Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Pela primeira vez na nossa História a fasquia dos 100 mil nascimentos/ano não foi este ano atingida. Ficámo-nos pelos 90.206, o que representa um decréscimo alarmante. Além de ser o pior da Europa, Portugal é um dos três ou quatro países piores do mundo em taxa de natalidade (1,2 filhos por mulher, sendo a taxa de reposição geracional de 2,1). O último ano em que houve substituição de gerações foi em 1982 (já lá vão 30 anos).»

Carlos Peixoto, no i

15 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Portugal é um dos três ou quatro países piores do mundo em taxa de natalidade

    “Pior” em que sentido?

    Como seríamos os melhores? Se tivéssemos uma natalidade de 7 filhos por mulher?

    Parece-me que “pior” não é o adjetivo exato neste contexto.

  2. O último ano em que houve substituição de gerações foi em 1982

    Mais uma vez, uma expressão inexata. De facto, há substituição de gerações – basta ver que a população portuguesa não tem parado de crescer. 1982 já foi há 31 anos e, apesar de a natalidade se manter baixa, a população portuguesa todos os anos cresce. Portanto, não se pode afirmar que não haja substituição, bem pelo contrário. Há substituição e até há superavit. Portugal tem habitantes que chegam e sobram.

      1. Eu vi que o erro consta do original , fui lá confirmar , daí ter feito a minha observação em forma de intervenção na conversa .
        Agradeço a sua resposta .

        Nota geral – Lá porque a população de Portugal cresceu não quer dizer que tenha havido substituição de gerações , são coisas diferentes .

  3. Por muito preocupante que seja a baixa de natalidade em Portugal, “Pela primeira vez na nossa História…” é capaz de ser um exagero, não?

      1. trinta anos sem reposição de gerações é um número impressionante

        (1) Tal como referi acima, há reposição sim senhor. A população portuguesa tem sempre crescido, pelo que ninguém se pode queixar de falta de reposição.

        (2) Não é um número nada impressionante. Outros países (Japão, Alemanha, etc) têm números ainda maiores de anos com baixa natalidade. E parece que não sofrem nada com isso – também nesses países, a população nunca decresce.

  4. Na nossa História?! Convém não dizer asneiras.

    A situação é um desastre, já esperado visto a ideologia socialista geroncrática do regime.
    A cada ano do regime se foi tornando qualquer actividade económica, ou mesmo qualquer actividade mais cara devido aos impostos que não pararam de subir.
    Claro que esta situação pesa especialmente em quem trabalha e está a começar. Que é quando se tem filhos.

    Por isso temos a farsa dos avós estarem a pagar os netos. Porque quem está no meio foi espoliado pelos avós.

    Avós que em 1975 pagavam 10-15% no máximo da sua riqueza quando trabalhavam, depois decidiram que os seus filhos, os pais deveriam pagar 40 e 50% do rendimento.

    Há outros problemas culturais-políticos:
    Ideologia das zeros falhas e da perfeição. Só se tem filhos quando se pode dar tudo à criança. Ora tal como a única maneira de aviões não caírem é não haver aviões a única maneira de não haver problemas com os filhos é não haver filhos. E é também por isso que os índices de mortalidade infantil baixaram extraordinariamente – além da fuga do campo, ev. tecnológica.
    Só com condições especiais os portugueses têm filhos. Por isso têm muito poucos.

    1. Acha preferível ter meia dúzia de filhos, para depois não terem dinheiro para os alimentar, como tristemente se assiste nas notícias, quase diariamente?
      À parte da questão económica, essa busca de perfeição é um embuste. A mulher começa agora a vingar verdadeiramente no mundo profissional e tem todo o direito de dizer não à maternidade e/ou esperar pelo momento certo, que poderá vir, ou não. A abordagem que faz quase implica uma obrigatoriedade da mulher em ter filhos. Graças à pílula essa interpretação da vida familiar já está bem longe da realidade.
      E não são os portugueses, são pessoas de nacionalidades diferentes, que tiveram acesso a uma educação superior, que procuram uma realização pessoal e que não a encontram na cumulação de uma vida profissional com a de dona de casa.

  5. Pois, vamos desaparecer. Ainda bem, porque é difícil viver com a nossa infelicidade nacional. Centenas de povos já desapareceram, alguns até ilustres. Ninguém se vai queixar.

  6. Bom, e perante a sequência de más notícias e de falta de luz ao fundo do túnel, de emigração das novas gerações, de carência de uma POLÍTICA DE FAMÍLIA, nos próximos anos a situação só pode piorar, e fortemente.

  7. Independentemente, do desastre económico que uma população envelhecida possa acarretar, convém lembrar a sobrepopulação do mundo. Sete biliões de pessoas! Tentar imaginar sete biliões de pessoas num espaço é quase tão difícil como tentar imaginar a imensidão do universo, como se alguma vez conseguisse quantificar o infinito… Sinto os neurónios, que me restam, a queimar e sinto-me a ficar sem ar, como se me afogasse nessa vastidão. É gente a mais.
    Portugal sofre com o envelhecimento da população, como tantos outros países desenvolvidos, embora me questione frequentemente onde pára esse tal desenvolvimento. Outros países têm conseguido equilibrar a situação graças à emigração. Não será esse o caminho a seguir? Em vez de incentivar a natalidade num ponto do planeta, enquanto noutro se abandonam bebés e se esterilizam as mães?

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