No poço da morte estamos todos nós, atirados para uma espiral de que não há memória. Só me falta perceber se aquele que está de gatas em cima do carro é quem eu penso. Se for, não admira que vá inseguro. Resta-lhe consultar as sondagens para saber se alguém acha que vai fermoso. Mas não me cheira.


Deve ter ventosas nas mãos: enquanto o carro acelerar, o inseguro lá andará no fio da navalha.
É um homem fadado para andar nesse fio, Joaquim.
Como ainda penso que vivemos num estado democrático, com leis, tribunais e o direito a expressar a livre opinião, pese embora a forma baixa, soez como se tem feito política, mentindo e manipulando informação, a par da permanente inimputabilidade de dirigentes e (ir)responsáveis, uma das bela peças que herdamos do Socras foi o CONTRATO DE TRABALHO EM FUNÇÕES PÚBLICAS. Ora a quem de um dia para o outro “deixou” de ser funcionário público e passou a ter um “contrato” em quase tudo regulado à luz do Contrato de Trabalho pode a “outra” parte contratante REDUZIR UNILATERALMENTE o salário? E se nos deixássemos de tretas e nos focássemos neste aspecto tão só? E não me venham dizer que não há dinheiro e como tal não há lei que esta porra ainda não é o farwest (ou devemos antes dizer fároeste ?) Não há dinheiro? Despeçam-me!
Comecemos por outro lado: nesta casa não se usa entrar a GRITAR, que me dá cabo dos tímpanos dos olhos, ok?
João: o teu livro já cá canta 😉 Belíssimo, só te digo. Por ora ainda estou a espreitar pelos buracos das fechaduras… (que boa ideia a dos separadores). Um luxo, de conteúdo e apresentação: estou orgulhosa, eheh!
Ena! Agora eu é que estou orgulhoso. Até porque (imagina) foi um trabalho solitário entregue chave-na-mão, sem revisor, sem designer, etc.: capa, concepção, lettering, direcção gráfica e tudo o mais cá do je. Até as ilustrações antigas são todas extraídas de livros (edições já fora dos direitos de autor) que eu tenho.

Só te digo: um livro assim diz muito do autor. Nessas condições que me contas, ainda mais. Estou a gostar de ver fotos de conhecidos, como o Antunes Varela e o Mário de Figueiredo. E deliciada com algumas peças. como a burra, um certo tapete (pergunto-me se é arraiolos) e o braseiro. Sou perdida por braseiros 😉
Um imenso arraiolos, sim. Mas vê se te pões mais contida: não posso estar para aqui a babar-me assim…
Um dia destes ainda te
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