A aterragem do paraquedista António Costa da Silva no nosso espaço público foi o mais parecido com o envio dos dois astronautas para a Estação Espacial Internacional que o nosso governo nos conseguiu oferecer.
Dizem que o senhor é que vai delinear a estratégia do país. Agora é que vai ser! Se calhar o que tínhamos até agora era apenas uma táctica, o que no fundo é a estratégia dos pobres.
Um bêbado letrado da minha terra dizia que a táctica era delineada com vinho branco e a estratégia com vinho tinto e, vendo bem, essa lógica pode explicar os ziguezaguiantes sucessos do nosso país.
Depois existem aquelas tretas chamadas formalidades democráticas. Para se ser ministro não é necessário ser-se eleito, mas é necessário ir ao palácio do PR tomar posse e assinar uns papéis.
O António Costa II O Estratego, que foi convidado pelo António Costa I O Táctico, foi dispensado de tudo isso porque o nosso regime não prevê ter estratégia alguma. Por omissão então aceita-se sem sobressaltos que o PM angarie alguém, sem esclarecer quem lhe remunera as horas gastas, se há acumulação de funções ou conflito de interesses.
E isto é normal, porque estamos em Portugal.

Será que se pode dizer que estamos num estado democrático onde funcionam instituições transparentes quando o PM faz um convite a um indivíduo das suas relações —ainda por cima cheio da prosápia tropical do costume— para delinear uma política económica e ser o gestor informal de 25 mil milhões de euros? Onde ficam as instituições? E para que servem os seus funcionários? Para que servem as largas centenas de técnicos superiores e chefias e decisores que dizem que têm de ser pagos acima da média, cheios de regalias, férias pagas e reformas chorudas para fazer estes trabalhos. Para que servem?
Isto tem um nome.
E o nome é … Portugal.
Será tudo “pela Graça de Deus”,ouvia-se nos meus tempos de catequista.
Ainda por cima o assunto tornou-se público durante o Pentecostes… está a ver? Descida do Espírito Santo… Novo Banco… 850 milhões… está tudo ligado
Pois António Costa e, vá lá, Silva, não terá o mesmo canudo do António Mendo de Castel-Branco Amaral Osório Borges o grande conselheiro/privatizador do Passos, mas é engenheiro de minas.
Se o outro partido dos maus-hábitos o fez fico, legitimado para o repetir.
É a táctica habitual que eleva as práticas políticas.
Bem lembrado.
Que não deixe de ser normal questionar e responder a perguntas do povo que mais ordena.
Sem qualquer ideia preconcebida, mas porque foi dito que o senhor é angolano e homem do petróleo com atividade não apenas no seu país, ocorreu-me a curiosidade de perguntar se António Costa Silva foi colaborador de Isabel dos Santos nos interesses empresarias e financeiros internos e externos desta senhora.
Em caso afirmativo seria interessante saber se já terá terminado esse tipo de relacionamento.
Os jornalistas ainda estão ocupados a contar as notas da venda antecipada da publicidade institucional, e nem tiveram tempo de interromper os turnos para fazerem jornalismo. Não abusemos deles, coitados.
O serviço é para o Bono, como diz o próprio.
Querem mais? O salvador do país vem de borla, o salvador do Sporting custa 10 milhões mais iva.
Qualquer plano estratégico já sabíamos que é para o boneco.
Agora de borla?
Se me quiserem reparar o carro de borla, ou pro bono que é mais sofisticado, eu fico preocupado porque acho que é algum aprendiz à defesa de quaisquer danos que provoque durante a sua aprendizagem.
Os senhores da finança sabem bem que não almoços grátis, por isso este caso que envolve outra entidade de regulares más prácticas – o PS – ainda se torna mais assustador.
Como é, mesmo?
Economia digital, ferrovia, plataformas logísticas (onde já ouvi isto), portos.
Já falou na reforma da justiça ou está a guardar para o próximo powerpoint?
Na próxima página do Power Point está a conversão energética. A justiça pode esperar.
Deve ter andado a ler memórias de políticos — o que este novo retornado dos petróleos anunciou ontem com tanta estratégia e inteligência emocional na tevê já vinha no livro de Cavaco.
A única estratégia do PS é a alimentar a sua casta, de resto limita-se a dar uma aparência de democracia para que a UE continue a financiar o rectângulo. Raul Mateus explicou tudo nos Contos Proibidos.
Enquanto conseguirem continuar a dar coisas o regime durará.
Não temos petróleo no Beato, mas sim grandes filões de ouro nas entranhas de Lisboa que se situam entre o Largo do Rato e a AR por isso, voilá:
Um ENGENHEIRO DE MINAS

O filão passa por dentro da minha carteira e da sua.