
Ridicularizando o “estado de emergência” que só deixa de vigorar a partir da meia-noite de hoje, a CGTP afrontou ontem a legalidade democrática e as severas normas sanitárias em vigor ao organizar um comício na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, com a participação de cerca de um milhar de pessoas, para assinalar o 1.º de Maio.
Isto numa altura em que são expressamente proibidos os ajuntamentos com mais de cinco pessoas. Isto numa altura em que foi suspensa a liberdade de culto, estando os membros das confissões religiosas impedidos de se deslocarem aos respectivos templos. Isto numa altura em que os espectáculos de índole cultural ou desportiva permanecem interditados. Isto numa altura em que subsistem fortes restrições à participação em funerais, impedindo-se familiares e amigos de se despedirem de entes queridos entretanto falecidos. Isto quando foram canceladas as peregrinações do 13 de Maio em Fátima.

A CGTP não se limitou a mobilizar militantes, em claro desafio ao Estado de Direito. Fez deslocar muitos deles em autocarros fretados para o efeito, vários dos quais oriundos de outros municípios, quando o Governo anunciara a proibição expressa de circulação interconcelhia neste fim de semana alargado salvo em casos de absoluta necessidade, e milhares de efectivos policiais patrulham estradas zelando pelo cumprimento destas normas. Numa altura em que se contam já por centenas as detenções por alegado “crime de desobediência” que determinam o pagamento de duras sanções pecuniárias.
Comportando-se como uma espécie de estado dentro do Estado, a CGTP assume-se como aquilo que diz combater: como uma força detentora de privilégios, que manda às urtigas o dever geral de confinamento imposto à generalidade dos cidadãos e menospreza o direito à igualdade que lhe serve de bandeira. Como noutros tempos e noutros locais, confirma-se que também aqui há uns mais iguais que outros.
Estes membros da elite sindical agem como inimputáveis perante o silêncio cúmplice, conformista e resignado das mais elevadas patentes deste Estado que dentro de poucas horas nos fará transitar da emergência para a calamidade. Ridicularizam a ministra da Saúde, que ontem mesmo proferiu estas palavras graves: «Não se espera que os portugueses saiam à rua na segunda-feira como se não estivéssemos debaixo de uma situação epidémica que temos de continuar a manter contida.» E ignoram olimpicamente o comandante das operações da GNR, que também ontem comunicava ao País: «As regras têm, mais que nunca, que ser cumpridas por nós.»
Depois querem que levemos toda esta gente a sério. Mas como?

Bom dia Pedro Correia
Concordo com quase tudo o que escreve.
Respeitosamente, quando refere que eles afrontaram eu creio que não, pois tiveram a concordância de Costa e Marcelo. Não houve nenhum desmentido oficial a isso.
Assim, a PSP e a GNR, OBVIAMENTE, nunca afrontariam as camionetas vindas de outros concelhos, tal como a CMLisboa /Medina não imporia limitações nos relvados da fonte luminosa. Seriam logo acusados de afrontar os trabalhadores.
É como estamos, o PCP= CGTP, comportando-se como um verdadeiro orgão de soberania. Até os tribunais são para os outros, não para o PCP.
Aqui do “Chapéus” votos amigos para que tenha um bom fim de semana. Saúde.
António Cabral
Que o Costa precise do PCP e lhe faça as vontades, percebe-se.
Que o católico Marcelo aceite tudo sem pestanejar já custa a engolir.
De que é que Marcelo tem medo?
Caro António Maria Lamas.
De que é que o Marcelo tem medo?!
Tem o medo que todos têm! O medo de perder a popularidade que a todos abrange.
Condicionados nos limites do provável, os homens de hoje não têm a audácia da vontade.
Pusilânimes e receosos, têm medo dos olhos que vêem, das paredes que escutam, até das próprias ordens que dão. Assim intimidam-se e servem as duas fés: estar bem com Deus e com o Diabo.
