![columbo400[1][1].jpg columbo400[1][1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21822783_eNMsn.jpeg)
Uma das imagens mais iconográficas da história da ficção televisiva é a de um indivíduo mal vestido, com uma gabardina encardida, de andar trôpego e um eterno charuto apagado ao canto da boca, fazendo perguntas aparentemente sem nexo e aludindo muito à mulher que jamais nos é apresentada. Se o víssemos por aí na rua nada daríamos por ele. Mas tornou-se num dos mais inesquecíveis detectives da televisão: Columbo, magistral criação de Peter Falk, marcou todos os telespectadores da década de 70.
Produzida pela NBC entre 1971 e 1978, esta série americana dessacralizou a figura do detective, equiparando-o a um homem comum. Quase ninguém o associava à imagem de polícia: aquele homenzinho semicurvado que chegava à cena do crime ao volante de um Peugeot 403 descapotável muito fora de moda não inspirava qualquer receio aos delinquentes, convictos da sua impunidade. Todos, aliás, pertencentes à chamada elite: ricos, poderosos, bem-parecidos e aureolados com êxito profissional. Pecam por ganância, soberba, inveja e luxúria: quanto mais têm, mais ambicionam.
Não há aqui um só assassino oriundo da classe média, confirmando a lógica dos folhetins de antanho: o interesse da história é proporcional à conta bancária dos protagonistas. O facto de na ficha artística figurarem estrelas dos anos de ouro de Hollywood – muitas vezes deslocadas do seu registo tradicional – contribuía para condimentar a série. Nomes como Don Ameche, Eddie Albert, Ida Lupino, Kim Hunter, Ray Milland, Anne Francis, Roddy McDowall e Suzanne Pleshette destacam-se nos episódios iniciais.
Columbo – com o aliciante suplementar de incluir cenas decisivas quase sempre rodadas em cenários naturais – tinha um verdadeiro achado como chave de argumento: desde o início, o espectador sabia quem cometia os homicídios, invertendo-se assim o estereótipo do género policial. Todo o suspense centrava-se na insólita actuação deste detective sem garbo, involuntário paladino do direito criminal que quase até ao fim parecia baralhado com o labirinto de indícios que lhe surgia pela frente. Descurando por completo as evidências colhidas pela chamada “polícia científica” que viria a estar muito em voga três décadas mais tarde, com o C. S. I. e franquias quejandas.
Tudo se resolvia com base na dedução – isto é, graças ao bom e velho intelecto.

Tive a grata surpresa, faz hoje oito dias, de voltar a ver esta série de que tanto gostei na adolescência. Está a ser exibida na RTP Memória. E o primeiro episódio – que recomendo vivamente – é realizado por um tal Steven Spielberg, então com apenas 24 anos, num fulgurante início de carreira que logo o fez transitar da televisão para o cinema.
Este episódio-piloto, com a duração de um filme médio, intitula-se Murder By the Book e ocupa o 16.º posto na lista dos cem melhores de todos os tempos, organizada pela revista TV Guide.

Cada episódio terminava com Columbo partindo na noite, sempre de gabardina surrada e charuto sem chama.
Cumpria o dever de polícia como se fosse o primeiro a espantar-se afinal com as suas espantosas capacidade dedutivas. Um perfeito exemplo de imperfeito anti-herói.

Isto se a reposição não for interrompida a meio — numa ordem qualquer de trás para a frente e depois de volta ao episódio do meio da série e depois desaparece sem deixar rasto como o próprio protagonista para dar lugar aos Batanetes.
Garantem-me que costuma acontecer com frequência neste canal, que só acompanho de longe em longe.
Mas estes cinco episódios entretanto revistos já ninguém mos tira.
Não costumo seguir as séries do Memória (vejo episódios quando tropeço neles entre zapping), por isso não sei dizer se é hábito. Posso confirmar, porque a vi quase desde o início, que aconteceu com Os Vingadores. Chegaram a passar alguns episódios da quarta série entre outros da quinta (o que foi fácil de perceber pois apenas a partir da quinta série é que as filmagens foram a cores).
Gostava de rever Os Vingadores, série mais antiga, exibida quando eu era miúdo (só a preto e branco na TV, como aliás também Columbo). Retenho um memória difusa dos protagonistas, Patrick McNee (impecável cavalheiro inglês, de chapéu de coco) e sobretudo de Diana Rigg e do seu arrebitadissimo e interessantíssimo nariz. Ela, mais ou menos na mesma altura, foi a mais eapecial das Bond girls – a única que levou o 007 a dar o nó – num filme em grande parte rodado em Portugal.
Só conheço essas coisas do velhinho Agora Escolha (mais o Bonanza, Perry Mason), apresentado pela sexy Vera Roquette.
‘Bonanza’. Essa era mais antiga ainda. Ainda me lembro muito bem da música.
O rosto da senhora Rigg era, todo ele, um conjunto de características interessantíssimas. Eu penso ser um pouco injusto salientar o nariz sobre tudo o resto. Mas depois desta última sexta-feira, Pedro, já nada me surpreenderá… 🙂
Mr. Steed podia-se gabar de ter trabalhado com duas Bond-girls: antes de Emma Peel, a sua parceira durante duas temporadas foi Cathy Gale (Honor Blackman). E reconheci pelo menos mais uma Bond-girl a participar: Eunice Gayson – apenas num episódio e como vilã.
