Recessão e foguetório


jmmcc,

O Banco Central Europeu aproveita os primeiros sinais de recuperação para dizer que os Estados-membros da UE devem recomeçar a assegurar rapidamente a consolidação orçamental. Ou seja: devem voltar a cuidar do equilíbrio das contas públicas sem recurso a qualquer aumento de impostos ou contribuições sociais. Ora aqui está uma notícia que nos tira da desgraça actual e que nos atira para a desgraça anterior (agravada).

Os líderes em campanha eleitoral que têm andado a justificar promessas no pressuposto de que Bruxelas irá manter vista grossa às derrapagens orçamentais vão começar a dormir mal. Desenganem-se eles e não enganem os eleitores, porque os foguetes pelo fim da recessão também têm canas. E se alguém quiser lançá-los, vai ter de apanhá-las.

8 comentários em “Recessão e foguetório”

  1. Parece-me que todos já vimos este filme e já demos para este peditório. Assim, como se trata de uma ‘reprise’, já todos sabemos como é que vai ser o final e quem é que vai, mais uma vez, pagar esta factura: – nós, os suspeitos do costume, é óbvio. E já estou mesmo a ver, também, a 1ª das costumeiras medidas indispensáveis para fazer face a esta ‘nova crise’: aumentos de 0% nos ordenados durante os próximos 3 ou 4 anos… e o que mais se verá. E é assim que teremos de nos habituar a viver o resto das nossas vidas, de crise em crise. Mas olha, há uma coisa para a qual eu já não estou: para apanhar as canas, chama o Vitalino, p.f.

    1. Não vejo outra saída que não seja realmente essa grande medida: não se aumentam os impostos, porque impossível, mas também não se aumentam os salários, porque sacrifício é preciso.

      (O Vitalino manda dizer que não sabe apanhar canas. Só sabe ser apanhado. O que não tem história, porque é fácil.)

      1. Eu ia comentar, mas como subscrevo o comentário do Luís Reis Figueira, apenas acrescento que há por aí uma senhora que propõe a redução dos salários! Pelo menos foi essa a acusação que ouvi o Jerónimo fazer e ela não disse que era mentira!

  2. Acabo de ouvir a notícia de que o Papa poderá vir a Portugal no ano que vem. Quem sabe se não estará ligada a esta ilustre e augusta visita a solução divina para todos os males que nos afligem?

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