g2) excesso de burocracia
E ainda
h) parece claro que o Estado de Emergência serviu para
– não atolar o SNS
– ganhar tempo enquanto não havia máscaras para cobrir (duplo sentido) a população
– conter cadeias de contágio a cenários controláveis (lares, prisões, hospitais)
– perceber mais ou menos que fazer (sim, porque de início, dgs, governo e demais andavam às aranhas)
Houve acidentes de percurso, mas no capítulo sanitário o balanço é medianamente positivo. Apesar de Portugal se encontrar na primeira metade das estatísticas negativas entre os países membros da UE.
No capítulo económico, está a ser catastrófico para muitos sectores. Começando pela aviação civil, hotelaria, restauração e indústrias exportadoras. Milhares de pequenas e médias empresas fecharam e já não voltarão a abrir. E o número de desempregados aumenta todos os dias.
Estava a espera de quê?
Pensa que é só em Portugal?
Isto está uma porcaria em todo o mundo.
Mas acredito que há gente que gostasse de ser governado por um Trump
ou um Bolsonaro de certeza que estaríamos melhor!!!
Ou um Maduro. Ou um Putin.
Ou um Ortega. Leia isto: undo/noticia/morrem-covid19-nicaragua-pa is-fazdeconta-1915239
https://www.publico.pt/2020/05/05/m
É completamente assustador.
Infelizmente. As autocracias – geridas por déspotas pseudo-iluminados – vão galgando terreno.
Pedro, a minha vénia e o meu agradecimento.
Eis.
Grato eu, Dulce. E cumprimento-a pelo novo avatar, bem apropriado à ‘saison’.
O “outro” é que o topou logo, também já o conhecia, é um catavento.
WW
Quem?
É o king Jong- Un.
Este não é Un. É pelo menos o terceiro Kim.
A Marta Temido até é bonitinha , mas também é dançarina.
Vai namorar com ela.
Calma. Hoje não é sexta-feira.