Honor Blackman: há quem diga que foi a melhor Bond girl de todas. Morreu há poucas semanas, já com provecta idade.
Ora aí está um bom tema para a belles toujours… qual a melhor Bond girl de sempre. Eu pessoalmente tenho uma tara pela Rosamund Pike.
Excelente questão. Sem pensar, respondo de imediato: Halle Berry.
Hei-de lançar esse estimulante desafio aos nossos leitores.
A primeira mulher dos vingadores antes de diana rigg.
Já não é do meu tempo. Só me lembro da Diana Rigg. Houve outra depois, mas com menos graça.
Lembro-me bem…
A tal característica diferenciadora era o crime ser cometido no início (antes do genérico?), e sabermos por quem. Ao contrário da Miss Marple ou Jessica Fletcher.
O personagem era uma espécie de cromo, a sua figura, e fazia sempre umas perguntas que pareciam estúpidas e só o diminuiam.
Boa série.
Também gostava, noutro registo, da Balada de Hill Street. Terá envelhecido bem?
Steven Bochco, que viria a ser o autor da ‘Balada de Hill Street’, é também o argumentista deste episódio-piloto de ‘Columbo’ realizado por Spielberg. O talento conjugado destes dois jovens deu o melhor pontapé de saída à série.
‘Hill Street’ mantém-se como uma das melhores séries televisivas de sempre. Também uma das mais imitadas e até plagiadas. Foi precursora, na forma e no conteúdo.
E a série:
No calor da noite com o excelente actor Carroll o Connor como chefe de polícia
transmitida na RTP no final da década de 80.
Carroll o Connor (o famoso Archie Bunker)
Miguel Nunes
Sobre o célebre Archie Bunker, personagem central de ‘All in the Family’ (‘Uma Família às Direitas’), escrevi aqui: 462890.html
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1
Excelente
Miguel Nunes
Deu-me muito gozo escrever esse texto, confesso.
Além de outras aqui faladas, a ‘Balada de Hill Street’ (com aqueles momentos altos em que um dos polícias – já não me lembro do nome – rosnava e mordia nos criminosos e, claro, os debates finais na banheira) e mais tarde o ‘Polvo’ marcaram uma geração. De humor lembro a ‘Quem Sai aos Seus’, com o J. Fox e o ‘Archie Bunker’. Impagáveis. Bons tempos, antes de começarem com as chachadas dos hospitais.
Diz bem, Isabel: as “chachadas dos hospitais”, onde todos os médicos e todas as enfermeiras vivem em permanente idílio romântico. Não tenho paciência para essas séries. Nem para as séries americanas de tribunal, que há muito já me enjoam.
Idem. Desse tipo de séries quase que me ficava pelo Perry Mason. Se puxar pela cabeça recordo ver uma com a Sarah Jessica Parker (procurando o nome: ‘Equal Justice’). Mas cedo fiquei sem a menor pachorra.
Depois do ‘Columbo’ talvez me aventure a começar a ver séries do ano 2000 em diante. Falta-me quase tudo. Os Sopranos, Guerra dos Tronos, A Casa de Papel. Enfim, haja tempo.
Isabel, comece pelos Sopranos. É genial. E raras vezes eu uso este adjectivo.
Depois, veja Mad Men. Cinco estrelas também.
E há ainda que rever, noutro registo, o verdadeiramente extraordinário ‘Blackadder’. Poucas vezes me ri tanto na vida.
Fawlty Towers com um John Cleese imparável.
era risada da boa.
Muito bem lembrada, essa excelente série britânica. Do melhor que vi desde sempre.
Uma vez que a conversa chegou ao sec. XXI, sugiro True Detective, a 1a e 3a temporadas são fenomenais. Mindhunter, baseada em factos reais, sobre a criação da unidade comportamental do FBI, e uma série muito fora do mainstream, Banshee.
Séries do século XXI? Recomendo desde já ‘HInterland’ – primeira série galesa, e em galês (embora com versão inglesa), produzida pela BBC. Um genuíno e vibrante “policial negro”, cheio de névoas e alçapões existenciais, ambientada no misterioso País de Gales.
Cada episódio tem a duração de um filme médio, o que acentua a sensação de não estarmos a ver televisão mas cinema mesmo.
Hinterland é uma excelent série, já com uns aninhos. Presentemente voto em Shetland.
Têm algo semelhante. Uma com sotaque galês, outra com sotaque escocês.
Daqui a nada tenho que ir buscar um bloco de notas, para apontar as dicas. 🙂
Não será nada mal pensado..
Pedro, tem aqui pano para mangas. O tema séries televisivas é um autêntico filão. 🙂
E verdadeiramente abrangente.
Hei-de voltar em breve ao tema, Isabel. É inesgotável.
Banshee,
É diferente e gostei bastante e estou a espera da continuação.
Está um trama bem engendrado.
João Pinto
A melhor série sobre médicos foi a MASH, com o grande Alain Alda. Uma série fabulosa sobre médicos no Vietnam, durante a guerra… infelizmente o legado é o que se vê… tem toda a razão Isabel.
MASH, por algum motivo, passou-me ao lado. Tal como o filme, anterior à série, que até recebeu Palma de Ouro em Cannes.
imperdoável !
