2 comentários em “Reestruturação da dívida”

  1. Por que razão se ficam pelo não essencial? Ao fim de quase 2 anos, o governo não conseguiu fazer cortes estruturais da despesa, pois os cortes de salários nominais e de subsídios são, segundo dizem, transitórios e conjunturais. O governo pretende, assim, manter os mesmos serviços públicos, com o mesmo corpo de funcionários, mas com redução da massa salarial? O governo é incompetente e pretende tomar-nos a todos por cretinos.

    1. Isabel, eu partilho grande parte dessa opinião (veja link abaixo) mas todas as opções têm vantagens e inconvenientes. Estaremos de acordo que, embora existam outras áreas onde é preciso cortar, atendendo à composição da despesa, o governo tem de cortar em salários e prestações sociais. Há duas formas de cortar nos salários (que, evidentemente, podem ser combinadas): diminuindo-os ou despedindo (mantendo serviços com menos pessoal ou encerrando-os). A segunda forma é, do ponto de vista das garantias de agilidade (no sentido de terem que se melhorar processos) e de despesa futura do Estado, preferível – desde que (e isso não sucederia nem sucederá) no Estado ficassem os melhores e não os mais bem relacionados – mas é socialmente mais dolorosa e aumenta ainda mais as despesas com subsídios de desemprego. Por isto, eu até consigo entender as reticências do governo neste campo e o modo mais suave como, apesar de tudo, na educação, na saúde, nas forças armadas (veja os anúncios de ontem do Ministro da Defesa), nas empresas públicas, tem tentado diminuir efectivos e nível de despesa. Mas sim, pode ter sido um erro, até porque as medidas mais dolorosas devem ser tomadas logo no início dos mandatos. Agora torna-se duvidoso que ainda tenha força suficiente para as implementar.

      Porém, nada disto obsta a que se apontem as inconsistências de António José Seguro. 🙂

      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4289326.html

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