A UE e os EUA descobriram finalmente como fazer dinheiro com o conflito sírio. Acaba-se com o embargo aos rebeldes para lhes vender armas. A Rússia e a China fazem o mesmo a Hassad. Entra-se numa bola de neve onde o conflito se prolonga, necessitando sempre de mais armas e os cifrões vão crescendo. Se os rebeldes vencem, ganha-se dinheiro e um aliado. Se Hassad vence pelo menos fez-se dinheiro. Se o conflito se prolonga, muito dinheiro entrará. Que final feliz.
Sem petróleo não há invasão, mas…
joaomsandre,

Exatamente, excelente post.
Não é por acaso que o Reino Unido e a França são os países que querem vender armas aos rebeldes – eles são os países que têm indústrias de armamento mais desenvolvidas e importantes, que necessitam de rentabilizar.
A guerra na Síria é a mesma coisa que a guerra Irão-Iraque na década de 1980, a qual foi explorada por todos os países produtores de armamento, que ora forneciam armas ao Irão, ora ao Iraque, de tal forma a assegurar que a guerra perdurava e nunca acabava.
Trata-se de uma forma de reciclar os petrodólares. (A Síria não tem muito petróleo, mas o amigo Irão tem-no.)
Não há petróleo, mas há muitos legados históricos, de importância fundamental, que estão em risco. Para certos segredos, é um outro tipo de óleo negro…
O problema da UE e EUA, é que já não conseguem fazer passar a mensagem de paladinos da democracia, e que as suas acções são toques celestiais para a harmonia universal. Nem sequer já se preocupam com o mínimo decoro moral.
Quando a Rússia era o papão comunista era fácil. Tentaram depois inventar um “Eixo do Mal”, nome ao estilo da banda desenhada Marvel, mas o filme não tem tido muito sucesso.
Triste é que já nem tem importância que entre os rebeldes sírios esteja a Al Qaeda, estejam armas químicas, ou até se coma o coração do outro.
Quem se atreve a dizer que Obama, Cameron ou Hollande não têm coração?
Há um erro no linque para a notícia (tem um http a mais no final).
Obrigado, foi corrigido.