Acredito que sim. Até por ter dois actores que muito aprecio: Alan Alda e Alan Arkin (este vi-o recentemente noutra série excelente, na Netflix: ‘O Método Kominsky’). t/a-culpa-foi-do-bill-clinton-10524345
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Décadas de 70 e 80, de excelente memória onde a criatividade e a representação imperava, boas séries, filmes ,música.
Columbo era uma personagem muito bem representada por Peter Falk e foi o papel da vida dele.
E eu adorei.
Miguel Nunes
Excelente memória, sim. Estou a gostar muito de revisitar a série.
Num tempo em que a aparência é modelo em uso, bem vindo “Columbo”, e agradecimento a quem nos lembra que ele anda aí na margem dos envergonhados espaços nobres.
Diz bem. É a antítese da “aparência modelo em uso”.
E também por desvendar crimes sem recorrer à “magia” digital. Num tempo em que o homem imperava sobre a máquina.
Esse tempo acabou. Daí eu gostar tanto de rever ‘Columbo’. Esta noite, mais um episódio.
A mulher nunca nos é apresentada, mas o cão é… e não tem nada de cão detective (estilo Rex); é precisamente o contrário e isso é muito divertido.
Há uns tempos tive a sorte de encontrar, nos saldos de Verão do Jumbo, as 4 séries completas e nem hesitei; e que bom foi vê-las todas de seguida, mas ao meu ritmo.
O Peter Falk também tem um desempenho fantástico no filme As Asas do Desejo, do Wim Wenders, um dos filmes da minha vida.
🌻
Maria
Ena, que privilégio. Nunca me passou isso pela cabeça. Ou pelas mãos.
Mas está a saber-me muito bem revisitar a série, Maria. Ainda por cima fora do espartilho dos 50 minutos que viriam a ser impostos anos depois pela ditadura dos “espaços comerciais” da TV norte-americana. É um pequeno luxo. Que tenciono aproveitar a este ritmo de cinco episódios por semana.
Excelente actor…
Peter Falk, excelente. Este foi o papel da vida dele.
uma figura inesquecível e de que todos gostámos. Quem sabe ainda vejo um ou outro episódio. Ser anti herói foi uma ideia genial interpretada ao pormenor. Peter Falk tem muito mérito.
Inesquecível, sim. Felizmente agora de novo na RTP (memória).
Se gostam das séries policiais onde a dedução e a inteligência, se sobrepõem à força física, sugiro uma série inglesa de finais dos anos 80, início de 90, chamada Primal Suspect.
Uma série muito boa, com uma Helen Mirren soberba.
Dava à pouco tempo na Fox Crime e cada episódio tinha quase a duração de uma longa metragem.
Uma série inglesa, que apesar de tudo, fugia do estereótipo das séries inglesas.
Gostei muito de ver e da surpresa de encontrar actores e actrizes desconhecidos na altura e que se tornaram grandes estrelas mais tarde.
Obrigado pela sugestão, Chuck. Gosto de séries policiais, mas essa passou-me ao lado, mesmo à tangente, apesar de Helen Mirren ser uma senhora muito do meu agrado.
E falando em séries: você não protagonizou o Ranger do Texas? Essa vi mesmo. Tinha bang bang, pancadaria e alguma perseguição de automóveis – quanto a mim, três ingredientes de uma boa série.
Não esquecer que a música do genérico é cantada pelo próprio. Um bónus que separa as grandes séries das restantes.
(O Memória passa o Sherlock Holmes? Jeremy Brett.)
Jeremy Brett que excelente actor, e a série de alto nivel.
Brett tornou-se o Sherlock Holmes por excelência. Talvez a par de um actor mais antigo, Peter Cushing.
A primeira vez que vi Brett, por acaso, foi num musical: ‘My Fair Lady’. Um dos filmes da minha vida.
E então, que dizer do detective Hercule Poirot ( David Suchet).
Sou mais da facção Maigret. Que também já figurou em vários filmes e várias séries.
Chuck Norris, polivalente no combate ao crime. Imabatível a derrotar os maus.
Jeremy Brett para mim foi o melhor Sherlock Holmes. Passava na 2. Comprei mais tarde todos os dvd da série. Segundo me lembro, durante as gravações, Jeremy Brett interiorizou de tal forma o personagem que ia dando em doido. Julgo que era um actor já com tendências depressivas, tendo um pai militar, de carreira e em estilo, salvo erro.
Que Grande Actor
Excelente
Recordo também :
Dempsey e Makepeace
https://youtu.be/kA6S7taUvgE
A bela Makepeace, outra grande série policial.
João Borges
Boa lembrança, Vorph.
A melhor série de sempre
Principalmente aquele episódio em que o Chuck Norris é mordido por uma cascavel e ao fim de 5 dias de dores lancinantes, a cascavel morre.
Eheheh. Coitada da bicha. Com quem ela se foi meter…
No entanto, não se pode falar nos 80s sem mencionar Miami Vice. Lembro-me de ter sido uma série que me prendia completamente, durante 50 minutos ficava completamente absorto.
Para não falar em ter criado um novo tipo de sex simbol masculino.
Pela primeira vez o sex simbol masculino usava a barba de 3 dias, vestia fatos brancos, com caviadas cor de rosa e calçava mocassins…. e tinha uma pinta do caraças
.
Também andava a passar no memória.
