Serviço público


João Sousa,

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Serve a presente para informar os potenciais interessados que hoje, às 15:00, a RTP Memória irá transmitir o clássico do film-noir Double Indemnity.

Aproveitemos, enquanto podemos, o serviço público prestado por este canal – pois está, talvez não por acaso, com uma espada em permanência sobre a cabeça.

10 comentários em “Serviço público”

  1. Serviço público, sim. Faz a diferença – também nisto.
    Porque o cinema, enquanto forma de expressão artística, só vale o que vale com memória. E para haver memória é preciso conhecer o que ficou para trás.
    Caso contrário, sobra um balde cheio de pipocas…

    1. Está aí um belo pensamento da semana, Pedro.

      A loucura, entretanto, continua a ganhar terreno: há milícias do cancelamento a querer a “desconstrução” de todo o género film noir por causa do “retrato misógino da femme fatale“. Um destes dias, estaremos a viver no mundo do Farenheit 451.

  2. A RTP só será “Serviço Público” quando as despesas não forem superiores às receitas.
    E, com isso, prestarem o verdadeiro serviço público aos portugueses que pagam impostos, e não auferem os salários incompreensíveis que lá se ganham.

    1. Não faço esse tipo de contabilidade. Acredito que o orçamento do Estado (que engloba todos os seus serviços) deve tender para o equilíbrio receita/despesa. Contudo, não me repugna que determinados serviços sejam deficitários e suportados pelos impostos. Mas tem que existir uma razão de ser para tais serviços. Um canal como a RTP2 divulga muitos conteúdos que dificilmente seriam exploráveis comercialmente com viabilidade – e faz, penso, sentido no universo de uma televisão a cargo do Estado. Por outro lado, o monstro orçamental RTP1, que em nada se distingue de uma SIC ou TVI (a não ser por colocar o contribuinte a suportar os ordenados régios da insuportável Catarina Furtado e outras vedetas menos áridas), chega a raiar o insulto.

  3. “Serviço Público” é daquelas coisas que me faz fornicoques. Não só acho que seja trata de conversa mole para justificar uma família de gente paga acima da média e do que produzem —como acho que há outros que fazem isso muito melhor do que eles.

    Quer dizer, faziam… A Gulbenkian agora é um antro da maçonaria e das exclusividades do regime e há muito que abandonou a sua antiga vocação de promover a alta cultura — desde logo quando adoptou o AO provavelmente por mão dos homossexuais que colonizaram a Colóquio Letras.

    Mas em todo o caso que excelentes memórias deixou a Gulbenkian.

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