Tem medo das sondagens e da propaganda que a comunicação social lhe fornece, desde que ande de braço dado com o governo. Acho que é muito fácil de ver isso. No dia que sair da linha, o seu dono manda avançar a Ana Gomes e acaba-se o colinho dos mídia…
Falando em sondagens: d-de-rui-rio-perde-cada-vez-mais-terreno-p ara-antonio-costa-e-o-ps/
https://observador.pt/2020/05/03/ps
Coincidência, ou não… desta vez Rui Rio veio chamar a estas comemorações de pouca vergonha. Provavelmente, depois de ter recebido esta notícia.
Não habitamos um país moderno.
O que aconteceu ontem na Alameda foi um espelho da decadência ética do comunismo na sua mais vil forma de estar.
O governo abriu uma excepção a uma agremiação de dinossauros mentais em contraponto com aquilo que determinou para a movimentação dos restantes portugueses.
Pode-se dizer que o governo é um “cordeirinho” nas mãos do PC e BE, ou por outras palavras: baixou as calças…..
A.Vieira
6500 condutores mandados para trás por viajar entre concelhos sem autorização.
Não se pode comemorar o 1º de Maio em paz.
Faxos!
Uns são mais iguais que outros. A polícia anda a perseguir surfistas e a mandar para casa os velhotes que passeiam nos jardins ou os casais que caminham junto às orlas marítimas enquanto abre alas aos autocarros da CGTP para ajuntamentos de mil pessoas quando o “estado de emergência” interdita mais de cinco.
Uma vergonha. Isto é totalmente inaceitável.
A CGTP, podia era colocar os olhos neste artigo e tentar mudar a situação de muitos trabalhadores injustamente discriminados.
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/01-mai-2 020/sao-mulheres-ganham-pouco-mais-de-60 0-euros-e-nao-abandonam-o-barco-12138757.h tml
Ora pois.
Tem toda a razão.
Apetece é aproveitar a onda, reunir amigos e percorrer a praia Internacional junto ao mar e, de seguida, refastelar-me numa esplanada de Matosinhos, concelho vizinho. Pode ser que o nome da praia, neste tempo de aparências e selectivos simbolismos, seja salvo-conduto para a autorização. Caso contrário, quando me autuarem, terei de recambiar a multa para Isabel Camarinha e Ferro Rodrigues. E se estiverem mal de meios, que peçam a fiança de Marcelo Rebelo de Sousa. O avalista-mor do reino.
Dos 1000 manifestantes, 90% benfiquistas.
Dois estados dentro do estado.
N’y Times
Excelente comentário, parabéns.
Depois de destilar todo o azedume ontem nas redes sociais e nos blogues deparei-me com o post da Raquel Varela. Às vezes vale a pena ler uma opinião de esquerda para acalmar os animos.
Nota: ela também não apoia a celebração da CGTP realizada na Alameda.
Ela também nunca apoiou o que quer que fosse realizado pela CGTP. Ela é mais sindicato dos estivadores de lisboa e aquele sindicato dos motoristas de matérias perigosas que vinham revolucionar o sindicalismo, liderados por um tal Pardal… Onde andam? Talvez os venhamos a ver no Santuário de Fátima com o pessoal aqui do delito, quando levantarem a mordaça que estão a impor à igreja e aos crentes que ali querem pagar as suas promessas.
A mordaça que eu saiba foi imposta pela própria igreja,que pelos vistos só reabre os cultos no final de Maio. Foram recebidos pelo A.Costa na quarta feira.
“Foram recebidos”? Quem?
Que eu saiba, o cardeal-patriarca de Lisboa recebeu o primeiro-ministro. A pedido deste.
As promessas paguem fazendo o bem ao próximo no recato. Foi isso que aprendi na Catequese. Quer melhor exemplo que a Humildade e Sabedoria de Jesus? O Papa em Roma esta Páscoa tocou mais o Mundo que todos os discursos nos outros anos.
Fui ler. Obrigada. Excelente artigo. Eu vejo sempre na RTP3 ” O último apaga a luz”,em que ela participa.
Também eu. É um programa de que gosto muito.