Sim, essa passou já na RTP Memória. Não a vi. Nessa época preferia ver outro género de séries: ‘Thirtysomething’ e ‘ Moonlighting’, por exemplo.
Anos 80. Série policial? Tem de ser aquela com o Dennis Farina.
Não me lembro do nome, mas a música já está a passar na cabeça e não sai.
Eheheh. Também me acontece disso, uma vez por outra.
Crime story… e a música era runaway, de Del Shannon…. muito bom… já a tinha mencionado mais abaixo.
A série com o Dennis Farina é a Crime Story e a música do genérico chamava-se Runaway.
Excelente série, não perdi um episódio, nos tempos de preto e branco. Não reparei, claro no jovem realizador Steven Spielberg…😉 O Fugitivo foi outra extraordinária…e claro os Blues, traduzido à letra: A Balada de Hill Street😎
Pois, nessa altura ligávamos pouco aos nomes dos realizadores – sobretudo aos realizadores da televisão. E o Spielberg estava mesmo no início da carreira, com apenas 24 anos.
Hoje ele reconhece que este episódio foi fundamental para lhe dar “carpintaria” e traquejo como cineasta.
E já se nota o dedo artístico dele.
No ano seguinte realizou, também para TV, a longa-metragem ‘Duel’. Excelente filme, que acabou por ser exibido em salas de cinema. Entre nós chamou-se ‘Um Assassino Pelas Costas’.
Andava mesmo à procura de episódios 1 de séries para começar a ver. Veio a calhar. Não me tinha ocorrido a RTP Memória. Excelente dica.
Daqui a bocado vou ver mais um episódio. Eis um “vício” bem saudável.
Acabei de ver o primeiro. Acho que o Pedro Correia vai contribuir para o aumento da audiência da RTP Memória à custa dos leitores do DO.
Gostei de saber, Isabel. Fico muito satisfeito.
Nunca vi Columbo, mas este teu texto trouxe-me à memória uma das séries da minha infância, apesar de não ser exactamente infantil: Sledgehammer!. Hoje em dia nenhum canal se atreveria a passar algo assim; não sei se há alguma coisa que aquele exageradíssimo detective interpretado por David Rasche não ofendesse nestes tempos.
Brutal!!! Boa memória. O detective mais passado dos anos 80…. e que falava com a sua magnum 44.
Magnum 44 faz-me lembrar o senhor Clint Eastwood, que acaba de celebrar 90 saudáveis e frescas primaveras.
O Slege Hammer era uma paródia ao Dirty Harry, mas com mais esteróides.
Lembrei-me de uma que adorei e que me fez passar a seguir a carreira de um actor chamado Dennis Farina… Crime Story. Alguém se lembra?
Era sobre um detective da polícia de Chicago, com diálogos fantásticos.
Ainda para mais interpretado por um verdadeiro polícia de Chicago…. pois, Dennis Farina era polícia de Chicago antes de se tornar actor.
Ah, e adorava o genérico, com a música Runaway, de Del Shannon… e outra curiosidade boa, a banda sonora tinha o dedo de um senhor chamado Sam Cooke… muita qualidade.
Boa definição: “Dirty Harry com mais esteróides”.
E o Modelo e detective (Moonlighting) com Bruce Willis e a Cybill Shepherd também era cómico.
Eu adorava essa.
E a Dempsey & Makepeace? Adorava ver aquela British Lady versus the American Cowboy. Também consegui encontrar 7 episódios ao preço da uva (essa!) no Jumbo (passe a publicidade).
🌻
Maria
Eu em DVD revi há anos Os Inquéritos do Comissário Maigret. Mas envelheceu pior do que este fantástico Columbo. Embora eu vislumbre analogias entre Maigret e Columbo.
Posso garantir, sem margem oara dúvidas, que foi a primeira mulher verdadeiramente linda, que vi na minha vida. A primeira… a segunda foi a minha (ela lê o Delito).

Passei ao lado dessa série, João.
‘Columbo’ começou da melhor maneira, com um episódio realizado por Steven Spielberg e escrito por Steven Bochco.
“Trust me, I know what I’m doing.”
Hoje em dia, não há nada que não ofenda um qualquer segmento demográfico. Não consigo, por exemplo, imaginar um canal infantil a produzir agora algo como o Ren & Stimpy.
O mundo está perigoso, João. Como dizia o saudoso VPV. Quando o mundo estava bastante menos perigoso do que hoje.
As virgens ofendidas são as mais perigosas…
Anda por aí uma bem assanhada …..
Ui, que medo. Vou já comprar um cão.
Ren & Stimpy era horrível e nojento, lol. Nada contra a criação e a emissão, mas não passaria a série num espaço infantil (como passou).
Houve mais casos em que séries muito pouco infantis passaram nas manhãs de Sábado pela crença (que ainda hoje subsiste) de que animação tem necessariamente de ser infantil. Pensar que Neon Genesis Evangelion passou às 11 da manhã na RTP é absolutamente extraordinário!
Verdade. A questão dos horários era um problema antigamente. Recordo-me de uma série fabulosa que passava a horas tardias na rtp, se não estou em erro à 2a feira. Lonesome Dove, com o enorme Robert Duvall e aquele miúdo do filme O Campeão, Ricky Shroder. Era uma série de cowboys e era excelente.
