«A autoproclamada jihad decapitou um segundo jornalista porque a primeira decapitação foi um sucesso. Não foi um sucesso porque o homem tenha morrido: matar um homem, para a dita, é uma rotina quase entediante. Foi um sucesso porque, tal como os amadores das redes sociais, também muitos profissionais da imprensa, da rádio e da televisão de todo o mundo voltaram a noticiá-la acriticamente, com um pé no voyeurismo e outro no maniqueísmo. O jornalismo-tipo-partilha-de-Facebook, em que todos, em maior ou menor grau, vimos embarcando, não tem os dias contados: pode até acontecer que seja o único a sobreviver. Mas implica custos e, provavelmentem, só dentro de algumas décadas começaremos a ter uma ideia da sua dimensão. Uma coisa é certa: ela é maior do que aquilo que agora nos parece – mesmo aos mais pessimistas.»
Joel Neto, no Diário de Notícias

O que o meu sentido me diz é que ter “tradutores” encartados ou não a decidirem o que devo ou não saber ou ver -seja pelas razoes mais nobres(acredito que os tipos da NSA se sentem uns herois defensores da ordem) não me descansa nem um bocadinho. Se era para ter um defensor então votaria no Salazar que comparado com os compinchas desde o 25 abril era um tipo bem mais sério; e vejam no que tornou o povo portugues= acriticos que embarcam nas balelas de qualquer demagogo, até que após tres bancas rotas ainda acham que são os mesmos os melhores para governar outra vez.
A coisa está tão preta que já começaram na opiniao publica anglosaxonica a apodar de traidores quem pense diferente e queira conhecer as diferentes faces dos assuntos- só que se esquecem de informar que andaram varios anos a financiar e armar os jihadistas que têm armas novas francesas e turcas.
Não vi qualquer dos vídeos. Não quero ver. Recuso-me a pactuar com fanáticos.
Não pactuo com fanáticos religiosos sedentos de protagonismo e sem qualquer consideração pela vida humana. Não leram o Corão, com certeza.
Não pactuo com fanáticos do show-off, que transformam tragédias alheias no combustível dos seus foguetões pessoais.
Não pactuo com fanáticos “patriotas” que vêm condenar as execuções e dar os pêsames às famílias enlutadas, em directo, inflamados, tão fanáticos como os executores.
Como é que se dá as condolências num directo a uma mãe, a um pai que perde um filho? Prometendo vinganças e castigos ? Em que é que isso muda o facto do seu filho estar morto? Mas seguramente que no dia seguinte, os índices de popularidade do orador patriota disparam imparáveis…
Não sei, não abranjo, não vejo… custa-me entender que milhares de anos de evolução redundem nisto.
Agora 40 anos depois é que descobriu que o terrorismo é feito para os Jornalistas?
Ainda vai a tempo de descobrir que as vítimas civis em Gaza também são.