Foi a CGTP que afrontou a legalidade e o Governo cobardemente permaneceu em silêncio ou foi o Governo que abriu uma excepção vergonhosa para acomodar as suas vontades — que são uma traição inqualificável ao esforço dos outros cidadãos?
Em qualquer das situações o Governo de António Costa fica muito mal no retrato — e perde o capital de respeito (e até alguma admiração) que teve na gestão da pandemia até aqui.
Subscrevo por inteiro o seu segundo parágrafo.
“Em qualquer das situações o Governo de António Costa fica muito mal no retrato — e perde o capital de respeito (e até alguma admiração) que teve na gestão da pandemia até aqui.”
Respeito e admiração por um desastre evitável ?! por dar o dito por não dito, ter mentido descaradamente? Uma DGS incompetente?
E ainda ainda não sabemos a dimensão do desastre.
Atenção a quem não pode ir ao hospital, CS fazer tratamentos, exames.
Fosse o Passos ou a “Direita” no Governo e os jornais e TV abririam com críticas, “comissões de utentes”, fotografias engenhadas de morgues, etc.
lucklucky
É bem capaz de ser isso — não discuto. Mas ao contrário de outras situações de crise, o tom do PM esteve certo. Ao contrário do do PR, que tem tido uma comunicação ligeiramente paternalista, confusa e embrulhada em metáforas.
Tag “Excelente reflexão”
Existem os pais de Abril e depois os filhos que lhes devem veneranda obediência.
Creio que os comunistas perderam, há muito, os parafusos na indústria metalúrgica.
A CGTP é hoje liderada por alguém cujo currículo profissional se resume a ter sido… funcionária da própria CGTP.
Não pode haver exemplo mais ilustrativo da endogamia do sindicalismo pró-comunista português. Que está totalmente divorciado do mercado de trabalho. Como aliás bem se viu, nos anos mais recentes, por ter andado à margem dos movimentos grevistas de médicos, enfermeiros, camionistas e estivadores. Estando a perder o pé também junto dos professores.
Apesar disto, esta central sindical continua a receber um tratamento de privilégio – ao ponto de estar isenta de cumprir as obrigações e os deveres de toda a sociedade portuguesa em estado de emergência. Desde logo as restrições ao direito de manifestação, de reunião e de cumprimento das normas sanitárias, como ontem bem se viu e uma das fotos que aqui publico documenta.
É totalmente inaceitável.
Pois, só falta ‘é uma vergonha’.
Então é só esperar mais uns meses e eles acabam, para quê tanta pressa.
O problema seria ao contrário, eles estão quase a acabar até já se desculpam com medo do vírus para não fazerem um 1º. de Maio a sério.
Porque não dizer, por causa disto acabe-se já com o 1º. de Maio para as empresas poderem competir internacionalmente.
Que chatice, agora é a Camarinha que nunca trabalhou, antes era o outro que não queria trabalhar. Devia ser proibido haver sindicatos, ou então só poderia haver sindicatos profissionais (empresas) como nos USA. Andamos nisto há 46 anos, é por isso que o país não é competitivo internacionalmente.
Há mesma hora o Campo Grande cheio de gente, com a devido distanciamento social foi bem aceite para a economia arrancar, já chega de estarmos em casa, assim o país não é competitivo internacionalmente.
p.s. ‘já chega’ não confundir com sigla partidária para o país ser mais competitivo internacionalmente.
A agenda deles cabe num bilhete de eléctrico antigo. Menos horas laborais, contratos de trabalho efectivo e aumentos salariais. Só falta, mesmo, reinvidicarem uma sueca para cada trabalhador.
A agenda da CGTP é a que sempre foi da sua ideologia : O Poder sobre os outros.
lucklucky
Havia o Pedro Correia de ter vivido no Alentejo do pós-revolução.
Comiam-se boas migas?
A gastronomia Alentejana baseia-se no ancestral respeito pela comida. Por ser pouca.