Agora deixo outra recordação que guardo com muita nostalgia… As aventuras do jovem Indiana Jones… Alguém via? Ao fim de cerca de 30 anos, ainda não ultrapassei o facto de não ter assistido ao último episódio…
Houve várias séries de grande qualidade e interesse nos anos 80, mas está para nascer uma que supere a simplicidade e o encanto da série juvenil ‘Verão Azul’. Há uma geração a quem basta murmurar este nome para começar a assobiar e a sorrir.
‘Verão Azul’ tornou-se uma série de culto em Espanha. Apreciada até por aqueles que nem eram nascidos quando foi exibida inicialmente.
Com apenas 19 episódios deixou a marca que deixou.
Verdade.
Isto a continuar assim, chegamos aos 17.000 comentários.
Ora deixo aqui para considerações o Alf, o Zé Gato, o inesquecível Dartacão, Bell e Sebastião, O cão vagabundo e a primeira série que me lembro… se calhar a única, com sotaque do norte… Os Andrades. Com o berdadeiro Maciel a protagonista.
E a gente fina é outra coisa, série portuguesa com excelente elenco, num fartote de risada.
Victor
Como é possível ter-se esquecido da Heidi (Avozinho diz-me tu, quais são os sons que oiço eu?) e do Marco (Era um porto italiano/Mesmo ao pé das montanhas(…) Vais embora mãmã! Não me deixes aqui! Adeus mãmã! Pensaremos em ti!(…)?
Aqui estão as letras da nossa infância: https://pumpkin.pt/familia/atividades-c om-miudos/televisao-musica-filmes-crianc as/musicas-da-nossa-infancia/
(e este que era um blog sério…já faltou mais para os 17.000 comentários.)
E então a pipi das meias altas e a série do Sandokan com Kabir Bedi ( do excelente escritor Emilio Salgari)onde tinha uma personagem que fazia de português e um grande amigo do Sandokan.
Como se dizia naquele tempo:
Sandokan!!!!!
Sandokan!!!!!
sem cuecas e sem soutien.
Bruce Lee
‘Pipi das Meias Altas’?!
E quando a melhor parte do agora escolha eram os bonecos que nos entretiam durante as votações? Alguém se lembra do Bocas? Quando a opção era Um anjo na terra, ou Crime disse ela, a melhor parte era o Bocas.
Ah! E aquela que não me recordo do nome, sobre um homem azul, que tinha uma estrela que desenhava o carro dele? Seria Automan? Já não me lembro
O Columbo era perfeito!
E a rua jump 21com o Johnny Depp e os paisanas que resolviam os problemas dos putos nas escolas.
E na areá da ficção o Espaço 1999 de diversas aventuras espaciais.
António F
Grande série, ‘Espaço 1999’.
Os 2 filmes que fizeram baseados na série são excelentes.
Espaço 1999 era uma “seca” (então comparados com Galatica ou Buck Rogers), tenho de experimentar ver agora.
Há séries que ganham estatuto de culto ao serem revisitadas. Aconteceu com ‘Missão Impossível’, por exemplo. Que até deu filme.
Eu adorava a Battlestar Galactica, com o pai Bonanza e o Dirck Benedict (que depois foi Soldado da Fortuna). Mas o meu favorito era o Richard Hatch, o Capitão Apollo – vi agora que já morreu 🙁
🌻
Maria
Eu, a partir de certa altura, passei a ver mais séries e novelas brasileiras. Já nem me lembro bem porquê.
Tempos do Roque Santeiro, Tieta do Agreste…..
‘Tieta’ comecei a ver, só por causa do título.
E gostei, claro.
Também vi essa. E foi aí que descobri que esse era um dos possíveis diminutivos do meu nome no Brasil :))
🌻
Maria
Por causa do título ou do genérico? 😉
Novelas, o Pantanal (das poucas fora-Globo que passaram cá), mas não nada chega perto do Bem-Amado, e da melhor de sempre, ROQUE SANTEIRO!
Concordo. ‘Roque Santeiro’ foi a melhor de sempre. Com um elenco de luxo, irrepetível.
Aquela que mais me prendeu, talvez por me encontrar a atravessar a puberdade, foi a Top Model, com a Malu Mader.
Gostava particularmente da família em que todos os filhos tinham nomes de músicos, ou personagens.
E também me recordo do Rei do Gado, com o grande António Fagundes, pois pela primeira vez me senti atraído por uma mulher bastante mais velha… Sílvia Pfeiffer… que sensualidade. Até aí, qualquer mulher acima dos trinta era uma cota… desculpem-me a expressão, provavelmente é um regionalismo, ainda utilizado na minha terra.
Eu acompanhei várias séries ou mini-séries. Por exemplo, ‘Plantão de Polícia’ e ‘Avenida Paulista’. Mas a melhor, sem dúvida, foi ‘Anos Dourados’. Precisamente com Malu Mader, minha eterna musa.
Oh não!! Agora começa a discussão sobre as mulheres brasileiras que protagonizaram as nossas fantasias nos anos 80… por onde começar?
Letícia Spiller… a eterna Babalu.
Cláudia Raia, inevitável.
Patrícia Pillar, linda… mesmo com aquele nariz assim para o grandito.
Cláudia Alencar… latina super sensual.
Lavínia Vlasak e o seu sorriso inesquecível.
E claro… last but not least…Vera Fisher.
