Sinal dos tempos


Teresa Ribeiro,

Antes, quando me faziam uma proposta de trabalho ofereciam-me um salário líquido, ou seja, diziam o que me interessava saber, que era quanto eu ficava a ganhar. Agora propõem-me salários brutos, para que o impacto psicológico dos valores que me apresentam seja mais favorável e eu fique ciente, quando fizer as contas, de quanto é que pagam em impostos para me contratar.

9 comentários em “Sinal dos tempos”

  1. Salário líquido é que é bom. Só me interessa o que levo para casa. Quando me reformar, vou ter tempo para reclamar que a reforma é baixa,ou não reclamar porque esta me satisfaz. O que descontei? deixa lá ver quanto? mas onde raio estão os recibos dos salários? Ena……não fazia ideia o quanto ….ena…isto são impostos? Ena…para ganhar uns míseros 500€ …ena m****f*****, que é que é isto? E eu que me julgava uma pessoa informada!!!

      1. Pois! Percebo perfeitamente. O que é que interessa saber o quanto se desconta se…..as reformas serão simbólicas! Que me interessa o que desconto (entenda-se pago de impostos sobre o salário – e neste recibo vem só aquilo que eu pago) se o que interessa é o que levo para casa? Quero lá saber se é muito ou pouco?Quero lá saber se estou (des) informada ou não!!!????

        1. Que disparate! O que eu discuto é que a abordagem quando se contrata alguém mudou por força da desvalorização do custo do trabalho (o que se oferece hoje de remuneração pelo mesmo trabalho é inferior do que se oferecia num passado recente) e do aumento de impostos.
          Antes quem contratava não se preocupava em avançar com o valor psicológico (valor bruto). Agora tem essa necessidade para iludir a baixa remuneração que está a oferecer por um lado e justifica-la (revelando o que paga em impostos) por outro.
          É este o meu ponto. Não o distorça!

          1. Errata: “…é inferior ao que se oferecia…” e não “do que se oferecia”. E “quando se contrata alguém” devia estar entre vírgulas.

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