Em Évora o maior fornecedor de pão era a Panificadora Central Eborense, tinha praticamente o monopólio. Depois da Revolução, os trabalhadores decidiram em Assembleia Geral que não eram menos que os outros e não estavam para se levantar de madrugada, assegurando assim que os porcos capitalistas – e os outros – só teriam pão fresco depois de almoço, e não de manhã, como era usual. As muitas pequenas padarias das redondezas aproveitaram o vácuo e houve sempre pão fresco de manhã. A Panificadora Central Eborense é hoje recordada por poucos, e nas suas antigas instalações há agora uma mega loja da China.
Estamos a ser invadidos por chinas, qualquer dia o Alentejo que tem uma gastronomia de excelência, muda a ementa e as saborosas migas serão acompanhadas com ratinhos ou cãezinhos fritos ….nem quero pensar.
Olhe que isto ainda vai pegar.
Considerar inimputável quem apresentar cartão da cgtp, ou de camarada do pcp e do bloco.
Quando estes detidos se forem sentar no banco dos réus, para responder pelo crime de desobediência, apresentam o cartãozinho e são considerados inimputáveis. Brilhante idéia, considerar o comunismo cego, como doença do foro psiquiátrico, cujo paciente passa a ser irresponsabilizado pelos seus atos, pois para todos os efeitos, passa a ser considerado como indivíduo com idade mental de 15 anos… o que não fugirá muito da verdade em grande parte dos casos.
Se a idéia pega, o pcp vai multiplicar o número de militantes camaradas.
A CGTP e o PCP, que tanto clamam contra os “monopólios”, protagonizaram aqui uma situação de chocante monopólio. As regras de drástico confinamento, impostas pelo estado de emergência, abrangeram todos menos eles.
Bem prega Frei Tomás …
“…Olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz….”
Até o Frei Tomás está confinado. Só teria autorização para sair se fosse dirigente da CGTP.
Liberdade !!!!
Nem nus na rua podemos andar onde é que está a liberdade?
Amélia Oliveira
Já mediu a sua temperatura hoje?
hoje arrefeci a janela…
Amélia Oliveira
ahahah
Olá, Pedro, boa tarde
Não duvido que a prestimosa cgtp se vai debruçar sobre este assunto, com grande interesse…
https://www.jn.pt/nacional/pcp-considera-i naceitavel-que-tribunal-queira-impor-fun cionario-ao-partido-12143950.html
Abraço
Viva, Fernando. O PCP comporta-se como qualquer dos maus patrões à moda antiga: despede injustamente um funcionário e ainda reclama contra a decisão do tribunal em reintegrá-lo.
A CGTP não deixará de protestar vigorosamente contra este despedimento selvagem, estou certo disso. Sempre na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Saúde e abraço.
Ao menos percebe-se que, para a CGTP, os direitos dos trabalhadores estão acima de tudo.
Já agora, alguém sabe quem é o sindicato que está a acompanhar este coitado na sua preclara luta contra o patronato imperialista?… sidera-inaceitavel-que-tribunal-queira-i mpor-funcionario-ao-partido/
https://observador.pt/2020/05/01/pcp-con
Porra, no tempo em que eu picava telexes, a regra era mudar SEMPRE o título.
A primeira foto mostra o final da manifestação em que era difícil estarem todos separados,embora não concorde,toda a semana e especialmente ontem de manhã,e de tarde ,o Jardim do Campo Grande estava igual. Regressei a casa e só no fim fui fazer uma caminhada. Nem comento hoje Mercado de Alvalade/ Av.da Igreja…
Realmente não se compreende, pessoas a fazerem compras! E no Banco Alimentar, como estão as filas?
As filas eram finas, mas vão engrossando.
A primeira foto demonstra que as normas de distância sanitária foram grosseiramente desrespeitadas.
A segunda foto demonstra que as normas de proibição de interconcelhia foram grosseiramente desrespeitadas.
Há duas espécies de leis neste país: a lei geral e a lei destinada apenas ao braço sindical do PCP em regime de chocante e escandaloso privilégio.
O Sr. Pedro Correia em mais um, dos seus textos, anti-democrático.
E a palavra de ordem :
contra a liberdade, marchar…marchar….marchar…..