E galãs também, para não me denunciarem ao metoo:
José Mayer, Thiago Lacerda e o preferido da minha esposa… Reynaldo Gianecchini… gosto de pensar que, provavelmente viu parecenças em mim.
Vera Fischer: vi-a, bela para a eternidade, noutra série brasileira, ‘Riacho Doce’.
A novela guerra dos sexos de 1984 também era cómica e com um bom elenco.
Em anos mais recentes, vi a ‘Gabriela’ (com a “extraterrestre” Juliana Paes) e ‘Avenida Brasil’. Pude confirmar que a Globo continua a produzir excelentes novelas.
Um detective fantástico o Columbo. Peter Falk criou um personagem enxovalhado, um desclassificado, bastante ajudado pelo seu olho de vidro, que conferia ao tenente aquele olhar estranho e disperso. O Columbo era o estereótipo do chato. Vencia pelo cansaço e de tal modo, que mesmo o criminoso mais empedernido e genial acabava por ser derrotado pelo seu assédio contínuo e sistemático.
Um chato do pior, no género do de Jacques Brel, mas dono de uma argúcia brilhante.
Vou rever.
Verdade, Dulce. Bem resumido nestas linhas.
Eu achava fantástico o carro, a indumentária descuidada, o charuto apagado sempre nos dedos, aquele jeito meio distraído que ele usava para fazer os criminosos baixar a guarda, as contínuas referências à mulher e outros membros da família que jamais víamos.
Enfim, uma figura memorável. Nada a ver com muitas das actuais, feitas de plasticina e truques digitais.
E com isto hoje já revi dois episódios, e saio daqui vou procurar por mais.
Excelente série. Recordo-me de episódios com a capota do peugeot rasgada e a deitar mais fumo do que os incêndios de Pedrogão.
E o cão? Esses episódios com o cachorro eram impagáveis. Ele a tentar resolver o caso e a pedir a opinião do inútil do cachorro, que não dava um passo e sempre ao colo dele.
Já não se faz disto, esta é que é a realidade. Agora tudo muito científico e computorizado com o ADN a resolver tudo.
Outra série que vi nos anos setenta, no Gabão porque em Angola só conhecia televisão por ouvir falar, foi o Serpico com o Al Pacino. Este ainda mais abandalhado que o Columbo.
Como disse, vou procurar mais um ou dois episódios e se encontrar já tenho serão até lá para as três.
Boa noite a todos e vejam isso que vale bem a pena.
E por falar em pena, pena é que os grandes clássicos dos quais são todos, ou quase todos, devoradores fanáticos, fiquem um pouco para trás. Mas nada que não se possa resolver. Lêem só um clássico por noite e vêem dois episódios do Columbo, e tudo e todos seremos felizes com entretenimento por um lado, e acumular de conhecimentos por outro.
E agora é mesmo para cumprir. Vou daqui esganado para o Columbo.
Et voilà!
Ora bem. A minha intenção era precisamente esta: chamar a atenção dos estimados leitores do DELITO ainda em tempo útil.
E fez Bem, Pedro; fez mesmo muito bem.
Policiais à moda antiga, tudo resolvido por pormenores que passavam despercebidos a qualquer um, mas não a uma dedução inteligente.
Não sei se foi esse o episódio que viu, mas depois de ver o seu postal fui procurar e vi um episódio em que o jornal que não dizia nada a ninguém, ao Columbo disse tudo.
Vou ver mais, mesmo a sério.
Ora aí está. Um excelente exemplo da técnica dedutiva deste nosso simpático detective. Dava dez a zero aos CSI’s. Ou sete a um, eheh.
Ou cinco a zero já remediava.
Ou sete a zero, “celtamente”.
Ná ná não!
Se vamos para extra-muros, os catorze a dois no acumulado afunda o anterior pelo disparar para as estrelas deste.
Setum.
É um dos meus neologismos preferidos.
Excelente série.
Estou a gostar tanto dela agora – não necessariamente pelos mesmos motivo – como gostei quando a vi pela primeira vez.
EXCELENTE ANÁLISE A FAZER LEMBRAR OS COMENTÁRIOS SOBRE TELIVISÃO DO SAUDOSO MÁRIO CASTRIM FEITAS NO EXTINTO DIÁRIO DE LISBOA
Para mim é um elogio. Conheci-o pessoalmente, entrevistei-o e tinha apreço pela escrita dele.
Crio ter sido a melhor série policial USA que vi.
No humor, foi “seinfeld” e “tudo em família”.
Peter falk teve também bons desempenhos, em filmes de john cassavettes
“Uma Famíllia às Direitas” ainda hoje me faz rir até às lágrimas.
Com aquelas expressões fabulosas do Archie Bunker: “Cabeça de abóbora” e “Fecha a matraca!”
Outras duas que também me faziam soltar gargalhadas:
Alf e Terceiro Calhau a contar do Sol.
🌻
Maria
Alf é uma das minhas séries de estimação. Tal como Quem Sai aos Seus.
Séries de texto. E de “situação”, como então se dizia. Servidas por excelentes actores, o que ajuda muito.
Estou a rever na RTP memória…grata surpresa, de reencontrar aqui esta série que vi, na altura já datada, nos anos 80…Peter Falk é excelente, no papel de uma vida. Recomendo ainda que espreitem o final da noite: Temos dose dupla de Will and Grace, que misteriosamente tinha deixado escapar nos anos 90!
