Serve a presente para informar os potenciais interessados que hoje, às 15:00, a RTP Memória irá transmitir o clássico do film-noir Double Indemnity.
Aproveitemos, enquanto podemos, o serviço público prestado por este canal – pois está, talvez não por acaso, com uma espada em permanência sobre a cabeça.


Serviço público, sim. Faz a diferença – também nisto.
Porque o cinema, enquanto forma de expressão artística, só vale o que vale com memória. E para haver memória é preciso conhecer o que ficou para trás.
Caso contrário, sobra um balde cheio de pipocas…
Está aí um belo pensamento da semana, Pedro.
A loucura, entretanto, continua a ganhar terreno: há milícias do cancelamento a querer a “desconstrução” de todo o género film noir por causa do “retrato misógino da femme fatale“. Um destes dias, estaremos a viver no mundo do Farenheit 451.
Caramba, que baratas tontas. Imitando cães-pastores a arrebanhar ovelhas.
já faltava essa
A RTP só será “Serviço Público” quando as despesas não forem superiores às receitas.
E, com isso, prestarem o verdadeiro serviço público aos portugueses que pagam impostos, e não auferem os salários incompreensíveis que lá se ganham.
Não faço esse tipo de contabilidade. Acredito que o orçamento do Estado (que engloba todos os seus serviços) deve tender para o equilíbrio receita/despesa. Contudo, não me repugna que determinados serviços sejam deficitários e suportados pelos impostos. Mas tem que existir uma razão de ser para tais serviços. Um canal como a RTP2 divulga muitos conteúdos que dificilmente seriam exploráveis comercialmente com viabilidade – e faz, penso, sentido no universo de uma televisão a cargo do Estado. Por outro lado, o monstro orçamental RTP1, que em nada se distingue de uma SIC ou TVI (a não ser por colocar o contribuinte a suportar os ordenados régios da insuportável Catarina Furtado e outras vedetas menos áridas), chega a raiar o insulto.
Adormeci a meio — o que quer dizer que o filme não tem arestas nem pontas bicudas. Muito bom.
Eu adormeci a meio do Goldfinger na primeira vez que o tentei ver.
Experimente o livro.
O filme sente-se que é um bocadinho “a despachar”. É pena
Isabel
“Serviço Público” é daquelas coisas que me faz fornicoques. Não só acho que seja trata de conversa mole para justificar uma família de gente paga acima da média e do que produzem —como acho que há outros que fazem isso muito melhor do que eles.
Quer dizer, faziam… A Gulbenkian agora é um antro da maçonaria e das exclusividades do regime e há muito que abandonou a sua antiga vocação de promover a alta cultura — desde logo quando adoptou o AO provavelmente por mão dos homossexuais que colonizaram a Colóquio Letras.
Mas em todo o caso que excelentes memórias deixou a Gulbenkian.