É o que vocês fazem, de facto: marchar contra a liberdade.
Se também está com vontade, compre uma botas, e venha marchar connosco.
E eis que chega um marchista-leninista.
É preciso marchar de botas? Então não quero. Eu sou dos de Viriato, chegamos por entre as árvores pela calada da noite. E de manhã já lá não estamos.
Os animais são todos iguais, mas alguns são mais iguais que outros, escreveu quem os conhecia bem.
É o lema deles, serem “mais iguais”.
O wiki explica
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Casta
Portugal é isto.
Na política, no futebol, na sociedade.
E no sindicalismo também, como se comprova.
Geringonça manda no país.
Padre critica duramente as comemorações do primeiro de Maio e lembra Fátima sem fieis.
O que esse padre não diz:
É o porquê de algumas igrejas andaram desde o principio do estado de emergência a fazer missas com fiéis as escondidas…
Gerigonças fizeram eles ao longo dos séculos com os cruzados, evangelizações,
inquisição, pedófilia, o Vaticano e a sua protecção aos nazis no fim da II guerra mundial…. Opus Dei …etc…
Passo por aqui algumas vezes, nunca comentei, mas hoje abro excpeção.
Sou de esquerda mais por livros que li do que por qualquer programa partidário.
Já ontem reparei na histeria colectiva que as reuniões organizadas pela CGTP causou. Como o filme hoje continua, apetece-me dizer que há qualquer coisa que não coloca a bota a jogar com a perdigota. Se não fosse a histeria que montaram, aquilo tinha corrido calmamente, a rapaziada tinha ido beber umas cervejas, comer uns tremoços, umas pevides, e hoje era um outro dia.
Quando um cronista escreve, em jornal que foi de referência, que assim se vê a força do PC, pergunto-me: mas qual força?
Terá a força que cada um lhe queira dar, e não é António Costa, ou Medina, ou Marcelo que lhe irão dar a força de que tanto falam.
Se me perguntassem se concordei com tais manifestações, diria que não.
Se me perguntassem se estou de acordo com futebol sem espectadores, também diria que não.
Por vezes chateio-me com as esquerdas, com o que fazem, com o que dizem, mas é a minha gente. O raio dos livros que li levam-me sempre a olhar para o que sinto ser essencial, o acessório deixo para quem dele se queira servir.
Agradeço-lhe a reflexão serena que aqui nos traz. Concordando ou discordando, o essencial é que saibamos debater ideias e ouvir os argumentos de quem não pensa como nós.
Marta Temido, pS vintage.
Nem falta o sorriso a la Costa ou Soares.
Convém não meter tudo no mesmo saco. Há uma enorme diferença entre o sorriso de Marta Temido e a carranca de Ferro Rodrigues.
Polícia bom e polícia mau.
Sim, a CGTP, PCP e afins, sempre foram inimputáveis, a madraça da esquerda. Pior, sempre foram radicais fundamentalistas. E este regime, na sua apática tolerância de semelhantes comportamentos, é um fracasso.
Mas atente-se ao Decreto desse outro inimputável, O Conivente, nosso senhor PR:
“Tendo em consideração que no final do novo período se comemora o Dia do Trabalhador, as limitações ao direito de deslocação deverão ser aplicadas de modo a permitir tal comemoração, embora com os limites de saúde pública previstos no artigo 4º, alínea e) do presente Decreto.”
De modo a permitir…
Depois é só ler o art. 4. para continuar a rir, ou a chorar, consoante o temperamento.
José de Bêtum
Diz o comandante do navio que navega à vista, sem bússola, sem sextante, porque há muito (séculos) se perdeu o mapa e o rumo:
– 1º de Maio? CGTP? Isso cheira-me a ilha de votos… Alterar o rumo imediatamente para essa ilha! Toda a força avante!
A CGTP acaba de provocar um rombo no casco. Maior ainda do que os danos causados pela festarola que Ferro Rodrigues quis inicialmente promover no parlamento neste 25 de Abril e que redundou na celebração mais pífia de que há memória.