Grato pela dica.
Família às Direitas continua a ser a melhor série cómica de sempre. O típico americano racista, com a mulher tola e submissa, o genro polaco que casou com a filha emancipada (mas que não saía de casa), rodeado de pretos e italianos, que invariavelmente lhe davam a volta.
Atrás, aparecem Black Adder, The Office, Sim Sr. Ministro, e Allo Allo (incrível como se conseguiu produzir e passar tantos anos uma coisa daquelas).
(ainda ninguém mencionou a pérola dos oceanos, com o Hasseloff à cabeça, em que a malta se afogava com água pelos joelhos?)
Em animação, qualquer coisa do “Era Uma Vez…”, e as Cidades de Ouro, um autêntico tesouro. E claro, o Conan, Rapaz do Futuro.
Há 20 ou 30 anos havia muito mais liberdade criativa. Hoje é preciso pedir licença e prestar vénia a todas as corporações e a todos os grémios de interesses.
Repare nos cartoons. Quase desapareceram da imprensa portuguesa. Ao contrário do que vinha sucedendo há século e meio, em quatro regimes muito diferentes. Estas coisas não acontecem por acaso.
Hoje somos muito menos livres.
Concordo
Mas naquele tempos as pessoas tinham outra alma outro espírito de solidariedade
Eram gerações que passaram por guerras, por lutas de liberdade, que tinham
mais conhecimento mais experiência sobre a vida, os valores a educação o respeito pelo próximo.
Os filmes hoje são rápidos com argumento pipoca, a música sem alma criativa,
tal como a propria vida fast-food elaborada por maus realizadores,maus argumentistas…
Nem todos. Depende.
Sim tem razão…. e muita razão…..
Mas na generalidade acho que havia outro estar, outro ser ….
Imagino a reacção das Capazes ao Rene gritar “you stupid woman!!!”.
Ou quando gozavam com o alemão que tinha o seu pequeno tanque.
I was pissing by when I saw a dick flying.
Apenas para contribuir para a dose de saudosismo….mais alguém acompanhou a única temporada de “Capitão Power e os Soldados do Futuro”?
Aí está uma séria bem à frente do seu tempo…..
Essa não vi.
Isso era muito futurista.
Cenário pós-apocalipse, muito “realismo” para uma série infantil.
Para lançar mais nomes: Duarte e Companhia (oh Rocha) e Alentejo sem lei.
Duarte e Companhia tornou-se série de culto. Como o Zé Gato.
E o Claxon!
Tenho acompanhado esta que passa agora na RTP, ‘A Espia’. Acho fraquinha, apesar de ter duas belíssimas actrizes como protagonistas.
Columbo era divinal.
Mas também gostava muito dos soldados da fortuna e da série Cheers e os Dukes of hazzard, eram simples mas divertidas com as suas pitadas de humor.
Andreia
De épocas diferentes. Noutro estilo (drama e não comédia) gostei do ‘Holocausto’, do ‘Homem Rico, Homem Pobre’ e da ‘Jóia da Coroa’ – séries que nunca mais revi.
Sem esquecer a magnífica ‘Twilight Zone’, claro.
Já tinha pensado nessa… e no Hitchcock Presents.
Isto das séries é como as cerejas.
🍒🍒🍒
Maria
‘Quinta Dimensão’. Acho que era assim que se chamou em Portugal.
Tenho as três cá em casa :)))
Uma que adoraria rever: We’ll meet again (Amor em tempo de guerra, se bem me lembro).
Uma que revi há pouco tempo:
Brideshead Revisited, mas foi cara e não tem legendas.
🌻
Maria
‘We’ll Meet Again’ foi uma excelente série. Com a bela Suzannah York.
Tal como ‘Winds of War’, mais ou menos da mesma altura.
Houve ainda uma série australiana, desse tempo, de que gostei muito e jamais revi: ‘Uma Cidade Chamada Alice’.
‘Brideshead’ não acompanhei. Demasiado “inglesa” para o meu gosto.
E o Tony Danza que era o sonho de todas as mulheres,pois o tipo era o verdadeiro mestre da culinária e um faz tudo.
Na sitcom Who´s the Boss?
Não era a minha praia.
(E falando em praia: ‘Marés Vivas’).
Ah pois, os homens adoravam as bóias da Pamela…
Havia outra série muito menos “boística”, muito mais inocente, que eu também gostava de ver: O Barco do Amor.
Até me estou a lembrar da música 🙂
🛳️
Maria
(já tinha aludido à Pamela e aos seus flutuadores)
Por falar em Love Boat…
The plane, The plane!!
Prefiro a Pamela a bordo: evita qualquer naufrágio.
Também fui fã da Victoria. A Principal.
Essa passou há pouco tempo na rtp-M e foi uma novidade para mim.
Quanto às repetições, com tantos comentários intercalares é quase impossível lermos tudo.
🌻
Maria
Há tempos revi algures a minha ex-querida Principal. Está irreconhecível, com tanto bisturi naquela cara. Parece um monstrinho.
Nunca perceberei o que leva tantas mulheres a submeterem-se a carniceiros travestidos de “cirurgiões plásticos”, pagando-lhes fortunas para ficarem desfiguradas.
e o pior é que elas não percebem.
Deviam perceber, desde logo, que vários desses açougueiros detestam mulheres.
pois é…velhos tempos. Também via.
No post do sr. PC falta um pormenor para os mais distraidos : confirmar que o Colombo é americano, ou referir a nacionalidade.
Colombo era genovês, como toda a gente sabe.
Também há um português. Lisboeta, da freguesia de Carnide.
Meus caros, a RTP Memória, pelo menos nos últimos meses, não tem falhado na exibição destas séries bem antigas, nos últimos meses vi todos as temporadas do Makgyver (peço desculpa se estiver mal escrito) e nunca houve qualquer lapso na emissão das mesmas. Vi o Columbo, a preto e branco, era eu bem jovem(14 anos) e adorava, agora a cores, ainda melhor.
Confirmo. (Mas, aqui para nós, Columbo vence o McGyver por 7-1…)
O Bocas… nem me lembrava disso (era holandês, certo?). Série de culto.
Havia uma série com o Raul Solnado em que ele era presidente de uma qualquer agremiação, e acabava sempre as reuniões com um “aprovado por unanimidade”. Um bordão que, sabe-se lá porquê, nunca me saiu da cabeça.
Grande actor, o Solnado. Tive pena de nunca o ter entrevistado. Nem a ele nem à Amália.
Consegui revisitar também os Perry Mason, com os B&W a levar a melhor , Rich Man, Poor Man, que fez grande furor no seu tempo e Uma Casa na Pradaria
Dulce, e se recuarmos um pouco mais:
Mister Ed
O Homem Invisível
Dr. Kildare
Danger Man
E também recordo a Jamaica Inn, a cores, com a Jane Seymour, muito mais romântico que o filme de Mestre Hitchcock.
🌻
Maria
E Hong Kong!
Ah, bons velhos tempos em que era tudo escrto com mestria, um pouco mais cerebral e emotivo e não dependia de efeitos especiais.
Beijinho Maria
Várias dessas que mencionam já não as vi.
E a série do Shogun de 1980 com o Richard Chamberlein.
Essa passou-me ao lado, tal como o ‘Dr. Kildare’, também protagonizada pelo mesmo actor.
O veterinário de Província era uma bela série produzida pela BBC,
Casa da pradaria também gostava.
Mas a ilha da fantasia era demais com o pequeno Tattoo.
António F
Havia uma série passada numa ilha que vi em adolescente e nunca mais reencontrei em lado nenhum: ‘Paulo e Virgínia’, uma série francesa.
Anos depois, vi algo vagamente semelhante: a série brasileira ‘Pantanal’. Rodada no magnífico cenário de Fernando Noronha.
Paisagens de sonho.
E a Juma Marruá (não sei se se escrevia assim) que virava onça.
Magnífica!
🌻
Maria
Enganei-me: ‘Pantanal’ foi, obviamente, rodada no… Pantanal.
Em Fernando Noronha foi a deslumbrante ‘Riacho Doce’.
Columbo era cerebral, um mestre da dedução brilhante, mas a série Kung Fu com David Carradine era magnífica na capacidade e na atitude introspectiva de um determinado filosofar de vida.
Miguel Nunes
‘Kung Fu’ fazia muito o meu género. Embora David Carradine não pareça ter bebido muito da sabedoria que emanava dessa série, atendendo ao que depois lhe aconteceu.
Lembrei-me agora de outra que eu nunca perdia: Tales of the Unexpected (Contos do Imprevisto). Eram contos insólitos escritos pelo Roald Dahl, cheguei a comprar alguns livros, ainda ali tenho um da Penguin Books.
Isto nunca mais pára!
🌻
Maria
Muito boa, também essa. Acompanhei-a sem falhar um episódio.
E o Get Smart (olho vivo)as situações eram tão ridículas, que o resultado só podia ser galhofa.
Sem esquecer a fabulosa ‘Viver no Campo’. Uma das séries mais hilariantes que já vi.
Saved by the Bell,
Série juvenil de finais da década de 80, tinha piada
Victor
E o Dallas
a novela americana da malta rica do gado e do petróleo
e do grande Jr.Ewing de uma robustez ética e moral do tamanho do mundo.
Victor
Um hino ao capitalismo mais selvagem e predador.
Mais que um hino: sinfonia.
Bangkok Hilton com Nicole Kidman no auge da beleza e num belo papel de acusada injustamente e maltratada na prisão .
E bem mais recente Prison break bem fixe.
Victor
Vi ambas. Em ‘Bangkok Hilton’, Nicole Kidman estava mesmo em início de carreira.
E quem se lembra do Dear John?
🌻
Maria
Lembro-me. Entrava também a Suzannah York, salvo erro.
E a série sete noivas para sete irmãos com o River Phoenix e um tal de Richard Andersson esse que mais tarde virou Macgyver .
Uma série de aventuras famíliares.
Marlene
Essa não vi.
Ninguém fala do Benny Hill !!!
isto é puro humor!
Aí teríamos de falar também do Herman José.
A série Crossbow( As aventuras de Guilherme Tell) passada na RTP em1988.
Não cheguei a vê-la.
Columbo o ultimo pensador do crime, onde a perspicácia inspirada numa dedução infalível apanha todo o bandido, por isso é que a mulher não aparece pois já fugiu dele.
Também sempre pensei que a mulher o abandonou.
Daí ele ter arranjado o cão.